{"id":32562,"date":"2017-07-04T14:21:08","date_gmt":"2017-07-04T17:21:08","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=32562"},"modified":"2017-07-05T11:47:02","modified_gmt":"2017-07-05T14:47:02","slug":"vigario-apostolico-medo-e-incertezas-afugentam-cristaos-do-catar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/vigario-apostolico-medo-e-incertezas-afugentam-cristaos-do-catar\/","title":{"rendered":"Vig\u00e1rio Apost\u00f3lico: medo e incertezas afugentam crist\u00e3os do Catar"},"content":{"rendered":"<p>Doha (RV) &#8211; Muitas fam\u00edlias cat\u00f3licas &#8220;deixaram o Catar&#8221; nestas \u00faltimas semanas, devido \u00e0s tens\u00f5es entre Doha e o bloco de pa\u00edses da regi\u00e3o do Golfo liderados pela Ar\u00e1bia Saudita. J\u00e1 se fala de uma &#8220;crise do ponto de vista social&#8221;, que levou &#8220;muitas pessoas a perder o trabalho&#8221; e a &#8220;gerar uma situa\u00e7\u00e3o de incertezas para o futuro&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 o que relata \u00e0 Ag\u00eancia Asianews o Vig\u00e1rio Apost\u00f3lico da Ar\u00e1bia Setentrional (Kuwait, Ar\u00e1bia Saudita, Catar e Barhrein), Dom Camillo Ballin, ao descrever a situa\u00e7\u00e3o vivida pelos cat\u00f3licos no Catar, a grande maioria imigrantes atingidos pelas controv\u00e9rsias entre Riad e Doha.<\/p>\n<p>&#8220;Esta situa\u00e7\u00e3o &#8211; prossegue o prelado &#8211; acaba envolvendo os crist\u00e3os, que n\u00e3o t\u00eam interesses pessoais nos acontecimentos da pol\u00edtica local&#8221;. A incerteza &#8211; acrescenta &#8211; &#8220;n\u00e3o encoraja os investimentos, e o resultado \u00e9 um pa\u00eds bloqueado&#8221;.<\/p>\n<p>\u201cBatalha final\u201d pelo dom\u00ednio no Oriente M\u00e9dio<\/p>\n<p>O grupo liderado pela Ar\u00e1bia Saudita acusa o Catar de apoiar movimentos terroristas isl\u00e2micos, e sobretudo de manter la\u00e7os diplom\u00e1ticos e comerciais com o Ir\u00e3, inimigo n\u00famero 1 dos sauditas no Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>Na realidade, segundo alguns analistas &#8211; esta seria a &#8220;batalha final&#8221; pelo dom\u00ednio no Oriente M\u00e9dio entre wahhabitas e Irmandade Mu\u00e7ulmana, com s\u00e9rias repercuss\u00f5es no setor do turismo e do trabalho.<\/p>\n<p>A carta com a resposta ao ultimato recebido da Ar\u00e1bia Saudita e de outras na\u00e7\u00f5es do mundo \u00e1rabe com uma lista de exig\u00eancias &#8211; assinada pelo Emir do Catar &#8211; foi entregue esta segunda-feira ao Kuwait (mediador da crise), pelo Ministro do Exterior Mohammed bin Abdul Rahman Al Thani.<\/p>\n<p>A resposta vir\u00e1 na quarta-feira, ap\u00f3s ser analisada pelas autoridades dos pa\u00edses envolvidos. Caso for rejeitada, ser\u00e3o impostas san\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Presen\u00e7a de imigrantes crist\u00e3os poder\u00e1 diminuir no pa\u00eds<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento &#8211; sublinha o Vig\u00e1rio Apost\u00f3lico &#8211; &#8220;n\u00e3o existem ainda n\u00fameros precisos&#8221; sobre quantos crist\u00e3os abandonaram o pa\u00eds, todavia, \u00e9 certo que &#8220;diversas fam\u00edlias j\u00e1 partiram&#8221;. Dos 300 mil fi\u00e9is no per\u00edodo pr\u00e9-crise, &#8220;o n\u00famero poder\u00e1 cair&#8221;.<\/p>\n<p>A comunidade cat\u00f3lica local &#8211; explica o prelado &#8211; \u00e9 formada por &#8220;migrantes econ\u00f4micos e trabalhadores, provenientes a maior parte de pa\u00edses da \u00c1sia, sobretudo \u00cdndia e Filipinas, seguidos por Bangladesh e Paquist\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Os crist\u00e3os trabalham em diversos setores, alguns dos quais &#8220;especializados&#8221;, como &#8220;enfermeiros, farmac\u00eauticos, doutores, professores&#8221;; outros ainda s\u00e3o &#8220;oper\u00e1rios gen\u00e9ricos&#8221; que se adaptam \u00e0s profiss\u00f5es mais variadas poss\u00edveis, &#8220;a fim de manter as fam\u00edlias de origem&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Na vida cotidiana ainda n\u00e3o se percebem os efeitos da crise &#8211; prossegue Dom Ballin &#8211; porque o Ir\u00e3 e a Turquia suprem todas as necessidades do pa\u00eds. Estas importa\u00e7\u00f5es s\u00e3o por\u00e9m mais caras e acabam influenciando a vida da faixa mais pobre da popula\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Crise<\/p>\n<p>O temor &#8211; explica o prelado &#8211; \u00e9 que &#8220;se houver outras san\u00e7\u00f5es ou os pa\u00edses que congelaram as contas decidirem retirar seu dinheiro dos dep\u00f3sitos banc\u00e1rios, ser\u00e1 um a trag\u00e9dia para o Catar. E os primeiros a sentirem os efeitos, tamb\u00e9m neste caso, ser\u00e3o os mais pobres&#8221;.<\/p>\n<p>Os efeitos &#8211; acrescenta &#8211; &#8220;s\u00e3o percept\u00edveis no mercado de trabalho e pelo fato de que os grandes investidores n\u00e3o querem fazer novos projetos. A instabilidade \u00e9 um perigo evidente e \u00e9 um fen\u00f4meno existente h\u00e1 algum tempo em n\u00edvel regional, consequ\u00eancia da queda do pre\u00e7o do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Temor de novo conflito<\/p>\n<p>Naturalmente, n\u00e3o faltam temores de um novo conflito para a regi\u00e3o, com ulteriores repercuss\u00f5es, sobretudo em n\u00edvel de trabalho e vidas humanas&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Os que partiram &#8211; avalia o Vig\u00e1rio Apost\u00f3lico de origem italiana &#8211; certamente n\u00e3o o fazem com a inten\u00e7\u00e3o de voltar no futuro, ao menos n\u00e3o num primeiro momento.<\/p>\n<p>N\u00f3s procuramos ajudar quem permanece, mesmo n\u00e3o sendo f\u00e1cil, porque as necessidades s\u00e3o grandes e o clima de incertezas n\u00e3o ajuda. De resto, a Igreja n\u00e3o pode assumir o sustento de milhares de fam\u00edlias, e se n\u00e3o existe trabalho, a \u00fanica alternativo \u00e9 partir&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doha (RV) &#8211; Muitas fam\u00edlias cat\u00f3licas &#8220;deixaram o Catar&#8221; nestas \u00faltimas semanas, devido \u00e0s tens\u00f5es entre Doha e o bloco de pa\u00edses da regi\u00e3o do Golfo liderados pela Ar\u00e1bia Saudita. 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