{"id":32262,"date":"2017-06-23T12:00:17","date_gmt":"2017-06-23T15:00:17","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=32262"},"modified":"2017-06-29T15:22:20","modified_gmt":"2017-06-29T18:22:20","slug":"seria-amarrado-e-queimado-como-uma-cabra-mas-este-padre-sobreviveu-gracas-a-oracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/seria-amarrado-e-queimado-como-uma-cabra-mas-este-padre-sobreviveu-gracas-a-oracao\/","title":{"rendered":"Seria amarrado e queimado \u201ccomo uma cabra\u201d, mas este padre sobreviveu gra\u00e7as \u00e0 ora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>ROMA (ACI).- O sacerdote jesu\u00edta Samuel Okwuidegbe compartilhou a hist\u00f3ria cruel de quando foi sequestrado pelos extremistas nigerianos, que o agrediram, torturaram e amea\u00e7aram de queim\u00e1-lo &#8220;amarrado como uma cabra&#8221;, mas ele sobreviveu gra\u00e7as \u00e0 ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O relato foi compartilhado pelo sacerdote na p\u00e1gina dos superiores jesu\u00edtas da \u00c1frica e de Madagascar, o sacerdote recordou como foram os dias do seu sequestro h\u00e1 dois meses.<\/p>\n<p>Na ter\u00e7a-feira, 18 de abril, o Pe. Okwuidegbe estava se dirigindo a um retiro de sil\u00eancio com um grupo de Irm\u00e3s do Imaculado Cora\u00e7\u00e3o de Maria. Antes de sair, o superior, Pe. Chuks Afiawari, brincou com ele: &#8220;Cuidado para n\u00e3o ir aonde possam te sequestrar&#8221;.<\/p>\n<p>Quando estava a caminho da casa de retiro, um grupo de homens armados com fuzis AK47 pararam o sacerdote em seu veiculo e outro homem que estava em uma Mercedes. &#8220;Se voc\u00ea n\u00e3o sair do carro eu vou atirar&#8221;, disse um dos sequestradores.<\/p>\n<p>Naquele dia, recordou, caminharam no meio da selva durante aproximadamente oito horas at\u00e9 anoitecer.<\/p>\n<p>Nesse momento de confus\u00e3o, come\u00e7ou a perguntar: &#8220;Por que meu Deus, por qu\u00ea? Por que est\u00e1 acontecendo isso comigo?&#8221;.<\/p>\n<p>Depois que retiraram todos os seus pertences, inclusive o seu ros\u00e1rio, os sequestradores o agrediram e \u201camarraram as minhas m\u00e3os e os meus p\u00e9s com uma corda, como se fossem matar uma cabra. Tiraram a minha batina e a minha camisa, me jogaram no ch\u00e3o e come\u00e7aram a me bater com as suas armas. Bateram no meu dorso, no rosto, e me jogavam no ch\u00e3o. Em seguida, aproximaram um pano ao meu nariz&#8230; senti o cheiro de parafina; e um deles gritou: &#8216;N\u00f3s vamos queimar voc\u00ea vivo!\u2019\u201d.<\/p>\n<p>Ante esta amea\u00e7a, relatou o sacerdote, \u201ccomecei a rezar em sil\u00eancio. Disse &#8216;Deus, eu me entrego a ti, entrego o meu esp\u00edrito&#8217; e me resignei ao que pensei ser meu destino, ao fato de que ia morrer nesse mesmo dia\u201d.<\/p>\n<p>Felizmente eles n\u00e3o o queimaram e o desamarraram; mas o sacerdote n\u00e3o parou de rezar: &#8220;A cada minuto rezava v\u00e1rias ora\u00e7\u00f5es. Rezei a Santo In\u00e1cio, rezei o ros\u00e1rio e o ter\u00e7o da divina miseric\u00f3rdia&#8230; em um momento comecei a cantar em silencio uma m\u00fasica de Gana que diz: Onde est\u00e1 Deus? Continuei cantando no meu cora\u00e7\u00e3o e isso me ajudou a ter esperan\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>No segundo dia as condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o mudaram muito e ouviu que estavam negociando o seu resgate. Nesse dia n\u00e3o lhe deram nada para comer ou beber.<\/p>\n<p>O fato de pensar que havia pessoas rezando por ele, o ajudava a ter mais esperan\u00e7a. Quando chegou a sexta-feira, o \u00faltimo dia do prazo para o pagamento do resgate, algo chamou a sua aten\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8220;Esses sequestradores faziam liga\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas da selva sem medo, nem o governo nem ningu\u00e9m foi resgatar-nos. Eles estavam relaxados, n\u00e3o se sentiam pressionados e aproveitavam o seu tempo, e nunca sentiram que deveriam fugir. Estavam muito tranquilos na selva\u201d, contou o Pe. Okwuidegbe.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o pagamento do resgate, o retorno n\u00e3o foi f\u00e1cil, mas finalmente o sacerdote poderia servir novamente no centro onde trabalhava.<\/p>\n<p>&#8220;Em tudo isso, Deus mostrou que nunca me abandonou na selva, inclusive quando estava fora do alcance. Deus ouviu as minhas ora\u00e7\u00f5es e estava comigo. Se n\u00e3o fosse por todas essas ora\u00e7\u00f5es, eu n\u00e3o teria sobrevivido isso&#8221;.<\/p>\n<p>\u201cMeu amor pela Companhia de Jesus foi renovado, lembro que quando cheguei ao Hekima College, em Nairobi, um rapaz de Zimb\u00e1bue se aproximou de mim e disse: &#8216;Parece que eu te conhe\u00e7o, voc\u00ea \u00e9 o Padre Sam?&#8217; Respondi \u2018sim\u2019 e ele disse: \u2018N\u00f3s rezamos por voc\u00ea no Zimb\u00e1bue\u2019. Foi maravilhoso ouvir isso\u201d.<\/p>\n<p>O sacerdote lamentou que os padres continuem sendo v\u00edtimas de sequestro e exortou a que cada vez que algo assim acontecer as pessoas &#8220;informem o nosso governo e a nossa Igreja para levantar as nossas vozes e denunciar tais atos de maldade&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Acidigital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROMA (ACI).- O sacerdote jesu\u00edta Samuel Okwuidegbe compartilhou a hist\u00f3ria cruel de quando foi sequestrado pelos extremistas nigerianos, que o agrediram, torturaram e amea\u00e7aram de queim\u00e1-lo &#8220;amarrado como uma cabra&#8221;, mas ele sobreviveu gra\u00e7as \u00e0 ora\u00e7\u00e3o. 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