{"id":3361,"date":"2013-10-02T03:00:00","date_gmt":"2013-10-02T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/finados\/"},"modified":"2017-03-22T15:48:57","modified_gmt":"2017-03-22T18:48:57","slug":"finados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/finados\/","title":{"rendered":"Finados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/mariaregina1.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Estamos nos aproximando do dia em que comemoramos a lembran\u00e7a de nossos mortos, o dia de finados. Quando pequena, n\u00e3o gostava muito desse dia porque tinha medo. Medo de olhar para a possibilidade de morte. Incr\u00edvel; mas mesmo sabendo que iremos um dia morrer, n\u00e3o gostamos de nos lembrar disso; preferimos n\u00e3o ter consci\u00eancia dessa realidade. Cresci. J\u00e1 n\u00e3o temo mais essa data. Observo ao longe o com\u00e9rcio que se estabeleceu em torno do dia de finados. Ambulantes vendem flores, lanches, refrigerantes, espetinhos&#8230; Visitar o cemit\u00e9rio virou passeio. \u00c9 fofoca daqui e de l\u00e1. Coitados dos mortos! N\u00e3o podem descansar em paz no dia deles, tamanho o barulho e a algazarra que por l\u00e1 se faz. Tem gente que aproveita para paquerar enquanto leva flores nas m\u00e3os. Visitar os defuntos virou passeio e entretenimento dos bons!<\/p>\n<p>\u00c9 certo que alguns choram demais. Lamentam a falta daqueles que n\u00e3o est\u00e3o mais presentes. Culpam-se por n\u00e3o ter-lhes dado mais aten\u00e7\u00e3o ou manifestado seu amor. Guardaram palavras que nunca foram ditas e que agora n\u00e3o h\u00e1 mais para quem dizer, pois a pessoa se foi. Isso realmente d\u00f3i. Deixar de fazer, deixar de falar, deixar de amar&#8230; Sempre digo que o momento \u00e9 hoje! Fa\u00e7a. Fale. Ame. N\u00e3o deixe para depois, pois o \u201cdepois\u201d pode n\u00e3o chegar. Abrace o seu filho enquanto voc\u00ea ainda o tem. Desculpe-se com sua m\u00e3e enquanto ela ainda est\u00e1 ao seu lado. Perdoe seu c\u00f4njuge enquanto voc\u00eas ainda podem ser amigos. O tempo n\u00e3o volta atr\u00e1s para que possamos reescrever nossa hist\u00f3ria. <\/p>\n<p>Agrade\u00e7a a Deus o tempo que teve ao lado do seu ente querido. Agrade\u00e7a muito. Se voc\u00ea tem saudades \u00e9 porque valeu \u00e0 pena desfrutar momentos ao lado dele; foi um presente que o Pai lhe concedeu. Quanto mais amamos menos falta sentimos de quem nos deixou, pois o sentimento de amor \u00e9 abrangente e agrega ao inv\u00e9s de afastar. O amor nos d\u00e1 a certeza de que, em algum lugar, aquela pessoa percebe o que sentimos por ela. Compactua com nossas vibra\u00e7\u00f5es, sejam elas positivas ou negativas. Existe; pois como disse no passado Lavoisier: \u201cna natureza, nada se perde nada se cria, tudo de transforma\u201d. A morte \u00e9 uma transforma\u00e7\u00e3o, n\u00e3o um fim. Talvez, seja at\u00e9 um novo come\u00e7o&#8230; Quem sabe?<\/p>\n<p>Ame. Ame muito. A vida tem valor pelos momentos que conseguimos vivenciar e eternizar em nossa mem\u00f3ria. Se voc\u00ea tem a lembran\u00e7a de seu ente querido viva em voc\u00ea, ent\u00e3o, ele est\u00e1 contigo. N\u00f3s realmente nunca conseguimos nos apoderar do outro, apenas partilhar momentos com ele. Basta ver que os apaixonados vivem juntos mais em pensamentos que propriamente em a\u00e7\u00f5es. Imagina-se muito. As cria\u00e7\u00f5es mentais nos trazem sensa\u00e7\u00f5es por vezes mais fortes que a pr\u00f3pria realidade&#8230; Se \u00e9 que a realidade existe (pra bom entendedor, meia palavra basta).<\/p>\n<p>Neste \u201cfinados\u201d n\u00e3o focalize a perda. Agrade\u00e7a pelo tempo que passou junto de seu ente querido. Recorde as coisas boas que fizeram juntos. Ria das brincadeiras que tinham por costume partilhar. Encha seu momento de amor, de gratid\u00e3o, de paz&#8230; Finados vai ficar mais leve para voc\u00ea. E, com certeza, em algum lugar algu\u00e9m vai sorrir ao sentir uma vibra\u00e7\u00e3o t\u00e3o boa!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos nos aproximando do dia em que comemoramos a lembran\u00e7a de nossos mortos, o dia de finados. Quando pequena, n\u00e3o gostava muito desse dia porque tinha medo. Medo de olhar para a possibilidade de morte. 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