{"id":3363,"date":"2013-11-08T16:40:22","date_gmt":"2013-11-08T18:40:22","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/um-relacionamento-qcom-os-olhos-vendadosq\/"},"modified":"2017-03-23T10:36:40","modified_gmt":"2017-03-23T13:36:40","slug":"um-relacionamento-qcom-os-olhos-vendadosq","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/um-relacionamento-qcom-os-olhos-vendadosq\/","title":{"rendered":"Um relacionamento &#8220;com os olhos vendados&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/olhosvendados.jpg\" border=\"0\" \/><br \/>As pessoas perdem cada vez mais o pudor diante da nudez f\u00edsica, mas t\u00eam cada vez mais dificuldade em mostrar-se como realmente s\u00e3o por dentro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em muitas culturas dos s\u00e9culos passados (e algumas atuais), os relacionamentos entre esposos eram estabelecidos por pactos dos pais dos noivos e\/ou pelas conven\u00e7\u00f5es do Estado, do cl\u00e3 ou da fam\u00edlia. O importante naquela \u00e9poca n\u00e3o era amar, nem sequer conhecer a pessoa com a qual se conviveria para sempre; o importante era fortalecer os Estados, garantir a estabilidade do cl\u00e3 ou salvar uma fam\u00edlia da ru\u00edna.<\/p>\n<p>A partir do s\u00e9culo XIX, a rela\u00e7\u00e3o entre esposos mudou um pouco, com a chegada da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, e come\u00e7ou a ser antecipada por uma etapa pr\u00e9via que conhecemos hoje como &#8220;namoro&#8221;.<\/p>\n<p>Hoje, existe a possibilidade de escolher a pessoa com quem se quer casar, conviver com ela, conhec\u00ea-la, para descobrir, muito al\u00e9m do enamoramento e dos interesses ocultos, se essa pessoa se aproxima do que se espera de um c\u00f4njuge.<\/p>\n<p>O perigo dos estilos de &#8220;escolha&#8221; est\u00e1 em que tamb\u00e9m o namoro poderia estar amarrado \u00e0 cegueira volunt\u00e1ria. Na primeira forma, chega-se &#8220;cego&#8221; ao casamento, pois s\u00f3 no dia da cerim\u00f4nia as pessoas conhecem com quem se casar\u00e3o. Como ser\u00e1? Como agir\u00e1? Conseguirei am\u00e1-lo(a)?<\/p>\n<p>No segundo estilo, quando o enamoramento est\u00e1 acima do amor verdadeiro, tende-se a cobrir ou ignorar todos os defeitos que saltam \u00e0 vista, mas que, no atual estado de \u00eaxtase, a pessoa \u00e9 incapaz de reconhecer; ou seja, muitos estabelecem relacionamentos cegos, nos quais, ao inv\u00e9s de conhecer-se melhor, simplesmente observam o que querem, o que lhes agrada, o que lhes conv\u00e9m, para poder se apegar ao que chamam de &#8220;amor&#8221;.<\/p>\n<p>O namoro e o enamoramento mal conduzidos tendem a ser como bin\u00f3culos: de um lado, maximizam as virtudes e, do outro, minimizam os defeitos.<\/p>\n<p>Neste sentido, a pessoa tende a ter uma enorme &#8220;defici\u00eancia visual&#8221; para captar adequadamente o outro como ele \u00e9, sobretudo quando tal afeto \u00e9 filtrado pelas pr\u00f3prias raz\u00f5es, que &#8220;a pr\u00f3pria raz\u00e3o desconhece&#8221;.<\/p>\n<p>Se a isso acrescentamos uma vida sexual ativa entre os namorados, o risco \u00e9 maior ainda, j\u00e1 que o sexo tem poder apreensivo e de altera\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia, e pode construir a rela\u00e7\u00e3o sobre falsos conceitos do outro ou sobre fracas experi\u00eancias f\u00edsicas.<\/p>\n<p>A enganosa miragem de uma vida sexual prazerosa e plena pode fazer a pessoa acreditar que esta \u00e9 suficiente para o casamento e o amor.<\/p>\n<p>No entanto, \u00e9 preciso saber captar outros elementos que, se n\u00e3o existirem, tornar\u00e3o imposs\u00edvel o dom de si ao outro. N\u00e3o se pode chegar ao casamento unicamente conhecendo o agir sexual da pessoa, mas sem saber como ela se relaciona com sua fam\u00edlia, seus amigos, o trabalho, o dinheiro, a frustra\u00e7\u00e3o, a dor, a doen\u00e7a etc.<\/p>\n<p>O verdadeiro conhecimento n\u00e3o pode acontecer somente pela nudez do corpo, mas pelo dom de poder ser voc\u00ea mesmo diante da outra pessoa, e ser amado como tal. O dom de si n\u00e3o acaba na genitalidade, pois a compatibilidade sexual n\u00e3o garante um amor est\u00e1vel.<\/p>\n<p>Como namorados, \u00e9 importante conhecer-se vestidos, mas despidos de preconceitos, de vendas emocionai, para poder chegar ao sacramento do matrim\u00f4nio com a certeza de ter dado um passo seguro diante daquela pessoa que se escolheu, apesar dos seus defeitos.<\/p>\n<p>As pessoas perdem cada vez mais o pudor diante da nudez f\u00edsica, mas t\u00eam cada vez mais dificuldade em mostrar-se como realmente s\u00e3o por dentro. Cobrem suas emo\u00e7\u00f5es, ocultam seus sentimentos, calam sua dor.<\/p>\n<p>Por isso, encontramos casais que s\u00e3o excelentes amantes, por\u00e9m maus esposos; o \u00fanico lugar em que s\u00e3o felizes \u00e9 na cama, mas, fora dela, \u00e9 tudo um desastre.<\/p>\n<p>O amor verdadeiro n\u00e3o \u00e9 frio nem calculador, mas sabe ponderar tudo, sem maximizar nem minimizar nada; sabe aquilo com que \u00e9 capaz de lidar ou n\u00e3o, mas sobretudo n\u00e3o espera ingenuamente mudar a outra pessoa.<\/p>\n<p>\u00c9 absolutamente indispens\u00e1vel que haja um conhecimento o mais profundo poss\u00edvel da outra pessoa. E n\u00e3o pode haver mentiras em um relacionamento que caminha rumo ao matrim\u00f4nio, j\u00e1 que a conviv\u00eancia sempre acabar\u00e1 tirando a venda dos olhos e, irremediavelmente, cada um ser\u00e1 revelado como \u00e9 na verdade.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos ocultar para sempre o que somos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Local: S\u00e3o Paulo (SP)<br \/>Fonte: ALETEIA<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As pessoas perdem cada vez mais o pudor diante da nudez f\u00edsica, mas t\u00eam cada vez mais dificuldade em mostrar-se como realmente s\u00e3o por dentro Em muitas culturas dos s\u00e9culos passados (e algumas atuais), os relacionamentos entre esposos eram estabelecidos por pactos dos pais dos noivos e\/ou pelas conven\u00e7\u00f5es do Estado, do cl\u00e3 ou da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-3363","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3363","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3363"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3363\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7508,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3363\/revisions\/7508"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3363"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3363"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3363"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}