{"id":3256,"date":"2013-10-30T11:36:19","date_gmt":"2013-10-30T13:36:19","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/envelhecer-sem-perder-o-valor\/"},"modified":"2017-06-29T15:15:54","modified_gmt":"2017-06-29T18:15:54","slug":"envelhecer-sem-perder-o-valor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/envelhecer-sem-perder-o-valor\/","title":{"rendered":"Envelhecer sem perder o valor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/maodeidoso.jpg\" border=\"0\" width=\"521\" height=\"228\" \/><br \/>Quanto tempo perdido atr\u00e1s de coisas, de superficialidades, de apar\u00eancias e m\u00e1scaras acobertando o que de mais belo possu\u00edmos: a capacidade de amar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante da condi\u00e7\u00e3o do envelhecimento humano acompanha o medo de ser in\u00fatil, de se tornar um peso, de viver abandonado, na solid\u00e3o das aus\u00eancias daqueles que amamos. Nada mais decepcionante do que chegar ao fim e ter a sensa\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o valeu a pena ter vivido. A vida \u00e9 um jogo de amor e dor.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m vive sem amar. Amando fazemos da vida uma constante supera\u00e7\u00e3o do humano, inclusive da dor, que amada e assumida como pr\u00f3pria, se transforma em amor. Como se preparar para viver a complicada sensa\u00e7\u00e3o de inutilidade? N\u00e3o existe receita pronta e sim caminhos que durante o passar dos anos vamos aprendendo a percorrer. Nesta escola da vida nem sempre estamos preparados para aprender as li\u00e7\u00f5es que a inutilidade nos prepara.<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil aceitar o delicado tempo da inutilidade. \u00c9 preciso viver com dignidade esse terreno perigoso, mas necess\u00e1rio de sentir-se in\u00fatil. Uma gra\u00e7a a pedir a Deus \u00e9 que, quando chegar a velhice e perdermos a utilidade, que tenhamos algu\u00e9m ao nosso lado que nos ame de verdade.<\/p>\n<p>S\u00f3 ser\u00e1 capaz de amar aquele que depois da inutilidade descobrir o valor da velhice. Nunca seremos valorizados pelo que fazemos e sim pelos que somos. Ningu\u00e9m, mesmo que tenha constru\u00eddo os mais belos edif\u00edcios, escrito as mais belas obras liter\u00e1rias, ter deixado o acervo cultural mais importante, vai ser amado pelo que fez e sim por aquilo que \u00e9. O valor n\u00e3o se conquista, ele existe, e por ele vale a pena viver.<\/p>\n<p>Quanto tempo perdido atr\u00e1s de coisas, de superficialidades, de apar\u00eancias e m\u00e1scaras acobertando o que de mais belo possu\u00edmos: a capacidade de amar, mesmo na inutilidade da vida. \u201cA cada dia que vivo, mais me conven\u00e7o de que o desperd\u00edcio da vida est\u00e1 no amor que n\u00e3o damos, nas for\u00e7as que n\u00e3o usamos, na prud\u00eancia ego\u00edsta que nada arrisca\u201d (Carlos Drumond de Andrade).<\/p>\n<p>De que adianta ganhar o mundo, quando perdemos a eternidade. O eterno s\u00f3 existir\u00e1 se formos abertos em acolher no dif\u00edcil terreno da vida, o valor e n\u00e3o utilidade. Ser\u00e1 digno da eternidade aquele que for capaz de dizer: \u201cVoc\u00ea n\u00e3o serve para nada, mas eu n\u00e3o sei viver sem voc\u00ea\u201d (Padre F\u00e1bio de Melo).<\/p>\n<p>O Mestre Jesus em tom de despedida entrega uma nova lei, resumo de todas as leis: \u201cEu dou a voc\u00eas um mandamento novo: amem-se uns aos outros. Assim como eu amei a voc\u00eas, voc\u00eas devem amar uns aos outros. Se voc\u00eas tiverem amor uns para com os outros, todos reconhecer\u00e3o que voc\u00eas s\u00e3o meus disc\u00edpulos\u201d (Jo 13,34-35).<\/p>\n<p>Queira Deus de que ao chegar ao fim, sem ser \u00fatil e completamente alheio do momento presente, tenha algu\u00e9m que seja capaz de nos olhar e dizer: Eu te amo, conte comigo, n\u00e3o sei viver sem voc\u00ea. Envelhecer sim, mas nunca perder o valor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Local: S\u00e3o Paulo (SP)<br \/>Fonte: CNBB<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quanto tempo perdido atr\u00e1s de coisas, de superficialidades, de apar\u00eancias e m\u00e1scaras acobertando o que de mais belo possu\u00edmos: a capacidade de amar Diante da condi\u00e7\u00e3o do envelhecimento humano acompanha o medo de ser in\u00fatil, de se tornar um peso, de viver abandonado, na solid\u00e3o das aus\u00eancias daqueles que amamos. 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