{"id":35326,"date":"2017-10-16T08:08:22","date_gmt":"2017-10-16T10:08:22","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=35326"},"modified":"2017-11-23T14:05:45","modified_gmt":"2017-11-23T16:05:45","slug":"o-brasil-tem-30-novos-santos-papa-canoniza-martires-de-cunhau-e-uruacu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-brasil-tem-30-novos-santos-papa-canoniza-martires-de-cunhau-e-uruacu\/","title":{"rendered":"O Brasil tem 30 novos Santos: Papa canoniza m\u00e1rtires de Cunha\u00fa e Urua\u00e7u"},"content":{"rendered":"<p>Cidade do Vaticano (RV) \u2013 A Igreja tem 35 novos Santos, e entre eles, 30 brasileiros. Em cerim\u00f4nia presidida pelo Papa Francisco na manh\u00e3 deste domingo (15\/10) na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro, foram canonizados os m\u00e1rtires de Cunha\u00fa e Urua\u00e7u, os Protom\u00e1rtires do M\u00e9xico \u2013 considerados os primeiros m\u00e1rtires do continente americano &#8211; al\u00e9m do sacerdote espanhol Faustino M\u00edguez, fundador do Instituto Calasanzio, Filhas da Divina Pastora, e do Frade Menor Capuchinho italiano Angelo d\u2019Acri.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/media02.radiovaticana.va\/audio\/audio2\/mp3\/00599274.mp3\">Clique aqui para ouvir:<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?time_continue=1&amp;v=SnPxXuWDEGk\">Clique aqui para assistir o v\u00eddeo:<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s ser cantado o Veni Creator, o Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, acompanhado pelos Postuladores das Causas, dirigiu-se at\u00e9 o Santo Padre pedindo para que se procedesse \u00e0 canoniza\u00e7\u00e3o dos Beatos, com a leitura de seus nomes.<\/p>\n<p>A seguir, foi lida uma breve biografia dos novos Santos e entoada a Ladainha de todos os Santos, pedindo que por meio da Virgem Maria e de todos os Santos seja sustentado o ato que est\u00e1 para ser cumprido. Por fim, o Santo Padre leu a f\u00f3rmula de canoniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Homilia<\/p>\n<p>Se se perde o amor de vista, \u201ca vida crist\u00e3 torna-se est\u00e9ril, torna-se um corpo sem alma, uma moral imposs\u00edvel, um conjunto de princ\u00edpios e leis a serem respeitadas sem um porqu\u00ea\u201d.<\/p>\n<p>Inspirando-se no Evangelho de Mateus proposto pela Liturgia do dia, o Papa recorda em sua homilia que \u201do Reino de Deus \u00e9 compar\u00e1vel a uma Festa de N\u00fapcias\u201d. N\u00f3s, \u201csomos os amados, os convidados\u201d para estas n\u00fapcias, mas \u201co convite pode ser recusado\u201d. Neste sentido, somos chamados a \u201crenovar a cada dia a op\u00e7\u00e3o de Deus\u201d, vivendo segundo o amor verdadeiro, superando a resigna\u00e7\u00e3o e os caprichos de nosso eu\u201d.<\/p>\n<p>N\u00f3s somos os convidados<\/p>\n<p>Francisco inicia sua reflex\u00e3o explicando que o protagonista da festa de n\u00fapcias \u201c\u00e9 o filho do rei, o noivo, no qual facilmente se vislumbra Jesus\u201d. Mas na par\u00e1bola, n\u00e3o se fala da noiva, \u201cmas de muitos convidados, desejados e esperados: s\u00e3o aqueles que trazem as vestes nupciais:<\/p>\n<p>\u201cTais convidados somos n\u00f3s, todos n\u00f3s, porque o Senhor deseja \u00abcelebrar as bodas\u00bb com cada um de n\u00f3s. As n\u00fapcias inauguram uma comunh\u00e3o total de vida: \u00e9 o que Deus deseja ter com cada um de n\u00f3s. Por isso o nosso relacionamento com Ele n\u00e3o se pode limitar ao dos devotados s\u00faditos com o rei, ao dos servos fi\u00e9is com o patr\u00e3o ou ao dos alunos diligentes com o mestre, mas \u00e9, antes de tudo, o relacionamento da noiva amada com o noivo\u201d.<\/p>\n<p>Vida crist\u00e3 \u00e9 uma hist\u00f3ria de amor com Deus<\/p>\n<p>Em outras palavras \u2013 explica Francisco \u2013 o Senhor \u201cn\u00e3o se contenta com o nosso bom cumprimento dos deveres e a observ\u00e2ncia de suas leis, mas quer uma verdadeira comunh\u00e3o de vida conosco, uma rela\u00e7\u00e3o feita de di\u00e1logo, confian\u00e7a e amor\u201d:<\/p>\n<p>\u201cEsta \u00e9 a vida crist\u00e3, uma hist\u00f3ria de amor com Deus, na qual quem toma gratuitamente a iniciativa \u00e9 o Senhor e nenhum de n\u00f3s pode gloriar-se de ter a exclusividade do convite: ningu\u00e9m \u00e9 privilegiado relativamente aos outros, mas cada um \u00e9 privilegiado diante de Deus. Deste amor gratuito, terno e privilegiado, nasce e renasce incessantemente a vida crist\u00e3\u201d.<\/p>\n<p>Francisco pergunta por\u00e9m, se em nosso dia-a-dia nos recordamos de dizer \u201cao menos uma vez\u201d, \u201cSenhor, vos amo. V\u00f3s sois a minha vida\u201d:<\/p>\n<p>\u201cCom efeito, se se perde de vista o amor, a vida crist\u00e3 torna-se est\u00e9ril, torna-se um corpo sem alma, uma moral imposs\u00edvel, um conjunto de princ\u00edpios e leis a respeitar sem um porqu\u00ea. Ao contr\u00e1rio, o Deus da vida espera uma resposta de vida, o Senhor do amor espera uma resposta de amor\u201d.<\/p>\n<p>Reavivar a mem\u00f3ria do primeiro amor<\/p>\n<p>O Papa alerta para o perigo \u201cde uma vida crist\u00e3 rotineira, onde nos contentamos com a \u00abnormalidade\u00bb, sem zelo nem entusiasmo e com a mem\u00f3ria curta\u201d.<\/p>\n<p>Neste sentido, somos chamados a reavivar a mem\u00f3ria do primeiro amor: \u201csomos os amados, os convidados para as n\u00fapcias, e a nossa vida \u00e9 um dom, sendo-nos dada em cada dia a magn\u00edfica oportunidade de responder ao convite\u201d.<\/p>\n<p>A recusa do convite<\/p>\n<p>Mas este convite pode ser recusado. O Evangelho \u2013 observa o Papa \u2013 relata que muitos convidados disseram n\u00e3o, pois \u201cestavam presos aos pr\u00f3prios interesses\u201d, \u201cao seu campo, ao seu neg\u00f3cio\u201d.<\/p>\n<p>A palavra \u201cseu\u201d \u2013 frisa Francisco \u2013 \u201c\u00e9 a chave para entender o motivo da recusa\u201d. Nos afastamos do amor, \u201cn\u00e3o por malvadez\u201d, mas porque se prefere \u201cas seguran\u00e7as, a autoafirma\u00e7\u00e3o, as comodidades\u201d:<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o reclinamo-nos nas poltronas dos lucros, dos prazeres, de qualquer passatempo que nos fa\u00e7a estar um pouco alegres. Mas deste modo envelhece-se depressa e mal, porque se envelhece dentro: quando o cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o se dilata, fecha-se, envelhece. E quando tudo fica dependente do pr\u00f3prio eu \u2013 daquilo com que concordo, daquilo que me serve, daquilo que pretendo \u2013, tornamo-nos r\u00edgidos e maus, reagimos maltratando por nada, como os convidados do Evangelho que chegam ao ponto de insultar e at\u00e9 matar aqueles que levaram o convite, apenas porque os incomodavam\u201d.<\/p>\n<p>Deus \u00e9 o oposto do ego\u00edsmo<\/p>\n<p>\u201cDeus \u00e9 o oposto do ego\u00edsmo, da autorreferencialidade\u201d, pois diante de nossas cont\u00ednuas recusas e fechamentos, \u201cn\u00e3o adia a festa. N\u00e3o se resigna, mas continua a convidar\u201d:<\/p>\n<p>\u201cVendo os \u00abn\u00e3os\u00bb, n\u00e3o fecha a porta, mas inclui ainda mais. \u00c0s injusti\u00e7as sofridas, Deus responde com um amor maior. N\u00f3s muitas vezes, quando somos feridos por injusti\u00e7as e recusas, incubamos ressentimento e rancor. Ao contr\u00e1rio Deus, ao mesmo tempo que sofre com os nossos \u00abn\u00e3os\u00bb, continua a relan\u00e7ar, prossegue na prepara\u00e7\u00e3o do bem mesmo para quem faz o mal. Porque assim faz o amor; porque s\u00f3 assim se vence o mal\u201d.<\/p>\n<p>Hoje \u2013 portanto \u2013 \u201ceste Deus que n\u00e3o perde jamais a esperan\u00e7a, nos compromete a fazer como ele, a viver segundo o amor verdadeiro, a superar a resigna\u00e7\u00e3o e os caprichos de nosso \u201ceu\u201d suscet\u00edvel e pregui\u00e7oso&#8221;.<\/p>\n<p>As vestes dos convidados<\/p>\n<p>O Papa destaca ent\u00e3o, um \u00faltimo aspecto do Evangelho do dia: \u201cas vestes dos convidados, que s\u00e3o indispens\u00e1veis\u201d. Ou seja, n\u00e3o basta responder ao convite dizendo sim e basta, \u201cmas \u00e9 preciso vestir\u201d \u201co h\u00e1bito do amor vivido cada dia\u201d, porque \u201cn\u00e3o se pode dizer \u201cSenhor, Senhor\u201d, sem viver e praticar a vontade de Deus. Precisamos nos revestir a cada dia do seu amor, de renovar a cada dia a op\u00e7\u00e3o de Deus\u201d:<\/p>\n<p>\u201cOs Santos canonizados hoje, sobretudo os numerosos M\u00e1rtires, indicam-nos esta estrada. Eles n\u00e3o disseram \u00absim\u00bb ao amor com palavras e por um certo tempo, mas com a vida e at\u00e9 ao fim. O seu h\u00e1bito di\u00e1rio foi o amor de Jesus, aquele amor louco que nos amou at\u00e9 ao fim, que deixou o seu perd\u00e3o e as suas vestes a quem O crucificava. Tamb\u00e9m n\u00f3s recebemos no Batismo a veste branca, o vestido nupcial para Deus.\u201d<\/p>\n<p>Perd\u00e3o do Senhor, passo decisivo para entrar na sala das n\u00fapcias<\/p>\n<p>Que \u201cpe\u00e7amos a Ele, pela intercess\u00e3o destes nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s santos, a gra\u00e7a de optar por trazer cada dia esta veste e de a manter branca\u201d, o que \u00e9 poss\u00edvel, \u201cantes de mais nada, indo sem medo receber o perd\u00e3o do Senhor, o passo decisivo para entrar na sala das n\u00fapcias e celebrar a festa do amor com Ele\u201d.<\/p>\n<p>Segundo a Sala de Imprensa da Santa S\u00e9, 35 mil fi\u00e9is participaram da celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidade do Vaticano (RV) \u2013 A Igreja tem 35 novos Santos, e entre eles, 30 brasileiros. 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