{"id":33688,"date":"2017-07-22T00:00:04","date_gmt":"2017-07-22T03:00:04","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=33688"},"modified":"2017-07-28T15:28:07","modified_gmt":"2017-07-28T18:28:07","slug":"semear-o-bem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/semear-o-bem\/","title":{"rendered":"Semear o bem"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A liturgia dominical continua no serm\u00e3o em par\u00e1bolas neste XVI domingo do tempo comum. O Evangelho nos remete \u00e0 semeadura e tamb\u00e9m nos mostra a realidade da semente de mostarda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ilustrar o Evangelho do XVI domingo do tempo comum (Cf. Mt 13, 24-43, par\u00e1bola do joio que cresce com o trigo), a liturgia apresenta como primeira leitura um trecho do livro da Sabedoria, explicando a paci\u00eancia de Deus: Deus \u00e9 t\u00e3o grande que n\u00e3o lhe custa ter paci\u00eancia e perdoar (Sb 12, 13.16-19). Este livro chama-se \u201csabedoria de Salom\u00e3o\u201d, porque os caps 7-9 s\u00e3o postos na boca desse rei que era considerado pelos antigos judeus como o rei s\u00e1bio por excel\u00eancia (cf. 1 Reis 3,9-12; Sb 8).\u00a0\u00a0\u00a0 O livro pode ser dividido em tr\u00eas grandes se\u00e7\u00f5es. A primeira se\u00e7\u00e3o (caps.1-5) comenta o destino humano segundo o plano de Deus, ressaltando a imortalidade que \u00e9 a recompensa final dos justos. A segunda se\u00e7\u00e3o (6-10) \u00e9 um elogio a Sabedoria, que culmina na prece de Salom\u00e3o por possu\u00ed-la (cap 9). No cap 10, a Sabedoria \u00e9 apresentada como mestra da hist\u00f3ria. A terceira se\u00e7\u00e3o (11-19) \u00e9 uma medita\u00e7\u00e3o sobre o \u00eaxodo do Egito, ou melhor, uma grande alegoria. Mostrando que em tudo Deus deu vantagem aos israelitas sobre os eg\u00edpcios, o autor polemiza contra os cultos idol\u00e1tricos no tempo do helenismo e do Imp\u00e9rio Romano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta leitura nos mostra a soberania e a majestade de Deus, pois, \u201cA tua for\u00e7a \u00e9 princ\u00edpio da tua justi\u00e7a, e o teu dom\u00ednio sobre todos<br \/>\nte faz para com todos indulgente\u201d (Sb 12, 16). Vemos tamb\u00e9m que Deus diante do julgamento age com justi\u00e7a: \u201cN\u00e3o h\u00e1, al\u00e9m de ti, outro Deus que cuide de todas as coisas e a quem devas mostrar que teu julgamento n\u00e3o foi injusto\u201d (Sb 12, 13).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda leitura (Rm 8,26-27), ensina que \u201co Esp\u00edrito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois n\u00f3s n\u00e3o sabemos o que pedir, nem como pedir; \u00e9 o pr\u00f3prio Esp\u00edrito que intercede em nosso favor, com gemidos inef\u00e1veis\u201d (Rm 8, 26). Este trecho retirado da carta aos Romanos, nos mostra que o Esp\u00edrito Santo \u00e9 que olha e vela por cada um de n\u00f3s. E este Esp\u00edrito que age em n\u00f3s e intercede por todos os Santos. Somos a luz desta Palavra a entregarmos e abonarmos neste Esp\u00edrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Evangelho Mt 13, 24-43, apresenta tr\u00eas par\u00e1bolas sobre o Reino de Deus. Elas iluminam uma quest\u00e3o que nos colocamos muitas vezes: por que o bem e o mal se apresentam juntos? Por que \u00e9 que Deus permite que haja a imperfei\u00e7\u00e3o, o mal, o pecado, mesmo nas Comunidades mais perfeitas? Com todos os meios deixados por Cristo para se atingir a perfei\u00e7\u00e3o, por que tantos maus disc\u00edpulos? Estas quest\u00f5es certamente eram colocadas no tempo em que foi escrito o Evangelho. A par\u00e1bola do trigo e do joio mostra-se o grande respeito que Deus manifesta pela liberdade das pessoas. Deus semeia o bem no campo do mundo. Mas n\u00e3o for\u00e7a ningu\u00e9m a receber o presente. Deixa conviver o mal com o bem. Existe um desenvolvimento, um crescimento. Este fen\u00f4meno verifica-se n\u00e3o s\u00f3 dentro da Comunidade. Existe tamb\u00e9m dentro de cada pessoa. Importa que cultivemos com paci\u00eancia o bem. Ele n\u00e3o se imp\u00f5e. \u00c9 como o gr\u00e3o de mostarda. Pequenino, vai se desenvolvendo e aparece como arbusto vistoso. O bem \u00e9 comparado ainda ao fermento que, invis\u00edvel, acaba transformando toda a massa. Assim \u00e9 o Reino de Deus. N\u00e3o se imp\u00f5e de fora, mas age a partir de dentro, pela a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. Deste modo de agir de Deus a Comunidade eclesial tem muito a aprender. \u00c9 preciso valorizar a semente de trigo presente no cora\u00e7\u00e3o de cada pessoa; cultiv\u00e1-la com paci\u00eancia e profundo respeito. Respeitar o processo de amadurecimento de cada pessoa, usando de paci\u00eancia. Acreditar na possibilidade de arrependimento e de convers\u00e3o. Dar tempo para que as pessoas se arrependam. A m\u00edstica do Reino de Deus exige perseveran\u00e7a no bem e profundo respeito diante de cada pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A par\u00e1bola constitui, pois, um chamado \u00e0 vigil\u00e2ncia, a n\u00e3o deixar passar em v\u00e3o a hora da gra\u00e7a e a estar preparados para a ceifa, porque tal como o joio \u00e9 apanhado e queimado no fogo, assim ser\u00e1 no fim do mundo\u201d. Ent\u00e3o, \u201ctodos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal, ser\u00e3o lan\u00e7ados na fornalha de fogo, enquanto os justos brilhar\u00e3o como o sol no Reino de Seu Pai\u201d (Mt 13, 40-43). Contudo, somos chamados a entregar a nossa vida nas m\u00e3os de Deus e \u00e9 claro, ser fermento na massa. Ser fermento significa: colocar Deus em primeiro lugar e ter sempre um olhar de amor e de caridade com aqueles que mais necessitam.\u00a0 Nisso n\u00e3o podemos nunca deixar de fazer para que sejamos sempre sal na terra e luz no mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A liturgia dominical continua no serm\u00e3o em par\u00e1bolas neste XVI domingo do tempo comum. O Evangelho nos remete \u00e0 semeadura e tamb\u00e9m nos mostra a realidade da semente de mostarda. Para ilustrar o Evangelho do XVI domingo do tempo comum (Cf. 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