{"id":3197,"date":"2013-10-23T15:59:11","date_gmt":"2013-10-23T17:59:11","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/como-ajudar-quem-nao-se-identifica-com-o-seu-sexo\/"},"modified":"2017-03-23T14:33:24","modified_gmt":"2017-03-23T17:33:24","slug":"como-ajudar-quem-nao-se-identifica-com-o-seu-sexo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/como-ajudar-quem-nao-se-identifica-com-o-seu-sexo\/","title":{"rendered":"Como ajudar quem n\u00e3o se identifica com o seu sexo?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/meninodevestido.jpg\" border=\"0\" width=\"382\" height=\"215\" \/><br \/>Depois de descartar transtornos biol\u00f3gicos, os especialistas aconselham trabalhar o \u00e2mbito psicol\u00f3gico, para ajudar a encontrar harmonia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>O desenvolvimento harm\u00f4nico, que oferece e mant\u00e9m a identidade pessoal, permite que a pessoa fa\u00e7a que o sexo cerebral e psicol\u00f3gico coincida com o biol\u00f3gico. Mas algumas pessoas sentem como se fossem do sexo oposto ao do seu corpo.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de estados intersexuais, de base org\u00e2nica, mas fundamentalmente de uma distor\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica, de um problema de desconformidade em uma pessoa com genitais bem definidos.<\/p>\n<p>A ajuda a uma pessoa para resolver um conflito sobre sua identidade sexual deve ser global, descartando primeiramente os transtornos biol\u00f3gicos e, depois, trabalhando o \u00e2mbito psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p>No entanto, em alguns casos, opta-se por trocar o sexo genital e os caracteres sexuais secund\u00e1rios, por meio de cirurgias e tratamentos hormonais. Muitas vezes, os pacientes que se submetem a estes tratamentos continuam insatisfeitos ou inclusive se sentem piores.<\/p>\n<p>Como ajudar as pessoas que n\u00e3o se identificam com seu pr\u00f3prio sexo? As cirurgias e tratamentos hormonais s\u00e3o a melhor resposta aos seus problemas?<\/p>\n<p>De acordo com o psicanalista americano Robert Stoller, que delineou a estrutura cl\u00ednica pr\u00f3pria da transexualidade, esta se deve, antes de tudo, a um ambiente que n\u00e3o permitiu a estrutura\u00e7\u00e3o de uma personalidade equilibrada.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 fatores fisiol\u00f3gicos que podem influenciar, como explica a professora de bioqu\u00edmica Natalia L\u00f3pez-Moratalla, no artigo &#8220;Identidade sexual: pessoas transexuais e com transtornos do desenvolvimento gonadal&#8221;.\u00a0 <\/p>\n<p>A terapeuta sexual Lourdes Ill\u00e1n afirma que tais transtornos devem ser tratados com a psicoterapia, j\u00e1 que esta pode ajudar a superar as &#8220;altera\u00e7\u00f5es que envolvem a ideia transexualista&#8221;, entre elas, os &#8220;sentimentos que provocaram a falta de identifica\u00e7\u00e3o psicossexual com o pr\u00f3prio sexo, como o desprezo do progenitor do mesmo sexo e a condi\u00e7\u00e3o sexual do seu sexo em geral&#8221;.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cirurgias de mudan\u00e7a de sexo, as pessoas que se submetem a elas ficam est\u00e9reis e incapacitadas de viver um ato sexual completo e normal.<\/p>\n<p>Por outro lado, tais cirurgias interv\u00eam sobre partes saud\u00e1veis do corpo, o que, segundo Lourdes, &#8220;n\u00e3o \u00e9 admiss\u00edvel do ponto de vista \u00e9tico, introduz novas disson\u00e2ncias entre os v\u00e1rios componentes do sexo (entre o sexo gen\u00e9tico, o sexo fenot\u00edpico e o sexo ps\u00edquico) e piora o estado ps\u00edquico do sujeito&#8221;.<\/p>\n<p>Neste sentido, a &#8220;Carta aos profissionais de sa\u00fade&#8221;, de 1995, do Conselho Pontif\u00edcio para a Pastoral da Sa\u00fade, recorda que &#8220;a vida humana \u00e9, ao mesmo tempo e de forma irredut\u00edvel, corporal e espiritual&#8221;, e indica que &#8220;o sentir e desejar subjetivos n\u00e3o podem dominar e desatender as determina\u00e7\u00f5es objetivas corp\u00f3reas&#8221;.<\/p>\n<p>O documento eclesial afirma tamb\u00e9m que &#8220;o profissional de sa\u00fade n\u00e3o pode ignorar a verdade corp\u00f3rea da pessoa e prestar-se a satisfazer seus desejos, sejam eles subjetivamente manifestados ou legalmente codificados, em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 verdade objetiva da vida&#8221;.<\/p>\n<p>Mas, atualmente, a ideologia de g\u00eanero, que separa a identidade sexual do g\u00eanero, convence muitas pessoas de que ser homem ou mulher n\u00e3o \u00e9 determinado fundamentalmente pelo sexo, mas pela cultura.<\/p>\n<p>Este contexto influencia na constru\u00e7\u00e3o que as crian\u00e7as fazem da imagem ideal do seu pr\u00f3prio sexo, que depende sobretudo do comportamento dos adultos ao seu redor e da rela\u00e7\u00e3o que t\u00eam com eles, segundo Lourdes Ill\u00e1n.<\/p>\n<p>Por isso, a terapeuta destaca a necessidade de trabalhar para que os meninos e as meninas consigam se sentir bem com seu pr\u00f3prio corpo e com todas as caracter\u00edsticas que marcam a diferen\u00e7a sexual, no \u00e2mbito intelectual, emocional e psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p>A especialista identifica uma s\u00e9rie de comportamentos que podem nos alertar sobre um poss\u00edvel transtorno de identidade sexual nas crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Nos meninos:<\/p>\n<p>&#8211; Desejo intenso (ou insist\u00eancia) de pertencer ao sexo oposto.<\/p>\n<p>&#8211; Interesse por travestir-se ou tend\u00eancia a imitar atitudes femininas.<\/p>\n<p>&#8211; Marcada e obstinada prefer\u00eancia por pap\u00e9is do sexo oposto nas brincadeiras de representa\u00e7\u00e3o teatral.<\/p>\n<p>&#8211; Intenso desejo de participar das brincadeiras e hobbies t\u00edpicos do sexo oposto.<\/p>\n<p>&#8211; Marcada prefer\u00eancia por colegas do sexo oposto para brincar.<\/p>\n<p>&#8211; Em muitos casos, observa-se a chamada rela\u00e7\u00e3o tri\u00e1dica cl\u00e1ssica, que consiste na combina\u00e7\u00e3o de um pai ausente (ou que tem uma rela\u00e7\u00e3o conflituosa com a m\u00e3e e com o filho), uma m\u00e3e superprotetora (ou que busca compensar os conflitos com o marido na rela\u00e7\u00e3o com o filho) e um filho muito sens\u00edvel e emotivo.<\/p>\n<p>Nas meninas:<\/p>\n<p>&#8211; Ter muitos amigos do sexo oposto e prefer\u00eancia por brincadeiras e esportes tipicamente masculinos.<\/p>\n<p>&#8211; Negar-se a usar pe\u00e7as femininas, como saias, e querer ter cabelo curto.<\/p>\n<p>&#8211; Em casos mais s\u00e9rios, negar-se a urinar sentada, fazendo-o sempre em p\u00e9.<\/p>\n<p>&#8211; Fantasiar que, com o tempo, crescer\u00e1 um p\u00eanis nela.<\/p>\n<p>&#8211; Na adolesc\u00eancia, h\u00e1 uma rejei\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento dos seios e \u00e0 menstrua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A especialista constata que, &#8220;apesar de que, no caso dos meninos, as atitudes afeminadas s\u00e3o um elemento muito importante, que gera preconceito e rejei\u00e7\u00e3o dos colegas, as meninas masculinizadas n\u00e3o sofrem tanto&#8221;.<\/p>\n<p>Diante destas situa\u00e7\u00f5es, Lourdes sugere diversas interven\u00e7\u00f5es, especialmente dirigidas a professores de Educa\u00e7\u00e3o Infantil e do Ensino Fundamental:<\/p>\n<p>&#8211; Incentivar que os alunos tenham um bom processo de identifica\u00e7\u00e3o psicossexual.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o incentivar nem permitir que rotulem dos alunos (nem pais, colegas, familiares ou os pr\u00f3prios professores).<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o humilhar nem jamais castigar uma crian\u00e7a por mostrar um comportamento desse tipo, mas tampouco incentiv\u00e1-lo.<\/p>\n<p>&#8211; Quando uma crian\u00e7a tem constantemente comportamentos t\u00edpicos do sexo oposto, \u00e9 fundamental refor\u00e7ar sua condi\u00e7\u00e3o masculina ou feminina, segundo o caso.<\/p>\n<p>&#8211; Incentivar que a crian\u00e7a se comporte segundo o &#8220;modelo ideal&#8221; do seu sexo.<\/p>\n<p>&#8211; Facilitar a forma\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o aos pais, para que n\u00e3o deixem o tempo passar sem intervir, achando que \u00e9 algo engra\u00e7ado ou simplesmente que seu filho &#8220;\u00e9 assim&#8221; e &#8220;precisamos aceit\u00e1-lo como ele \u00e9&#8221;. Certamente, \u00e9 fundamental aceitar os filhos como ele s\u00e3o, mas \u00e0s vezes esta &#8220;aceita\u00e7\u00e3o&#8221; se aproxima mais de uma postura de resigna\u00e7\u00e3o passiva que de ajuda e amor \u00e0 crian\u00e7a. Isso ocorre muitas vezes por desconhecimento ou por influ\u00eancia da ideologia de g\u00eanero que se instalou na sociedade.<\/p>\n<p>&#8211; Nos casos mais extremos, aconselhar a busca de ajuda de um profissional que tenha uma vis\u00e3o integradora da sexualidade.<br \/><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Local: S\u00e3o Paulo (SP)<br \/>Fonte: ALETEIA<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de descartar transtornos biol\u00f3gicos, os especialistas aconselham trabalhar o \u00e2mbito psicol\u00f3gico, para ajudar a encontrar harmonia O desenvolvimento harm\u00f4nico, que oferece e mant\u00e9m a identidade pessoal, permite que a pessoa fa\u00e7a que o sexo cerebral e psicol\u00f3gico coincida com o biol\u00f3gico. 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