{"id":34258,"date":"2017-08-04T15:41:07","date_gmt":"2017-08-04T18:41:07","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=34258"},"modified":"2017-08-07T11:08:51","modified_gmt":"2017-08-07T14:08:51","slug":"rede-catolica-para-migrantes-venezuela-uma-diaspora-sem-precedentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/rede-catolica-para-migrantes-venezuela-uma-diaspora-sem-precedentes\/","title":{"rendered":"Rede cat\u00f3lica para migrantes: Venezuela, uma di\u00e1spora sem precedentes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Bogot\u00e1 (RV) &#8211; \u201cUma grav\u00edssima situa\u00e7\u00e3o que atenta contra a vida e a dignidade das pessoas obrigou milhares de venezuelanos a deixar o pr\u00f3prio pa\u00eds, numa di\u00e1spora sem precedentes.\u201d Essa \u00e9, substancialmente, a declara\u00e7\u00e3o da Rede latino-americana e do Caribe de migra\u00e7\u00e3o, refugiados, e tr\u00e1fico de pessoas (Clamor) diante da crise humanit\u00e1ria vivida na Venezuela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/media02.radiovaticana.va\/audio\/audio2\/mp3\/00591537.mp3\">Clique aqui para ouvir:<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rede cat\u00f3lica, sob a \u00e9gide do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), expressa solidariedade ao povo venezuelano que sofre \u201ca pen\u00faria de alimentos e medicamentos, o colapso dos servi\u00e7os p\u00fablicos, a infla\u00e7\u00e3o mais alta do mundo, a viol\u00eancia desenfreada e as graves viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos\u201d que deixou um rastro de mais de uma centena de mortos.<\/p>\n<p>Tr\u00eas milh\u00f5es de venezuelanos emigraram em tr\u00eas anos<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio da Funda\u00e7\u00e3o \u201cAsylium Access\u201d apresentado \u00e0 Comiss\u00e3o Interamericana dos direitos humanos, o n\u00famero da popula\u00e7\u00e3o migrante venezuelana, nos \u00faltimos tr\u00eas anos, alcan\u00e7ou dois milh\u00f5es e meio de pessoas. Nessa cifra n\u00e3o se incluem os imigrados com dupla nacionalidade \u2013 cerca de meio milh\u00e3o \u2013 que chegaram sobretudo a algumas na\u00e7\u00f5es europeias como Espanha, It\u00e1lia e Portugal.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados (Acnur) identificou um incremento de 228% dos pedidos de asilo dos venezuelanos nos \u00faltimos cinco anos, no mundo inteiro. \u201cDe uma terra de acolhimento tornou-se uma terra de partida\u201d, l\u00ea-se na declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Clandestinos v\u00edtimas da indig\u00eancia e do tr\u00e1fico de pessoas<\/p>\n<p>A referida Rede latino-americana e do Caribe denuncia que em muitos pa\u00edses de tr\u00e2nsito ou de recep\u00e7\u00e3o os venezuelanos s\u00e3o v\u00edtimas do tr\u00e1fico de pessoas, da explora\u00e7\u00e3o sexual e do trabalho porque desprovidos de documentos.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 cada vez mais comum ver nas ruas indigentes ou vendedores ambulantes venezuelanos.\u201d Nesse contexto, a organiza\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica apoia as medidas implementadas pelos governos do Brasil, Chile, Peru e, ultimamente, tamb\u00e9m da Col\u00f4mbia que favorecem a integra\u00e7\u00e3o no trabalho dos migrantes venezuelanos.<\/p>\n<p>Apesar disso, muitos governos da regi\u00e3o ainda n\u00e3o previram pol\u00edticas p\u00fablicas de acolhimento voltadas para enfrentar a gravidade da crise humanit\u00e1ria na Venezuela.<\/p>\n<p>Milhares \u00e0s portas dos pa\u00edses sul-americanos e centro-americanos<\/p>\n<p>As estat\u00edsticas dizem respeito tamb\u00e9m \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o de venezuelanos no \u00e2mbito do continente latino-americano. No primeiro trimestre de 2015 entraram na Col\u00f4mbia cerca de 9 mil 550 trabalhadores sazonais, cinco mil a mais em rela\u00e7\u00e3o a 2014.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo entraram na Argentina mais de 2 mil e 700 venezuelanos, com um aumento de 61% em rela\u00e7\u00e3o a 2014. No Chile foram concedidos mais de 10 mil vistos a venezuelanos estudantes, trabalhadores com contrato ou sazonais.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Central o Servi\u00e7o nacional de migra\u00e7\u00f5es do Panam\u00e1 recebeu cerca de 2 mil e 500 pedidos de resid\u00eancia permanente. Uma realidade muito pr\u00f3xima tamb\u00e9m para os venezuelanos emigrados para a Costa Rica.<\/p>\n<p>Por fim, no norte do Brasil, mais precisamente em Boa Vista, somente no primeiro semestre deste ano a pol\u00edcia federal recebeu cerca de 8 mil pedidos de asilo. A cifra quadruplicou, considerando que em 2016 foram feitos pouco mais de dois mil pedidos de asilo.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e0 indiferen\u00e7a dos governos e dos povos<\/p>\n<p>Por fim, a supracitada Rede latino-americana e do Caribe faz um forte apelo aos governos e \u00e0s pessoas de boa vontade a darem uma resposta humana, justa e fraterna e a n\u00e3o ser indiferentes diante do sofrimento de tantos venezuelanos que foram obrigados a deixar tudo.<\/p>\n<p>A declara\u00e7\u00e3o da rede cat\u00f3lica reitera o compromisso da Igreja em acompanhar e ouvir \u201co grito do povo sofredor da Venezuela\u201d e em promover a cultura do encontro e da miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>\u201cRezamos a fim de que a crise humanit\u00e1ria que atinge a Venezuela seja superada e para que essa na\u00e7\u00e3o fraterna possa percorrer o caminho da paz fruto da justi\u00e7a social, o caminho da liberdade e do desenvolvimento humano integral.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bogot\u00e1 (RV) &#8211; \u201cUma grav\u00edssima situa\u00e7\u00e3o que atenta contra a vida e a dignidade das pessoas obrigou milhares de venezuelanos a deixar o pr\u00f3prio pa\u00eds, numa di\u00e1spora sem precedentes.\u201d Essa \u00e9, substancialmente, a declara\u00e7\u00e3o da Rede latino-americana e do Caribe de migra\u00e7\u00e3o, refugiados, e tr\u00e1fico de pessoas (Clamor) diante da crise humanit\u00e1ria vivida na Venezuela. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":34259,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-34258","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34258","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34258"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34258\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34261,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34258\/revisions\/34261"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34259"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34258"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34258"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34258"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}