{"id":33213,"date":"2017-07-18T11:51:51","date_gmt":"2017-07-18T14:51:51","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=33213"},"modified":"2017-07-19T10:26:16","modified_gmt":"2017-07-19T13:26:16","slug":"nudez-na-arte-crista-por-que","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/nudez-na-arte-crista-por-que\/","title":{"rendered":"Nudez na arte crist\u00e3? Por qu\u00ea?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A representa\u00e7\u00e3o do nu na arte sacra possui uma simbologia riqu\u00edssima<\/p>\n<p>Todos os anos, a Capela Sistina encanta milhares de turistas com a sua beleza. O que muitos n\u00e3o esperam encontrar, por\u00e9m, \u00e9 o grande n\u00famero de corpos nus retratados em suas paredes.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a Capela Sistina n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica que apresenta pe\u00e7as marcadas pela nudez. In\u00fameros artistas ao longo dos s\u00e9culos usaram homens e mulheres nus para povoar suas obras de arte, e essas pe\u00e7as est\u00e3o espalhadas em igrejas cat\u00f3licas do mundo todo.<\/p>\n<p>Mas por que muitos pintores e escultores usaram o nu na arte crist\u00e3?<\/p>\n<p>Os corpos nus t\u00eam uma longa hist\u00f3ria na arte sacra. Os artistas renascentistas usaram quatro tipos diferentes de nudez para simbolizar quatro estados da humanidade.<\/p>\n<p>Primeiro, foi o nuditas naturalis, que representou o estado natural da humanidade antes da \u201cQueda\u201d, muitas vezes retratado em cenas ligadas ao \u00c9den ou ao Para\u00edso.<\/p>\n<p>Depois, o nuditas temporalis, que representou a pobreza, \u00e0s vezes de natureza volunt\u00e1ria, e a confian\u00e7a da humanidade em Deus por tudo o que recebemos.<\/p>\n<p>O terceiro estado foi o nuditas virtualis, simbolizando pureza e inoc\u00eancia. A \u201cMadalena Arrependida\u201d, por exemplo, muitas vezes aparece nua, vestida apenas com o cabelo, como s\u00edmbolo do retorno da alma \u00e0 inoc\u00eancia ap\u00f3s o arrependimento.<\/p>\n<p>Por fim, o nuditas criminalis, que representou o horror das paix\u00f5es e da vaidade.<\/p>\n<p>S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II explicou, em sua Teologia do Corpo, como \u201cno grande per\u00edodo da arte cl\u00e1ssica grega\u00a0 h\u00e1 obras de arte cujo sujeito \u00e9 o corpo humano em sua nudez \u2026 Isso leva o espectador, atrav\u00e9s do corpo, ao Mist\u00e9rio pessoal do homem. Em contato com essas obras \u2026 n\u00f3s n\u00e3o [naturalmente] sentimos atra\u00eddos por seu conte\u00fado\u201d.<\/p>\n<p>Dessa maneira, conclui-se que a representa\u00e7\u00e3o da nudez [na arte crist\u00e3] \u00e9 clara e completamente diferente do uso da nudez na pornografia.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paulo II lembra como as produ\u00e7\u00f5es pornogr\u00e1ficas t\u00eam a inten\u00e7\u00e3o expl\u00edcita de despertar a lux\u00faria; eles apresentam o corpo humano como um objeto a ser usado. A pornografia n\u00e3o respeita a dignidade da pessoa humana e o ato sexual \u00e9 explorado para satisfa\u00e7\u00e3o pessoal em detrimento do outro.<br \/>\nLeia tamb\u00e9m: 10 grandes cita\u00e7\u00f5es da Teologia do Corpo, de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II<\/p>\n<p>Por outro lado, a nudez na arte crist\u00e3 \u00e9 usada para revelar a beleza da humanidade e o maravilhoso trabalho do criador. Possui simbolismo profundo e n\u00e3o pretende ser uma pedra de trope\u00e7o, mas uma entrada para uma maior aprecia\u00e7\u00e3o do \u201cmist\u00e9rio pessoal\u201d do ser humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A representa\u00e7\u00e3o do nu na arte sacra possui uma simbologia riqu\u00edssima Todos os anos, a Capela Sistina encanta milhares de turistas com a sua beleza. O que muitos n\u00e3o esperam encontrar, por\u00e9m, \u00e9 o grande n\u00famero de corpos nus retratados em suas paredes. Por\u00e9m, a Capela Sistina n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica que apresenta pe\u00e7as marcadas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":33214,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-33213","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33213","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33213"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33213\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33215,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33213\/revisions\/33215"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33214"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33213"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33213"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33213"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}