{"id":33586,"date":"2017-07-25T15:48:34","date_gmt":"2017-07-25T18:48:34","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=33586"},"modified":"2017-07-27T16:33:05","modified_gmt":"2017-07-27T19:33:05","slug":"furto-sacrilegios-e-excomunhao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/furto-sacrilegios-e-excomunhao\/","title":{"rendered":"Furto, sacril\u00e9gios e excomunh\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Algu\u00e9m, sozinho ou acompanhado, entrou na igreja e carregou consigo o sacr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em data recente, uma igreja paroquial foi furtada. O problema maior \u00e9 que ao furto est\u00e3o \u2013 do ponto de vista objetivo, salvaguardando a consci\u00eancia da pessoa e as atenuantes can\u00f4nicas \u2013, associados dois pecados de sacril\u00e9gio e uma excomunh\u00e3o autom\u00e1tica.<\/p>\n<p>O fato \u00e9: algu\u00e9m, sozinho ou acompanhado, entrou na igreja e carregou consigo o sacr\u00e1rio (local onde ficam guardadas, dentro de uma \u00e2mbula, as part\u00edculas \u2013 \u201cpequenas h\u00f3stias consagradas\u201d), de modo a cometer um furto e dois sacril\u00e9gios, um que acarreta, inclusive, a excomunh\u00e3o do autor de tamanha afronta a Deus.<\/p>\n<p>No aspecto moral da quest\u00e3o, quem furta ou rouba algo comete pecado grave, pois atenta contra o 7\u00ba e o 10\u00ba Mandamentos da Lei de Deus, que prescrevem o \u201cn\u00e3o subtrair nada de ningu\u00e9m, nem olhar com cobi\u00e7a interesseira o que \u00e9 do outro\u201d (cf. \u00cax 20,15; Mt 19,18; \u00cax 20,17; Dt 5,21). Importa notar que se \u00e9 (e \u00e9) grave roubar um c\u00e1lice na casa de uma fam\u00edlia, muito mais \u00e9 roubar um objeto dedicado ao uso do culto divino (uma \u00e2mbula) e, ainda, cheia de part\u00edculas consagradas. Duplo ato de sacril\u00e9gio!<\/p>\n<p>Que \u00e9 um sacril\u00e9gio? \u2013 \u201c\u00c9 a viola\u00e7\u00e3o ou profana\u00e7\u00e3o de pessoas ou coisas consagradas a Deus\u201d (Dom Est\u00eav\u00e3o Bettencourt. Curso de Teologia Moral. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 1986, p. 76).<\/p>\n<p>Existem, portanto, tr\u00eas tipos de sacril\u00e9gios: 1) o pessoal, atinge a quem ataca com viol\u00eancia f\u00edsica Papa, Bispos, Sacerdotes, Di\u00e1conos e Consagrados(as), pois vivem, em todo o seu ser, para o servi\u00e7o de Deus; 2) o local, abrange quem invade igrejas, cemit\u00e9rios, orat\u00f3rios que tenham sido consagrados (quem invadiu a igreja para furtar o sacr\u00e1rio e a \u00e2mbula se inclui aqui); 3) o real, envolve quem profana objetos sagrados que servem ao culto divino ou \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o espiritual do Povo de Deus. O mais grave desses sacril\u00e9gios \u00e9 a profana\u00e7\u00e3o da Sant\u00edssima Eucaristia (tamb\u00e9m quem invadiu a igreja cometeu esse ato pecaminoso).<\/p>\n<p>Ora, que quem profana a Eucaristia incorre em excomunh\u00e3o autom\u00e1tica (em latim, latae sententiae), de acordo com o c\u00e2non 1367 do C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico que diz: \u201cQuem joga fora as esp\u00e9cies consagradas ou as subtrai ou conserva para fim sacr\u00edlego, incorre em excomunh\u00e3o latae sententiae reservada \u00e0 S\u00e9 Apost\u00f3lica\u201d [\u2026].<\/p>\n<p>O canonista Padre Jes\u00fas Hortal, SJ, comenta: \u201cH\u00e1 tr\u00eas figuras de delitos penadas neste c\u00e2non: 1) lan\u00e7ar fora, com desprezo, as esp\u00e9cies consagradas. N\u00e3o cometeria o delito aqui punido o ladr\u00e3o que, para roubar o cib\u00f3rio, o esvaziasse das h\u00f3stias, mas deixando estas dentro do sacr\u00e1rio ou em cima do altar. 2) Subtrair a Eucaristia, levando-a com uma finalidade ruim, como, por exemplo, para usos supersticiosos. 3) Reter a Eucaristia que se recebeu legitimamente, com finalidade ruim\u201d.<\/p>\n<p>Ainda, dois pontos v\u00eam ao caso: 1) s\u00f3 a Santa S\u00e9 (o Papa) pode levantar uma excomunh\u00e3o desse n\u00edvel; 2) a excomunh\u00e3o \u00e9 autom\u00e1tica, ou seja, decorre do pr\u00f3prio ato em si e n\u00e3o depende, portanto, de processo can\u00f4nico ou de an\u00fancio p\u00fablico. Da\u00ed a quest\u00e3o: se a pena m\u00e1xima de foro externo da Igreja (a excomunh\u00e3o) \u00e9 autom\u00e1tica, por que falar nela? \u2013 Exatamente para \u2013 conforme asseguram bons moralistas e tamb\u00e9m canonistas \u2013 precaver os desavisados do risco que correm ao profanar o sagrado.<\/p>\n<p>Por fim, fica um humilde pedido a toda pessoa de boa vontade (ou que tenha alguma lideran\u00e7a) para que ajude a recuperar \u2013 quem sabe com as part\u00edculas (o Corpo de Cristo) dentro da \u00e2mbula \u2013 e a devolver tudo o que foi levado, ainda que de modo oculto. N\u00e3o se pede puni\u00e7\u00e3o, mas a devolu\u00e7\u00e3o do que foi furtado.<\/p>\n<p>De nossa parte, fa\u00e7amos, muitas vezes, uma ora\u00e7\u00e3o reparadora: \u201cMeu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos; pe\u00e7o-Vos perd\u00e3o por aqueles que n\u00e3o creem, n\u00e3o adoram, n\u00e3o esperam e n\u00e3o amam\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algu\u00e9m, sozinho ou acompanhado, entrou na igreja e carregou consigo o sacr\u00e1rio. Em data recente, uma igreja paroquial foi furtada. O problema maior \u00e9 que ao furto est\u00e3o \u2013 do ponto de vista objetivo, salvaguardando a consci\u00eancia da pessoa e as atenuantes can\u00f4nicas \u2013, associados dois pecados de sacril\u00e9gio e uma excomunh\u00e3o autom\u00e1tica. 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