{"id":3430,"date":"2013-11-14T12:24:53","date_gmt":"2013-11-14T14:24:53","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/viver-o-fundamento-da-fe\/"},"modified":"2017-03-24T10:34:48","modified_gmt":"2017-03-24T13:34:48","slug":"viver-o-fundamento-da-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/viver-o-fundamento-da-fe\/","title":{"rendered":"Viver o Fundamento da F\u00e9"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/padreinacio1.jpg\" border=\"0\" \/><br \/>\u201cA f\u00e9 \u00e9 um dom de Deus (Ef 2,8). \u00c9 uma posse antecipada do que se espera (Hb 11,1). \u00c9 a vit\u00f3ria que vence o mundo\u201d (1 Jo 5,4).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ess\u00eancia do ato de f\u00e9 \u00e9 a ades\u00e3o da intelig\u00eancia \u00e0s verdades reveladas por Deus, em virtude da autoridade daquele que as revela. N\u00e3o se cr\u00ea porque o conte\u00fado da f\u00e9 seja evidente, nem porque ele esteja de acordo com as aspira\u00e7\u00f5es e as exig\u00eancias pessoas ou atuais. A raz\u00e3o formal da f\u00e9 \u00e9 o fato de ser ela revelada por Deus, e o respeito de nossa intelig\u00eancia lhe \u00e9 devido, porque Ele n\u00e3o pode nem Se enganar nem nos enganar.<br \/>A Revela\u00e7\u00e3o divina nos \u00e9 transmitida e claramente interpretada pelo Magist\u00e9rio infal\u00edvel da Igreja, ao qual devemos um assentimento humilde e filial, seja quando se exprime em sua forma extraordin\u00e1ria, seja em sua forma ordin\u00e1ria. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que a Igreja se tenha enganado, ensinando durante s\u00e9culos uma verdade ou condenando durante s\u00e9culos um erro. Devido a sua origem divina, a f\u00e9 alcan\u00e7a uma certeza que o conhecimento humano mais evidente n\u00e3o pode atingir (uma certeza, n\u00f3s repetimos, devida \u00c0quele que revela, e n\u00e3o \u00e0 evid\u00eancia intr\u00ednseca daquilo que \u00e9 revelado). Sempre por causa dessa origem divina, quem quer que negue um s\u00f3 artigo de f\u00e9 corta a f\u00e9 pela base, como explica o Doutor Ang\u00e9lico Santo Tom\u00e1s de Aquino com clareza: \u201caquele que n\u00e3o adere como a uma regra infal\u00edvel e divina, ao ensinamento da Igreja, [&#8230;] n\u00e3o tem o habitus da f\u00e9. Se ele admite verdades de f\u00e9, \u00e9 por outra raz\u00e3o diferente da verdadeira f\u00e9. [&#8230;] Fica claro tamb\u00e9m que quem adere ao ensinamento da Igreja como a uma regra infal\u00edvel, d\u00e1 seu assentimento a tudo que a Igreja ensina. Caso contr\u00e1rio, se ele admite somente o que quer, e n\u00e3o admite o que n\u00e3o quer a partir desse momento ele n\u00e3o adere mais ao ensinamento da Igreja como a uma regra infal\u00edvel, mas adere \u00e0 sua vontade pr\u00f3pria\u201d (1).<br \/>Ora, \u00e9 claro que, por causa da natureza est\u00e1vel da verdade e daquele que revela ningu\u00e9m, nem no seio da Igreja nem fora dela, jamais poder\u00e1 se outorgar o poder de ensinar alguma coisa diferente ou oposta ao que a Igreja recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo e transmitiu ao longo dos s\u00e9culos.<br \/> S\u00e3o Vicente de L\u00e9rins respondia assim aos que temiam que isso impedisse o processo na Igreja: \u201cN\u00e3o haver\u00e1 jamais nenhum progresso na religi\u00e3o e, portanto na Igreja de Cristo? Certamente, haver\u00e1 um progresso, e at\u00e9 um progresso consider\u00e1vel! [&#8230;] Mas com a condi\u00e7\u00e3o de que se trate de um verdadeiro progresso para a f\u00e9, e n\u00e3o de uma mudan\u00e7a: h\u00e1 um progresso quando uma realidade cresce permanecendo id\u00eantica a si mesma. H\u00e1 mudan\u00e7a quando uma coisa se transforma em outra\u201d (2).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>F\u00c9 EM DEUS AMOR<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Declara o g\u00eanio teol\u00f3gico do s\u00e9culo XXI Papa em\u00e9rito Bento XVI: \u201cTer uma f\u00e9 clara, segundo o Credo da Igreja, \u00e9 frequentemente etiquetado como fundamentalista. Enquanto que o relativismo, isto \u00e9, o fato de se deixar levar \u201caqui e ali por qualquer vento de doutrina\u201d, aparece como o \u00fanico comportamento \u00e0 altura dos tempos atuais. Est\u00e1 se construindo uma ditadura do relativismo que n\u00e3o reconhece nada como definitivo e que s\u00f3 deixa como \u00faltima refer\u00eancia o \u201ceu\u201d e os desejos pessoais\u201d (L\u2019Osservatore Romano, 19 de abril de 2005). Em face disso, \u00e9 necess\u00e1rio meditar mais uma vez, palavra por palavra, o que S\u00e3o Vicente de L\u00e9rins exprimiu com espantosa atualidade: \u201cSe come\u00e7amos a misturar o novo com o antigo, o que \u00e9 estranho com o que \u00e9 familiar, o profano com o sagrado, essa desordem rapidamente se espalhar\u00e1 por toda parte, e nada na Igreja ficar\u00e1 intacto, sem mancha, e onde se erigia o santu\u00e1rio da verdade pura e intacta, haver\u00e1 um lupanar de erros sacr\u00edlegos e vergonhosos [&#8230;]. A Igreja de Cristo, guardi\u00e3 vigilante e prudente dos dogmas que lhe foram confiados, nunca modifica nada neles, n\u00e3o lhes acrescenta nada, nada lhes retira: ela n\u00e3o rejeita o que \u00e9 necess\u00e1rio, nem acrescenta o que \u00e9 sup\u00e9rfluo; ela n\u00e3o deixa que lhe roubem o que s\u00f3 a ela pertence, ela n\u00e3o se apropria do que pertence aos outros [&#8230;]. Eis o que a Igreja sempre fez por meio dos decretos conciliares, sendo movida (a redigi-los) pelas inova\u00e7\u00f5es dos her\u00e9ticos. Ela sempre transmitiu \u00e0 posteridade em documentos escritos o que ela tinha recebido dos padres pela tradi\u00e7\u00e3o, resumindo em f\u00f3rmulas breves uma grande quantidade de no\u00e7\u00f5es e, mais frequentemente, especificando com termos novos e apropriados uma doutrina antiga, para que ela fosse melhor compreendida\u201d. (3).<br \/>\u201cEste \u00e9 o rico tesouro do continente Latino-Americano; este \u00e9 seu patrim\u00f4nio mais valioso: a f\u00e9 em Deus Amor, que revelou seu rosto em Jesus Cristo. V\u00f3s acreditais no Deus Amor: esta \u00e9 vossa for\u00e7a que vence o mundo, a alegria que nada nem ningu\u00e9m vos poder\u00e1 arrebatar, a paz que Cristo conquistou para v\u00f3s com sua Cruz! Esta \u00e9 a f\u00e9 que fez da Am\u00e9rica &#8211; Latina o \u201cContinente da Esperan\u00e7a\u201d. N\u00e3o \u00e9 uma ideologia pol\u00edtica, nem um movimento social, como tampouco um sistema econ\u00f4mico; \u00e9 a f\u00e9 em Deus Amor, encarnado, morto e ressuscitado em Jesus Cristo, o aut\u00eantico fundamento desta esperan\u00e7a que produziu frutos t\u00e3o magn\u00edficos desde a primeira evangeliza\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje\u201d. (Homilia de Bento XVI na missa de abertura da Confer\u00eancia de Aparecida. No Santu\u00e1rio de Nossa Senhora Aparecida, Brasil, domingo, 13 de maio de 2007). <br \/>Toda nossa exist\u00eancia e a nossa abissal certeza de vida eterna se encontra em Cristo, Ele \u00e9 o autor e realizador da nossa f\u00e9 (Hb 12,2). A nossa seguran\u00e7a de vida crist\u00e3 est\u00e1 no fundamento da f\u00e9 da Igreja.<br \/>Vivemos a nossa f\u00e9 para promo\u00e7\u00e3o da vida e de toda a sua plenitude.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Notas:<\/p>\n<p>(1)\u00a0\u00a0\u00a0 Summa Th., II-II, q. V. A. 3.<br \/>(2)\u00a0\u00a0\u00a0 Commonitorium, XXXIII, 1-2.<br \/>(3)\u00a0\u00a0\u00a0 Ibidem, XXXIII, 15-16, 19.<\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA f\u00e9 \u00e9 um dom de Deus (Ef 2,8). \u00c9 uma posse antecipada do que se espera (Hb 11,1). \u00c9 a vit\u00f3ria que vence o mundo\u201d (1 Jo 5,4). 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