{"id":34440,"date":"2017-08-09T11:33:44","date_gmt":"2017-08-09T14:33:44","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=34440"},"modified":"2017-08-10T13:30:35","modified_gmt":"2017-08-10T16:30:35","slug":"casais-homossexuais-podem-batizar-seus-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/casais-homossexuais-podem-batizar-seus-filhos\/","title":{"rendered":"Casais homossexuais podem batizar seus filhos?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A situa\u00e7\u00e3o de vida do pai ou da m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 mais importante que a gra\u00e7a do batismo<\/p>\n<p>A Igreja, a quem foi confiada a miss\u00e3o de evangelizar e batizar, desde os primeiros s\u00e9culos, batizou n\u00e3o s\u00f3 os adultos, mas tamb\u00e9m as crian\u00e7as. Nas Palavras do Senhor: \u201cQuem n\u00e3o renascer da \u00e1gua e do Esp\u00edrito Santo, n\u00e3o pode entrar no reino de Deus\u201d (Jo 3,5). A Igreja Cat\u00f3lica, conforme os C\u00e2nones 849, 868 do Direito Can\u00f4nico, \u201csempre entendeu que as crian\u00e7as n\u00e3o devem ser privadas do batismo, uma vez que s\u00e3o batizadas na f\u00e9 da Igreja, proclamada pelos pais e padrinhos e por todos os fi\u00e9is presentes\u201d. Neles est\u00e1 representada tanto a Igreja local como a comunidade universal dos santos e fi\u00e9is: a m\u00e3e Igreja, que, toda ela, gera a todos e a cada um (Santo Agostinho, Epist. 98, 5: PL 33,362).<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica sacramental da Igreja Cat\u00f3lica relativa ao batismo sempre levou em conta duas realidades: a necessidade do batismo para a salva\u00e7\u00e3o e a responsabilidade dos pais e padrinhos no processo da completa realiza\u00e7\u00e3o da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3.<\/p>\n<p>\u2013\u2013 ADVERTISEMENT \u2013\u2013<\/p>\n<p>O Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica (n. 1250) ensina que \u201cpor nascerem com uma natureza humana deca\u00edda e manchada pelo pecado original, tamb\u00e9m as crian\u00e7as precisam do novo nascimento no batismo, a fim de serem libertadas do poder das trevas e serem transferidas para o dom\u00ednio da liberdade dos filhos de Deus, para o qual todos os homens s\u00e3o chamados. A pura gratuidade da gra\u00e7a da salva\u00e7\u00e3o \u00e9 particularmente manifesta no batismo das crian\u00e7as. Por isso, a Igreja e os pais privariam a crian\u00e7a da gra\u00e7a inestim\u00e1vel de se tornar filho de Deus, se n\u00e3o lhe conferissem o batismo pouco depois do seu nascimento\u201d. Os efeitos principais desse sacramento s\u00e3o \u201ca purifica\u00e7\u00e3o dos pecados e o novo nascimento no Esp\u00edrito Santo\u201d.<br \/>\nAs crian\u00e7as devem ser educadas na f\u00e9<\/p>\n<p>A Igreja, ao batizar crian\u00e7as, pede que se ofere\u00e7am garantias m\u00ednimas para a educa\u00e7\u00e3o na f\u00e9 do ne\u00f3fito e o acompanhamento necess\u00e1rio para que a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 seja completada e se garanta uma participa\u00e7\u00e3o consciente e frutuosa no seio da Igreja.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as devem ser educadas na f\u00e9 em que foram batizadas, a fim de que descubram, pouco a pouco, o plano de Deus em Cristo, para que, finalmente, possam ratificar por si mesmas a f\u00e9 em que foram batizadas.<br \/>\nO batismo de filhos de pessoas em uni\u00e3o homossexual<\/p>\n<p>Papa Francisco, na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Evangelii gaudium (n. 47), pediu que a Igreja fosse sempre a \u201ccasa aberta do Pai\u201d e que, al\u00e9m das portas do templo, se considerasse com prud\u00eancia e aud\u00e1cia n\u00e3o fechar outras portas, pois \u201ctodos podem participar de alguma forma na vida eclesial, todos podem fazer parte da comunidade, e nem sequer as portas dos sacramentos se deveriam fechar por uma raz\u00e3o qualquer. Isso vale, sobretudo, quando se trata daquele sacramento que \u00e9 a \u201cporta\u201d: o batismo. [\u2026] Muitas vezes, agimos como controladores da gra\u00e7a e n\u00e3o como facilitadores. Mas a Igreja n\u00e3o \u00e9 uma alf\u00e2ndega; \u00e9 a casa paterna, onde h\u00e1 lugar para todos com a sua vida fadigosa\u201d.<\/p>\n<p>Entre as m\u00faltiplas situa\u00e7\u00f5es que exige aten\u00e7\u00e3o pastoral na administra\u00e7\u00e3o do batismo est\u00e1 o fato de pessoas do mesmo sexo, que convivem em uni\u00e3o est\u00e1vel ou n\u00e3o, pedirem o batismo para as crian\u00e7as adotadas, ou filhos biol\u00f3gicos de um dos parceiros ou parceira. Trata-se de fi\u00e9is cat\u00f3licos que pedem o batismo para crian\u00e7as tuteladas por eles. A Igreja tem uma atitude de acolhida, de miseric\u00f3rdia, compaix\u00e3o e proximidade. Nunca as portas estar\u00e3o fechadas para ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>O fato de a Igreja Cat\u00f3lica aceitar o batismo das crian\u00e7as adotadas ou filhas de casais homossexuais n\u00e3o significa que ela aprova o casamento homossexual. A Igreja est\u00e1 dizendo que os filhos deles podem ser batizados, mas continua contr\u00e1ria \u00e0 uni\u00e3o entre pessoas do mesmo sexo. Embora objetivamente se encontrem numa situa\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 doutrina da f\u00e9 cat\u00f3lica, s\u00e3o membros da Igreja de pleno direito e, como tal, respons\u00e1veis por promover o crescimento da Igreja e sua cont\u00ednua santifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Conv\u00e9m, portanto, recordar que a situa\u00e7\u00e3o de vida do pai ou da m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 mais importante que a gra\u00e7a do batismo, e que a crian\u00e7a n\u00e3o tem nenhuma responsabilidade pelo estado de vida de quem pede para ele o sacramento, e isso vale para qualquer situa\u00e7\u00e3o. Devemos ressaltar que a quest\u00e3o dos pais n\u00e3o infringe o sacramento das crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Mesmo permanecendo contra a uni\u00e3o entre pessoas do mesmo sexo, a Igreja Cat\u00f3lica deve adotar uma atitude respeitosa e n\u00e3o julgadora em rela\u00e7\u00e3o aos que vivem nessas uni\u00f5es, e acolher filhos de casais gays. O tema est\u00e1 descrito no Instrumentum Laboris da III Assembleia Geral Extraordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos (n. 120), que evidenciou-se o dever da Igreja de averiguar as garantias da transmiss\u00e3o da f\u00e9 ao filho e recordou que, em caso de d\u00favidas sobre a capacidade efetiva de educar crist\u00e3mente o filho por parte de pessoas do mesmo sexo, garantisse-se o apoio adequado, podendo-se lan\u00e7ar m\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o que, neste sentido, outras pessoas do seu ambiente familiar e social podem oferecer. Indicava-se tamb\u00e9m que para esses casos o p\u00e1roco tenha particular cuidado na prepara\u00e7\u00e3o do batismo e que se d\u00ea uma aten\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na escolha do padrinho e da madrinha.<br \/>\nVeja o texto:<\/p>\n<p>\u201cCaso as pessoas que vivem nestas uni\u00f5es (de pessoas do mesmo sexo) pe\u00e7am o batismo para o filho, as respostas, quase unanimemente, ressaltam que o filho deve ser acolhido com as mesmas aten\u00e7\u00e3o, ternura e solicitude que recebem os outros filhos.<\/p>\n<p>Muitas respostas indicam que seria \u00fatil receber diretrizes pastorais mais concretas para essas situa\u00e7\u00f5es. \u00c9 evidente que a Igreja tem o dever de averiguar as condi\u00e7\u00f5es reais em vista da transmiss\u00e3o da f\u00e9 ao filho. Caso se alimentem d\u00favidas racionais sobre a capacidade efetiva de educar crist\u00e3mente o filho por parte de pessoas do mesmo sexo, garanta-se o apoio adequado \u2013 como de resto \u00e9 exigido de qualquer outro casal que pede o batismo para seus filhos. Neste sentido, uma ajuda poderia vir tamb\u00e9m de outras pessoas presentes no seu ambiente familiar e social. Nesses casos, a prepara\u00e7\u00e3o para o eventual batismo do filho ser\u00e1 particularmente cuidada pelo p\u00e1roco, tamb\u00e9m com uma aten\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na escolha do padrinho e da madrinha\u201d.<br \/>\nCelebra\u00e7\u00e3o do batismo e escolha dos padrinhos<\/p>\n<p>A prud\u00eancia pastoral indica que se cuide para que a celebra\u00e7\u00e3o do batismo n\u00e3o seja interpretada como uma esp\u00e9cie de aprova\u00e7\u00e3o eclesial da uni\u00e3o homossexual. O p\u00e1roco cuidar\u00e1 para que a celebra\u00e7\u00e3o do batismo n\u00e3o seja instrumentalizada para fins pol\u00edticos ou como propaganda da assim chamada \u201ccultura gay\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, a concess\u00e3o do batismo a crian\u00e7as pressup\u00f5e o compromisso dos pais e padrinhos de as educarem na f\u00e9 que eles devem exemplarmente professar e viver. A Igreja exige, por assim dizer, as condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para que a semente da f\u00e9 (a gra\u00e7a), plantada no batismo, encontre as condi\u00e7\u00f5es para desabrochar e florescer (natureza). A gra\u00e7a pressup\u00f5e a natureza.<\/p>\n<p>Cabe aos pais a tarefa de escolher com crit\u00e9rio e responsabilidade os padrinhos, de modo a garantir que, na aus\u00eancia deles, o filho tenha educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 de qualidade, n\u00e3o s\u00f3 pelo ensinamento da doutrina, mas, principalmente, pela viv\u00eancia di\u00e1ria da f\u00e9. Que os padrinhos sejam exemplos a serem seguidos, inspirando o batizando a viver tamb\u00e9m o sentido profundo do seu batismo, que \u201d\u00e9 a fonte da vida nova em Cristo, fonte esta da qual brota toda a vida crist\u00e3\u201d (Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, 1254).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A situa\u00e7\u00e3o de vida do pai ou da m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 mais importante que a gra\u00e7a do batismo A Igreja, a quem foi confiada a miss\u00e3o de evangelizar e batizar, desde os primeiros s\u00e9culos, batizou n\u00e3o s\u00f3 os adultos, mas tamb\u00e9m as crian\u00e7as. 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