{"id":33204,"date":"2017-07-18T11:06:39","date_gmt":"2017-07-18T14:06:39","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=33204"},"modified":"2017-07-19T09:55:45","modified_gmt":"2017-07-19T12:55:45","slug":"as-15-doencas-do-chefe-a-partir-de-um-discurso-do-papa-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/as-15-doencas-do-chefe-a-partir-de-um-discurso-do-papa-francisco\/","title":{"rendered":"As 15 doen\u00e7as do chefe, a partir de um discurso do Papa Francisco"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O famoso discurso \u00e0 C\u00faria, de 2014, adaptado ao mundo empresarial<\/p>\n<p>Tomando como base um famoso discurso que o Papa Francisco fez \u00e0 C\u00faria Romana em 2014, o professor Gary Hamel, da London Business School, fez uma adapta\u00e7\u00e3o para o mundo empresarial que apresenta as 15 doen\u00e7as do l\u00edder. O resultado foi publicado pela revista Harvard Business Review. Eis a lista:<\/p>\n<p>1-\u00a0 A doen\u00e7a de se achar imortal, imune e indispens\u00e1vel, sem necessidade de avalia\u00e7\u00e3o regular. Uma equipe de lideran\u00e7a que n\u00e3o \u00e9 autocr\u00edtica e n\u00e3o procurar melhorar \u00e9 um corpo morto. Uma simples visita ao cemit\u00e9rio poderia nos ajudar a entender isto, colocando-nos diante do nome de tanta gente que se achou imortal, imune e indispens\u00e1vel. \u00c9 a doen\u00e7a dos que se veem mandando nos outros e n\u00e3o servindo aos outros. \u00c9 a patologia do poder, que brota de um complexo de superioridade, de um narcisismo que n\u00e3o deixa ver os outros, especialmente os mais necessitados. O ant\u00eddoto para esta praga \u00e9 a humildade; \u00e9 dizer: \u201cN\u00e3o sou mais do que um servidor; s\u00f3 fiz o meu trabalho\u201d.<\/p>\n<p>2- \u00a0 A doen\u00e7a do trabalho excessivo. Est\u00e1 presente naqueles que mergulham no trabalho e n\u00e3o se concedem um respiro. Negar-se o descanso necess\u00e1rio leva ao estresse e \u00e0 agita\u00e7\u00e3o. O tempo de repouso, para aqueles que j\u00e1 fizeram o seu trabalho, \u00e9 n\u00e3o apenas necess\u00e1rio como ainda obrigat\u00f3rio \u2013 e deveria ser levado a s\u00e9rio. Passar mais tempo com a fam\u00edlia e respeitar os dias livres e as f\u00e9rias, al\u00e9m do mais, serve para recarregar as baterias.<\/p>\n<p>3- \u00a0 A doen\u00e7a da petrifica\u00e7\u00e3o mental e emocional. Est\u00e1 presente nos l\u00edderes que t\u00eam o cora\u00e7\u00e3o de pedra e o pesco\u00e7o duro; naqueles que, ao longo da jornada, perdem a serenidade, se escondem atr\u00e1s de uma pilha de pap\u00e9is e n\u00e3o s\u00e3o compassivos. \u00c9 perigoso perder a sensibilidade que nos permite chorar com os que choram e alegrar-nos com os que se alegram. O tempo passa e o nosso cora\u00e7\u00e3o endurece, incapaz de amar as pessoas ao nosso redor. Ser l\u00edder significa ter sentimentos de humildade e desprendimento, de desapego e generosidade.<\/p>\n<p>4- A doen\u00e7a do excessivo planejamento e funcionalismo. Quando um chefe planeja tudo at\u00e9 o \u00faltimo detalhe e acha que tudo ir\u00e1 bem gra\u00e7as ao plano perfeito, ele costuma se reduzir \u00e0 pris\u00e3o do formalismo. \u00c9 preciso preparar bem as coisas, mas sem cair na tenta\u00e7\u00e3o de eliminar a espontaneidade e a capacidade de surpreender-se. Contra\u00edmos esta enfermidade porque \u00e9 mais f\u00e1cil e c\u00f4modo instalar-se num modo de pensar sedent\u00e1rio e fechado \u00e0s mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>5- A doen\u00e7a de uma coordena\u00e7\u00e3o pobre. Quando o l\u00edder perde o senso de comunidade, o entorno inteiro perde o equil\u00edbrio. Tudo vira uma orquestra que s\u00f3 produz barulho. Os membros n\u00e3o trabalham juntos e se perde o esp\u00edrito de equipe.<\/p>\n<p>6-\u00a0 O \u201cmal de Alzheimer\u201d do chefe. Consiste em esquecer aqueles que nos nutriram, dirigiram e apoiaram na jornada. Esta doen\u00e7a se manifesta naqueles que perderam a lembran\u00e7a dos seus encontros com os grandes l\u00edderes que os inspiraram; naqueles que est\u00e3o completamente presos no momento presente, nas suas paix\u00f5es, caprichos e obsess\u00f5es; naqueles que constroem muros e rotinas ao seu redor e que se tornam, cada vez mais, escravos dos \u00eddolos que constru\u00edram com as pr\u00f3prias m\u00e3os.<\/p>\n<p>7-\u00a0 A doen\u00e7a da esquizofrenia existencial. \u00c9 a enfermidade dos que levam uma vida dupla, fruto da hipocrisia t\u00edpica da mediocridade e do vazio emocional que nenhum t\u00edtulo e nenhuma conquista pode preencher. \u00c9 uma enfermidade que afeta com frequ\u00eancia os que n\u00e3o est\u00e3o em contato habitual com seus clientes nem com seus empregados. Ela os isola em tarefas operativas, levando-os a perder o contato com a realidade e com as pessoas reais.<\/p>\n<p>8- \u00a0 A doen\u00e7a da rivalidade e da vangl\u00f3ria. Quando as apar\u00eancias, as vantagens e os t\u00edtulos se transformam em nosso primeiro objetivo de vida, esquecemos o nosso dever fundamental como l\u00edderes: \u201cNada fa\u00e7ais por ego\u00edsmo ou presun\u00e7\u00e3o, mas em tudo estimai o pr\u00f3ximo acima de v\u00f3s mesmos\u201d. Um l\u00edder deve levar em conta n\u00e3o somente o pr\u00f3prio interesse, mas tamb\u00e9m o dos outros.<\/p>\n<p>9- \u00a0 A doen\u00e7a da fofoca, da queixa e da murmura\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma doen\u00e7a grave, que come\u00e7a com apar\u00eancia inocente, talvez em breves conversas aqui e ali, mas vai tomando posse de uma pessoa e a transforma em semeadora de ervas daninhas \u2013 e, em muitos casos, em assassina a sangue frio do bom nome dos companheiros. \u00c9 a enfermidade das pessoas covardes, que n\u00e3o t\u00eam a coragem de falar cara a cara, mas pelas costas dos outros. Guardemo-nos do terrorismo da fofoca!<\/p>\n<p>10-\u00a0 A doen\u00e7a da bajula\u00e7\u00e3o dos superiores. \u00c9 a enfermidade dos que adulam o chefe na esperan\u00e7a de granjear os seus favores. S\u00e3o v\u00edtimas do carreirismo e do oportunismo. Honram mais os cargos de destaque do que a miss\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o. Pensam mais no que podem conseguir do que no que deveriam dar; pessoas de mente curta, infelizes e n\u00e3o raro inspiradas apenas pelo seu letal ego\u00edsmo. Esta doen\u00e7a afeta n\u00e3o apenas os l\u00edderes em rela\u00e7\u00e3o aos seus superiores, mas tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o aos seus subordinados, quando tentam obter a sua submiss\u00e3o, lealdade e depend\u00eancia psicol\u00f3gica, provocando assim uma insana cumplicidade.<\/p>\n<p>11-\u00a0 A doen\u00e7a da indiferen\u00e7a aos outros. Ocorre quando o l\u00edder pensa apenas em si mesmo e perde a sinceridade e o calor das rela\u00e7\u00f5es humanas genu\u00ednas. Acontece de muitas maneiras: quando a pessoa mais competente n\u00e3o coloca os seus conhecimentos a servi\u00e7o dos companheiros com menos destrezas; quando sabe algo e o guarda para si mesma em vez de compartilhar de maneira proveitosa com os outros; quando, invejosa, se alegra com os fracassos dos outros em vez de ajud\u00e1-los e encoraj\u00e1-los.<\/p>\n<p>12-\u00a0 A doen\u00e7a da \u201ccara fechada\u201d. Pode ser observada nas pessoas sombrias e austeras que acham que ser s\u00e9rio \u00e9 mostrar melancolia e severidade, e que tratam os outros, em especial os subordinados, com rigor, aspereza e arrog\u00e2ncia. Mostrar severidade e est\u00e9ril pessimismo costuma ser sintoma de medo e inseguran\u00e7a. Um l\u00edder deve esfor\u00e7ar-se para ser cort\u00eas, sereno, entusiasta e alegre, uma pessoa que transmite alegria. Um l\u00edder nunca deveria perder o esp\u00edrito alegre e cheio de humor que torna as pessoas am\u00e1veis mesmo nas situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis. Como \u00e9 beneficiosa uma boa dose de humor!<\/p>\n<p>13- \u00a0 A doen\u00e7a da cobi\u00e7a. Ocorre quando um l\u00edder tenta preencher o seu vazio existencial acumulando bens materiais \u2013 n\u00e3o porque precise deles, mas para sentir-se seguro. O fato \u00e9 que n\u00e3o poderemos levar conosco nenhum desses bens quando deixarmos este mundo, porque \u201ca mortalha n\u00e3o tem bolsos\u201d e porque os nossos tesouros materiais nunca poder\u00e3o preencher esse vazio; pelo contr\u00e1rio, v\u00e3o deix\u00e1-lo cada vez mais profundo e esfomeado. Acumular coisas \u00e9 apenas carregar peso; torna o nosso caminhar inexoravelmente lento.<\/p>\n<p>14-\u00a0 A doen\u00e7a dos c\u00edrculos fechados, que faz o pertencimento a um grupinho ser mais forte do que a partilha da pr\u00f3pria identidade. Esta enfermidade tamb\u00e9m come\u00e7a com boa inten\u00e7\u00e3o, mas, ao passar do tempo, escraviza e vira um c\u00e2ncer que amea\u00e7a a harmonia da organiza\u00e7\u00e3o e causa muitos danos, especialmente contra aqueles que consideramos de fora do c\u00edrculo. Este \u201cfogo amigo\u201d \u00e9 um grande perigo, um dano que vem de dentro. Como diz a B\u00edblia, \u201ctodo reino dividido contra si mesmo desmoronar\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>15- \u00a0 A doen\u00e7a da extravag\u00e2ncia e da exibi\u00e7\u00e3o pessoal. Acontece quando um l\u00edder transforma o servi\u00e7o em poder e o usa para ganhos materiais ou para adquirir mais poder ainda. \u00c9 a pessoa que acumula poder insaciavelmente, difamando e desacreditando os outros para aparentar que \u00e9 mais capaz do que os outros. Esta enfermidade \u00e9 muito prejudicial porque leva a justificar qualquer coisa para garantir um objetivo, com frequ\u00eancia em nome da justi\u00e7a ou da transpar\u00eancia. \u00c9 o caso do l\u00edder que costumava chamar os jornalistas para contar e inventar coisas de seus colegas, apenas para sentir-se poderoso; no fim, s\u00f3 fez mal aos outros, \u00e0 pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o e a si mesmo.<\/p>\n<p>Voc\u00ea \u00e9 um l\u00edder sadio? Pergunte-se com objetividade:<\/p>\n<p>\u2013 Eu me sinto superior \u00e0queles que trabalham para mim?<\/p>\n<p>\u2013 H\u00e1 equil\u00edbrio entre o meu trabalho e as outras \u00e1reas da minha vida?<\/p>\n<p>\u2013 Substituo a intimidade humana verdadeira pela mera formalidade?<\/p>\n<p>\u2013 Confio demais nos meus planos e n\u00e3o o suficiente na intui\u00e7\u00e3o e na flexibilidade?<\/p>\n<p>\u2013 Passo pouco tempo construindo pontes?<\/p>\n<p>\u2013 Reconhe\u00e7o devidamente a minha d\u00edvida para com meus mestres e mentores?<\/p>\n<p>\u2013 Obtenho excessiva satisfa\u00e7\u00e3o com vantagens e privil\u00e9gios?<\/p>\n<p>\u2013 Eu me isolo de clientes e empregados?<\/p>\n<p>\u2013 Reconhe\u00e7o as conquistas dos outros?<\/p>\n<p>\u2013 Mostro servilismo para com meus superiores?<\/p>\n<p>\u2013 Coloco o meu pr\u00f3prio sucesso \u00e0 frente do sucesso dos outros?<\/p>\n<p>\u2013 Cultivo a alegria no meu entorno de trabalho?<\/p>\n<p>\u2013 Sou ego\u00edsta na hora de compartilhar os pr\u00eamios e louvores?<\/p>\n<p>\u2013 Cultivo os grupinhos ou a comunidade?<\/p>\n<p>\u2013 Tenho um comportamento egoc\u00eantrico diante das pessoas ao meu redor?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O famoso discurso \u00e0 C\u00faria, de 2014, adaptado ao mundo empresarial Tomando como base um famoso discurso que o Papa Francisco fez \u00e0 C\u00faria Romana em 2014, o professor Gary Hamel, da London Business School, fez uma adapta\u00e7\u00e3o para o mundo empresarial que apresenta as 15 doen\u00e7as do l\u00edder. 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