{"id":34686,"date":"2017-08-14T14:56:52","date_gmt":"2017-08-14T17:56:52","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=34686"},"modified":"2017-08-15T14:48:29","modified_gmt":"2017-08-15T17:48:29","slug":"com-tweet-sobre-entrega-ao-senhor-papa-recorda-sao-maximiliano-kolbe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/com-tweet-sobre-entrega-ao-senhor-papa-recorda-sao-maximiliano-kolbe\/","title":{"rendered":"Com tweet sobre entrega ao Senhor, Papa recorda S\u00e3o Maximiliano Kolbe"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Cidade do Vaticano (RV) \u2013\u00a0 Com o tweet\u00a0 \u201cO caminho para entregar-se ao Senhor come\u00e7a todos os dias, desde a manh\u00e3\u201d, o Papa Francisco recorda S\u00e3o Maximiliano Kolbe, cuja mem\u00f3ria lit\u00fargica \u00e9 celebrada pela Igreja este 14 de agosto, v\u00e9spera da Festa da Assun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao final do Angelus em 14 de agosto de 2016, o Papa assim recordou-se do santo franciscano: \u201cNos sustente no nosso caminho o exemplo de S\u00e3o Maximiliano Kolbe, m\u00e1rtir da caridade, cuja festa recorre hoje: que ele nos ensine a viver o fogo do amor por Deus e pelo pr\u00f3ximo\u201d.<\/p>\n<p>S\u00e3o Maximiliano Kolbe foi morto no Campo de Concentra\u00e7\u00e3o de Auschwitz em 1941, depois de oferecer a sua vida em troca daquela de um pai de fam\u00edlia. Ele foi beatificado pelo Papa Paulo VI em 17 de outubro de 1971 e canoniza\u00e7\u00e3o por S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II em 10 de outubro de 1982.<\/p>\n<p>\u201cCavaleiro da Imaculada\u201d. Um homem de alma nobre como a sua, n\u00e3o poderia ter concebido outro t\u00edtulo para a sua pequena revista dedicada a M\u00e3e Celeste, que desde pequeno havia aprendido a amar. Maximiliano Kolbe foi um cavalheiro no sentido mais elevado da palavra, at\u00e9 o \u00faltimo respiro.<\/p>\n<p>Cavaleiro na vanguarda<\/p>\n<p>Cavaleiro no criar, sob o nome e a prote\u00e7\u00e3o da Imaculada, a sua \u201cMil\u00edcia\u201d, em um tempo em que \u2013 era 1917 \u2013 a Europa era atravessada por ex\u00e9rcitos durante I Guerra Mundial.<\/p>\n<p>Maximiliano, de car\u00e1ter soci\u00e1vel e otimista, entende que para combater a propaganda totalit\u00e1ria que logo depois do p\u00f3s-guerra come\u00e7ava a se propagar, era necess\u00e1rio o empenho pastoral dos franciscanos &#8211; para os quais entrou \u2013 seja sustentado por uma maior difus\u00e3o, pelo uso da tecnologia \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, que na \u00e9poca queria dizer jornal e r\u00e1dio.<\/p>\n<p>Milicianos de Maria<\/p>\n<p>Maximiliano \u00e9 inteligente, bravo no estudo, mas a tuberculose que o debilita desde jovem, o impede de pregar ou ensinar.<\/p>\n<p>Os Superiores permitem ent\u00e3o que ele se dedique \u00e0 sua \u201cMil\u00edcia\u201d, que n\u00e3o deixa de recolher adeptos onde quer que seja conhecida, e tamb\u00e9m conhecido e estimado \u00e9 o seu propagador, desde pelos professores at\u00e9 os estudantes, dos agricultores semianalfabetos aos profissionais. E \u00e9 neste ponto que o religioso polon\u00eas implanta sua sala de impress\u00e3o. Em 1921 sai o primeiro n\u00famero do \u201cCavaleiro\u201d.<\/p>\n<p>Do Jap\u00e3o \u00e0 \u00cdndia<\/p>\n<p>Rapidamente tudo cresce. Um outro nobre por t\u00edtulo, um conde, doa a ele um terreno, usado para fundar a \u201cNiepokalanow\u201d, a \u201cCidade de Maria\u201d, enquanto as espartanas cabanas tornam-se constru\u00e7\u00f5es de material e a velha impressora transforma-se em uma moderna tipografia.<\/p>\n<p>Padre Kolbe fica motivado para levar os \u201cCavaleiros\u201d da sua Mil\u00edcia at\u00e9 o Jap\u00e3o e \u00cdndia, mas a doen\u00e7a o leva \u00e0 Pol\u00f4nia precisamente quando o Ex\u00e9rcito de Hitler est\u00e1 para invadir a Pol\u00f4nia. Os nazistas destroem a publica\u00e7\u00e3o e sobretudo perseguem os franciscanos que d\u00e3o acolhida a 2.500 refugiados, 1.500 deles judeus. Em 17 de fevereiro de 1941, Padre Maximiliano Kolbe \u00e9 preso e em 28 de maio abrem-se para ele os port\u00f5es de Auschwitz.<\/p>\n<p>Pr\u00edncipe entre os horrores<\/p>\n<p>Naquela gaiola dos horrores, o Cavaleiro vive a sua \u00faltima e mais nobre etapa de sua exist\u00eancia. Perde o nome e se torna um n\u00famero, o 16670, \u00e9 submetido \u00e0 viol\u00eancias e lhe \u00e9 designado o transporte de cad\u00e1veres no forno cremat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Mas no lugar onde a arte da crueldade \u00e9 voltada a brutalizar, a grande dignidade do sacerdote e ser humano Padre Maximiliano, desponta como um diamante: \u201cKolbe era um pr\u00edncipe entre n\u00f3s\u201d, contar\u00e1 mais tarde uma sobrevivente.<\/p>\n<p>Somente o amor cria<\/p>\n<p>O final \u00e9 conhecido. Transferido no final de julho ao Bloco 14, onde os prisioneiros eram envolvidos nas colheitas nos campos, quando um deles consegue escapar, por repres\u00e1lia 10 acabam em um bunker, condenados a morrer de fome.<\/p>\n<p>Um dos escolhidos \u00e9 o jovem sargento polon\u00eas, Francisco Gajowniezek, que chora e suplica ao lagherfurher para poup\u00e1-lo, porque tem mulher e filhos. A este ponto, o Padre Kolbe pede para descer no bunker em seu lugar, para surpresa dos soldados.<\/p>\n<p>O mart\u00edrio \u00e9 lento. Consolados pelo encorajamento e pelas ora\u00e7\u00f5es recitadas pelo Padre Maximiliano, as vozes v\u00e3o se esfriando uma ap\u00f3s outra, at\u00e9 apagar. Depois de duas semanas, resistem ainda quatro, um deles \u00e9 o Padre Kolbe.<\/p>\n<p>Os SS decidem injetar nele \u00e1cido f\u00eanico. Estendendo o bra\u00e7o ao m\u00e9dico que est\u00e1 para mat\u00e1-lo diz: \u201cVoc\u00ea n\u00e3o entendeu nada da vida. O \u00f3dio n\u00e3o serve para nada. Somente o amor cria\u201d.<\/p>\n<p>As suas \u00faltimas palavras foram: \u201cAve Maria\u201d. \u00c9 14 de agosto de 1941. O corpo do Cavaleiro \u00e9 cremado no dia seguinte, Festa da Assun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidade do Vaticano (RV) \u2013\u00a0 Com o tweet\u00a0 \u201cO caminho para entregar-se ao Senhor come\u00e7a todos os dias, desde a manh\u00e3\u201d, o Papa Francisco recorda S\u00e3o Maximiliano Kolbe, cuja mem\u00f3ria lit\u00fargica \u00e9 celebrada pela Igreja este 14 de agosto, v\u00e9spera da Festa da Assun\u00e7\u00e3o. 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