{"id":3355,"date":"2013-11-08T11:55:30","date_gmt":"2013-11-08T13:55:30","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-igreja-e-a-verdadeira-promotora-da-modernidade\/"},"modified":"2017-03-23T10:39:08","modified_gmt":"2017-03-23T13:39:08","slug":"a-igreja-e-a-verdadeira-promotora-da-modernidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-igreja-e-a-verdadeira-promotora-da-modernidade\/","title":{"rendered":"A Igreja \u00e9 a verdadeira promotora da modernidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/domgerhardludwigmuller.jpg\" border=\"0\" width=\"371\" height=\"219\" \/><br \/>Uma metaf\u00edsica do ser e do conhecimento de Deus \u00e9 requisito para que o projeto da modernidade n\u00e3o naufrague na dial\u00e9tica pr\u00f3pria do iluminismo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A vida \u00e9 curta demais para beber vinho ruim&#8221;, afirma, com um prov\u00e9rbio de Goethe, o prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9, Dom Gerhard Ludwig M\u00fcller, em uma interven\u00e7\u00e3o publicada pelo L&#8217;Osservatore Romano. E acrescenta: &#8220;A vis\u00e3o crist\u00e3 do mundo e do homem \u00e9 um verdadeiro canto \u00e0 vida e ao otimismo&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Todos n\u00f3s podemos constatar que a vida terrena \u00e9 curta e, conforme o tempo passa, a brevitas vitae se torna um desafio existencial&#8221;, continua Dom M\u00fcller, que, parafraseando o prov\u00e9rbio, afirma: &#8220;A vida \u00e9 curta demais para ser desperdi\u00e7ada com uma filosofia ruim&#8221;.<\/p>\n<p>Para Dom M\u00fcller, n\u00e3o \u00e9 novidade a afirma\u00e7\u00e3o dos ateus, segundo a qual &#8220;Deus n\u00e3o existe&#8221;, mas ele se pergunta: &#8220;Por que mais e mais pessoas se tornam ateias? O ate\u00edsmo \u00e9 realmente a postura mais l\u00f3gica, como afirmam os ateus?&#8221;.<\/p>\n<p>Fazendo uma alus\u00e3o a Piergiogio Odifreddi, \u00e0 proposta de Dawkins e ao posicionamento de Michael Blume, diz: &#8220;\u00c9 preciso levar em considera\u00e7\u00e3o que a justificativa dada pelo ate\u00edsmo moderno sobre o processo de descristianiza\u00e7\u00e3o vivido pela civiliza\u00e7\u00e3o europeia e norte-americana desde o s\u00e9culo XVII, e sua proposta de um estilo de vida hedonista, marcado pelo lucro e pelo benef\u00edcio, tem bases s\u00f3 aparentemente cient\u00edficas&#8221;.<\/p>\n<p>Para o prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9, &#8220;o chamado &#8216;neoate\u00edsmo&#8217; n\u00e3o oferece, de fato, nenhum fundamento novo, que n\u00e3o possa ser encontrado claramente na f\u00f3rmula de David Hume e em todos os que foram qualificados e se qualificam como empiristas e materialistas&#8221;.<\/p>\n<p>Levada ao extremo, esta teoria &#8220;defende que quem acredita na exist\u00eancia de um Deus pessoal n\u00e3o deveria ter o direito de existir, nem no mundo do pensamento (por ter contra\u00eddo o &#8216;v\u00edrus divino&#8217;, e ent\u00e3o deveria ficar em quarentena), nem sequer no f\u00edsico (por ser um parasita social)&#8221;.<\/p>\n<p>O prelado lamenta o car\u00e1ter intolerante e inumano do neoate\u00edsmo, e mostra como o ate\u00edsmo cient\u00edfico &#8220;teve sempre de impor-se como cosmovis\u00e3o do mundo e, por suas caracter\u00edsticas espec\u00edficas, como programa pol\u00edtico totalit\u00e1rio e inumano&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo Dom M\u00fcller, &#8220;para garantir tanto o projeto da liberdade do indiv\u00edduo diante da coletividade, como a consci\u00eancia pessoal diante da lei puramente positiva, e a dignidade inalien\u00e1vel de todo ser humano diante da instrumentaliza\u00e7\u00e3o dos interesses de grupo, \u00e9 indispens\u00e1vel uma metaf\u00edsica da realidade e uma antropologia da transcend\u00eancia do homem, que o relacionem com a fonte da cria\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Por isso, &#8220;uma metaf\u00edsica do ser e do conhecimento de Deus \u00e9 condi\u00e7\u00e3o de possibilidade para que o projeto da modernidade n\u00e3o naufrague na dial\u00e9tica pr\u00f3pria do iluminismo&#8221;.<\/p>\n<p>Depois de explicar como a gra\u00e7a de Deus se torna novamente acess\u00edvel sob a forma de gra\u00e7a de Jesus Cristo, afirma que &#8220;Jesus \u00e9 o cumprimento, a reden\u00e7\u00e3o e o fundamento que recria a natureza espiritual e sua autotranscend\u00eancia, mediada pela cria\u00e7\u00e3o para alcan\u00e7ar a proximidade imediata de Deus.&#8221;<\/p>\n<p>Ele finaliza sua interven\u00e7\u00e3o mostrando que &#8220;os que negam o car\u00e1ter metaf\u00edsico da teologia natural \u2013 e, portanto, a possibilidade do conhecimento de Deus por meio da Revela\u00e7\u00e3o \u2013 tendem a cair nas diversas formas de pessimismo c\u00ednico ou niilista&#8221;, enquanto &#8220;a Igreja se nutre daquela plenitude que, por gra\u00e7a de Jesus Cristo, todos n\u00f3s recebemos&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Se somente Cristo \u00e9 &#8216;a videira verdadeira&#8217; que oferece o &#8216;vinho bom&#8217;, necess\u00e1rio para a vida eterna, podemos concluir que s\u00f3 a Igreja \u00e9 a verdadeira promotora da &#8216;modernidade&#8217;, dado que somente a abertura a Deus, futuro do homem, torna autenticamente poss\u00edvel para todos a esperan\u00e7a que ela proclama&#8221;, conclui o prefeito da Doutrina da F\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Local: S\u00e3o Paulo (SP)<br \/>Fonte: ALETEIA<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma metaf\u00edsica do ser e do conhecimento de Deus \u00e9 requisito para que o projeto da modernidade n\u00e3o naufrague na dial\u00e9tica pr\u00f3pria do iluminismo &#8220;A vida \u00e9 curta demais para beber vinho ruim&#8221;, afirma, com um prov\u00e9rbio de Goethe, o prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9, Dom Gerhard Ludwig M\u00fcller, em uma interven\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-3355","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3355","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3355"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3355\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7514,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3355\/revisions\/7514"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3355"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3355"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3355"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}