{"id":33750,"date":"2017-07-21T00:00:13","date_gmt":"2017-07-21T03:00:13","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=33750"},"modified":"2017-07-28T16:29:19","modified_gmt":"2017-07-28T19:29:19","slug":"um-olhar-sobre-a-grande-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/um-olhar-sobre-a-grande-cidade\/","title":{"rendered":"Um olhar sobre a grande cidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Entre os eventos do m\u00eas de julho deste ano, um deles est\u00e1 dentro de uma das grandes preocupa\u00e7\u00f5es da metr\u00f3pole: a quest\u00e3o do meio ambiente. Tivemos o segundo Congresso Internacional sobre as grandes cidades com o tema proposto pelo documento do Papa Francisco: a Laudato S\u00ec. Dentro das m\u00faltiplas atividades em andamento, em nossa Arquidiocese, em sintonia com toda a Igreja, pudemos refletir um pouco, ainda dentro do tema dos biomas sugerido pela Campanha da Fraternidade deste ano, a respeito de tr\u00eas pontos importantes (a grande cidade, a paz e a ecologia) nos quais se fazem presentes a miss\u00e3o da Igreja, como aquela que est\u00e1 inserida na sociedade e a chama para passos importantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAs grandes cidades, nas quais vive, hoje, cerca de 52% da popula\u00e7\u00e3o mundial (no Brasil \u00e9 bem mais), tem se tornado um grande desafio pastoral para a Igreja, como bem nos lembra o Cardeal Llu\u00eds Mart\u00ednez Sistach no Pr\u00f3logo do livro A Pastoral das grandes cidades (Bras\u00edlia: CNBB, 2016). \u00c9 a\u00ed por\u00e9m que a Igreja se v\u00ea chamada a ser criativa ao tentar integrar uma presen\u00e7a evangelizadora que n\u00e3o exclua ningu\u00e9m, mas, ao contr\u00e1rio, atinja o centro e a periferia, n\u00e3o s\u00f3 aquela geogr\u00e1fica, tamb\u00e9m a existencial, que independe de tempo e de espa\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA grande cidade constitui, desde a segunda metade do s\u00e9culo XX, um forte desafio eclesial, como bem lembra o Papa Francisco na Evangelii Gaudium n. 71, ao escrever que \u201cprecisamos identificar a cidade a partir de um olhar contemplativo, isto \u00e9, um olhar de f\u00e9 que descubra Deus que habita nas suas casas, nas suas ruas\u201d. Ao que completa o Cardeal Sistach \u201cA cidade pede para ser interpretada teologicamente e n\u00e3o apenas do ponto de vista sociol\u00f3gico, urban\u00edstico, econ\u00f4mico etc.\u201d (A Pastoral&#8230;, p. 13).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEm um Congresso Internacional de Pastoral das grandes cidades, realizado em Barcelona, no ano de 2014, em unidade com o Santo Padre, focou-se em quatro pontos principais: viver uma mudan\u00e7a de mentalidade pastoral, ou seja, transmitir a verdade imut\u00e1vel do Evangelho de forma adaptada ao contexto de uma grande cidade, tendo de chegar a todos, indistintamente, desde aquelas pessoas que ouvem r\u00e1dio e leem jornal at\u00e9 aquelas que se informam pelos cada vez mais modernos meios eletr\u00f4nicos; dialogar com o multiculturalismo, que \u00e9 estar aberto \u2013 como j\u00e1 fez a Igreja nos tempos primitivos \u2013 ao que de bom se pode aproveitar do que a sociedade oferece; prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade do povo, de modo a ver que, em cada contexto, a necessidade \u00e9 bem diferente. Em alguns lugares, o agente de pastoral ter\u00e1 de falar; em outro, ter\u00e1 de ouvir mais e, ainda, em outro; ter\u00e1 de fazer a a\u00e7\u00e3o evangelizadora ser acompanhada pelo alimento material aos necessitados e, por fim; ajudar os pobres urbanos, dado ser grande o contingente de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de exclus\u00e3o, a pedir de n\u00f3s n\u00e3o apenas (embora tamb\u00e9m) p\u00e3o e cobertor, mas a restitui\u00e7\u00e3o de sua dignidade humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nDentro de tudo isso entra nosso grande anseio pela paz, que \u00e9 a tranquilidade da ordem. Tema cada vez mais buscado dentro desse tempo t\u00e3o violento e intolerante. Paz que come\u00e7a dentro de cada um de n\u00f3s, se irradia no ambiente familiar e de trabalho e\/ou lazer a fim de que, a partir de cada um, o reino de Deus, que todos os dias, ao menos uma vez, pedimos no Pai- Nosso: \u201cVenha a n\u00f3s o vosso reino\u201d&#8230; que \u00e9 de paz, de justi\u00e7a, de fraternidade, de vida, de f\u00e9 e tamb\u00e9m como rezamos com S\u00e3o Francisco de Assis: \u201cSenhor, fazei-me instrumento de vossa paz!\u201d. \u00c9 certo que a paz vem junto com a dignidade de cada ser humano a clamar, com raz\u00e3o, por sa\u00fade digna, moradia decente, seguran\u00e7a efetiva, educa\u00e7\u00e3o de qualidade, trabalho honesto e devidamente remunerado, etc. Da\u00ed a quest\u00e3o crucial: notamos isso tudo ao nosso redor? Se a resposta for n\u00e3o, que podemos fazer para mudar? Que fa\u00e7o eu? Que faz voc\u00ea, caro(a) irm\u00e3o(\u00e3)?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPor fim \u2013 na sequ\u00eancia did\u00e1tica, n\u00e3o, por\u00e9m, de import\u00e2ncia \u2013 desejo lembrar que vivemos no in\u00edcio de julho deste ano em nossa Arquidiocese, a importante Confer\u00eancia Internacional sobre a Enc\u00edclica Laudato Si, do Papa Francisco, que trata do \u201ccuidado com a nossa casa comum, o planeta\u201d. Um encontro de especialistas crist\u00e3os que veem a responsabilidade diante de um mundo em mudan\u00e7a e a presen\u00e7a da Igreja a chamar para a responsabilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSomos seres de rela\u00e7\u00e3o, criados por Deus para ter cuidado com a obra de Deus colocada ao nosso dispor para o uso respons\u00e1vel. N\u00e3o se trata, portanto, de cair em certo naturalismo que privilegia a natureza em detrimento do ser humano, nem de cair em um antropocentrismo que julgue o ser humano como dono do mundo a ponto de viver nele e us\u00e1-lo, como se n\u00e3o existisse o Criador nem uma lei, moral e f\u00edsica, natural a regular a ordem e a harmonia do Universo e do que nele vive, incluindo, \u00e9 \u00f3bvio, o homem e a mulher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nFala o Papa que o homem muitas vezes age como centro de tudo, esquecendo-se de Deus, do pr\u00f3ximo e tamb\u00e9m do mundo que o cerca, dado por Deus para o seu uso respeitoso, especialmente das leis que a pr\u00f3pria natureza imp\u00f5e no plano f\u00edsico e moral. Por muito tempo, se interpretou erradamente a antropologia crist\u00e3 da rela\u00e7\u00e3o \u201chomem e mundo\u201d, est\u00e1 \u00e9 de administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o de domina\u00e7\u00e3o humana como faz um dono, se assim for levar\u00e1 a desvarios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSim, desvarios, pois a pr\u00f3pria natureza, obra de Deus, fala por si, ensina o ser humano, mas tamb\u00e9m, quando atingida indevidamente, cobra desse mesmo homem o mal que ele lhe causou. \u00c9 preciso, pois renovar o homem em sua mentalidade, caminhar para ser um homem novo para saber administrar esse mundo, o que, evidentemente, n\u00e3o se d\u00e1 pelo biocentrismo que tamb\u00e9m causa problemas, mas, sim, pela convers\u00e3o pessoal no relacionamento do ser humano com o mundo e com o pr\u00f3ximo, superando as dial\u00e9ticas falsas dos \u00faltimos tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nRefor\u00e7a o Papa, que n\u00e3o saber\u00e1 cuidar do mundo quem n\u00e3o \u00e9 capaz de defender a vida humana no ventre materno (hoje amea\u00e7ada at\u00e9 por tiros), em seu n. 120: \u201cUma vez que tudo est\u00e1 relacionado, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel a defesa da natureza com a justifica\u00e7\u00e3o do aborto. N\u00e3o parece vi\u00e1vel um percurso educativo para acolher os seres fr\u00e1geis que nos rodeiam e que, \u00e0s vezes, s\u00e3o molestos e inoportunos, quando n\u00e3o se d\u00e1 prote\u00e7\u00e3o a um embri\u00e3o humano ainda que a sua chegada seja causa de inc\u00f4modos e dificuldades: \u2018Se se perde a sensibilidade pessoal e social ao acolhimento duma nova vida, definham tamb\u00e9m outras formas de acolhimento \u00fateis \u00e0 vida social\u2019 (Bento XVI. Caritas in veritate, 28)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nVolta-se o Papa, a seguir, para a ecologia do dia a dia das pessoas dizendo que a qualidade de vida de algu\u00e9m depende do lugar em que se vive. Da\u00ed ter vida diferente quem mora em um ambiente polu\u00eddo, visual ou acusticamente, e os que vivem em locais sadios. No entanto, alguns superam esse condicionalismo pela amizade rec\u00edproca e pelo desenvolvimento da alegria entre os pobres, n\u00e3o obstante todas as suas limita\u00e7\u00f5es materiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nH\u00e1, por\u00e9m, uma gravidade que n\u00e3o pode ser esquecida: nesses ambientes desordenados, os adolescentes e jovens, em especial, s\u00e3o cooptados por organiza\u00e7\u00f5es criminosas, especialmente nas periferias sem grande infra-estrutura, mas mesmo a\u00ed tamb\u00e9m se v\u00ea aqueles que resistem \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de ceder ao crime mantendo-se livres dessa forma de escravid\u00e3o causado, \u00e0s vezes, por um projeto de reurbaniza\u00e7\u00e3o mal organizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nFalar, ainda, em habita\u00e7\u00e3o (resid\u00eancias) \u00e9 lembrar-se de que um lar \u00e9 parte da dignidade humana ou \u201cquest\u00e3o central da ecologia\u201d (n. 152) que envolve n\u00e3o s\u00f3 os pobres, mas tamb\u00e9m outros segmentos da sociedade. Da\u00ed a luta para que cada um possua seu alojamento \u00e9 fundamental, no entanto, que tudo se fa\u00e7a pensando no bem comum e n\u00e3o no imediatismo destruidor das culturas ou dos costumes locais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPercebe-se assim que tudo h\u00e1 de ser vivenciado de modo respeitoso e cooperativo. Afinal, os bens de Deus s\u00e3o emprestados a todos os homens e para o bem comum, especialmente a terra. Embora a propriedade privada seja um direito b\u00e1sico na civiliza\u00e7\u00e3o crist\u00e3, ela n\u00e3o pode estar acima do bem do outro, mas a servi\u00e7o dele, de forma que todos, indistintamente, deveriam ter seu peda\u00e7o de ch\u00e3o para plantar contando com todo apoio governamental b\u00e1sico. Ademais, a diferen\u00e7a abissal entre pobres e ricos h\u00e1 de ser combatida, dado que apenas 20% dos homens possuem os recursos da natureza enquanto o resto fica com o que sobra nesse verdadeiro roubo da dignidade humana (LS n. 95).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nMais: sem descuidar da beleza da natureza, cada um viva a austeridade de usar do mundo apenas aquilo que precisa com equil\u00edbrio e desse modo teremos uma nova rela\u00e7\u00e3o do ser humano com a vida, a sociedade e a natureza. Escreve o Papa Francisco: \u201cA educa\u00e7\u00e3o ambiental tem vindo a ampliar os seus objetivos. Se, no come\u00e7o, estava muito centrada na informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e na consciencializa\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o dos riscos ambientais, agora tende a incluir uma cr\u00edtica dos \u2018mitos\u2019 da modernidade baseados na raz\u00e3o instrumental (individualismo, progresso ilimitado, concorr\u00eancia, consumismo, mercado sem regras) e tende tamb\u00e9m a recuperar os distintos n\u00edveis de equil\u00edbrio ecol\u00f3gico: o interior consigo mesmo, o solid\u00e1rio com os outros, o natural com todos os seres vivos, o espiritual com Deus. A educa\u00e7\u00e3o ambiental deveria predispor-nos para dar este salto para o Mist\u00e9rio, do qual uma \u00e9tica ecol\u00f3gica recebe o seu sentido mais profundo. Al\u00e9m disso, h\u00e1 educadores capazes de reordenar os itiner\u00e1rios pedag\u00f3gicos duma \u00e9tica ecol\u00f3gica, de modo que ajudem efetivamente a crescer na solidariedade, na responsabilidade e no cuidado assente na compaix\u00e3o\u201d (n. 210).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAlgu\u00e9m poderia, aqui, perguntar: mas tudo isso \u00e9 miss\u00e3o do Bispo? Afinal, qual \u00e9 essa fun\u00e7\u00e3o do Bispo em linhas gerais? \u2013 \u00c9 a de ser, antes de tudo e acima de tudo Pastor, aquele que cuida de suas ovelhas, especialmente as mais feridas e necessitadas em suas periferias existenciais. Ele n\u00e3o \u00e9 o \u201chomem de gabinete\u201d, mas, sim, aquele que est\u00e1 no meio do seu povo dando exemplo do servi\u00e7o, pois se \u00e9 tido como o primeiro ou o maior, ent\u00e3o dever\u00e1 ser aquele que a todos serve (cf. Lc 22,27).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAo Bispo, e consequentemente a toda a Igreja, n\u00e3o cabe apenas a preocupa\u00e7\u00e3o \u201ccom os de dentro\u201d, mas tamb\u00e9m com as ovelhas feridas e dispersas, especialmente para com aqueles que abandonaram os sacramentos, a participa\u00e7\u00e3o na comunidade, a ora\u00e7\u00e3o, a f\u00e9&#8230; Os fi\u00e9is de outros ritos ou os irm\u00e3os de outras confiss\u00f5es religiosas, promovendo o sadio ecumenismo, o interesse por buscar os n\u00e3o batizados, bem como ser um verdadeiro pai ao seu presbit\u00e9rio: \u00e9 preciso ouvi-los e ampar\u00e1-los, especialmente nos momentos mais dif\u00edceis de suas vidas (dificuldades pessoais, pastorais, crises diversas etc.), al\u00e9m de trabalhar na pesca das voca\u00e7\u00f5es sacerdotais, consagradas e leigas de que a Igreja tanto necessita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nTem o Bispo diocesano e os auxiliares com ele \u2013 em profunda sintonia \u2013 a miss\u00e3o tr\u00edplice de: 1) evangelizar e defender a ortodoxia da f\u00e9; 2) santificar, trabalhando com redobrado ardor a fim de que os fi\u00e9is cres\u00e7am na gra\u00e7a divina, al\u00e9m do mais, de dar exemplo de uma vida santa, caridosa, humilde, simples, rezando pelo seu povo e 3) como governante da Diocese cabe-lhe o poder executivo, legislativo e judici\u00e1rio a fim de que seja promovido o bem comum e os trabalhos pastorais necess\u00e1rios entre os seus, de acordo com a realidade na qual ele est\u00e1 inserido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os eventos do m\u00eas de julho deste ano, um deles est\u00e1 dentro de uma das grandes preocupa\u00e7\u00f5es da metr\u00f3pole: a quest\u00e3o do meio ambiente. 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