{"id":31919,"date":"2017-06-20T09:38:59","date_gmt":"2017-06-20T12:38:59","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=31919"},"modified":"2017-06-21T16:40:34","modified_gmt":"2017-06-21T19:40:34","slug":"bem-aventurados-os-mansos-porque-possuirao-a-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/bem-aventurados-os-mansos-porque-possuirao-a-terra\/","title":{"rendered":"Bem-aventurados os mansos, porque possuir\u00e3o a terra"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A terceira beatitude oferece a chave da mansid\u00e3o (Mt 5,5). Esta se situa entre o discernimento daquele que sofre uma a\u00e7\u00e3o agressiva do pr\u00f3ximo e a amabilidade que se deve ter mesmo em situa\u00e7\u00f5es conflitantes. N\u00e3o se confunde com a fraqueza, mas leva a diagnosticar o que se passa com o outro, para, no momento, oportuno dar-lhe explica\u00e7\u00f5es por vezes necess\u00e1rias, evitando exacerba\u00e7\u00f5es conden\u00e1veis. O caminho \u00e9 a humildade, tanto que se deve rezar sempre: \u201cJesus manso e humilde de cora\u00e7\u00e3o, fazer o meu cora\u00e7\u00e3o semelhante ao vosso!\u201d.\u00a0 \u00c9 preciso, al\u00e9m disto, o reconhecimento de que somente Deus \u00e9 perfeito e o ser humano pode, tantas vezes, errar. Isto oferece oportunidade para a clem\u00eancia, pois capta o limite do outro, cujas frustra\u00e7\u00f5es se manifestam em atitudes bruscas ou perturbadoras. Cumpre saber escutar e n\u00e3o se exasperar, estando continuamente atento \u00e0s car\u00eancias do pr\u00f3ximo. A\u00a0 mansid\u00e3o oferece oportunidade para a constru\u00e7\u00e3o de um ambiente mais confort\u00e1vel que facilita a marcha para o Reino de Deus. Trata-se de experi\u00eancias transformadoras, mas que exigem toda calma da parte de quem se sente agredido pela impertin\u00eancia alheia. A retifica\u00e7\u00e3o desta conduta consiste num sentir e n\u00e3o na revolta para poder perceber at\u00e9 onde e quando poder\u00e1 tranquilizar quem \u00e9 fastidioso, agressivo e inoportuno. O escopo do crist\u00e3o deve ser imitar a Cristo em tudo para formar em si mesmo o Filho de Deus, tendo atitudes que Ele mesmo praticou com os outros em sua passagem por este mundo. Deste modo, se pode tornar os outros felizes. Eis porque a toler\u00e2ncia precisa ser sempre um distintivo do crist\u00e3o. \u00c9 o que falta ao mundo de hoje eivado de viol\u00eancia por toda parte. N\u00e3o apenas nas rela\u00e7\u00f5es internacionais marcadas por guerras, por discuss\u00f5es que ocasionam tantas mortes, mas ainda nos lares, pela impaci\u00eancia com os idosos ou inv\u00e1lidos, pela agressividade verbal e n\u00e3o verbal, pela press\u00e3o psicol\u00f3gica atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es que molestam o pr\u00f3ximo. \u00c9 necess\u00e1rio sempre seguir as orienta\u00e7\u00f5es que se encontram na B\u00edblia como no salmo 37: \u201cOs pacientes possuir\u00e3o a terra e gozar\u00e3o as del\u00edcias de uma paz perfeita\u201d (Sl 37,11). Trata-se de uma ventura est\u00e1vel, uma b\u00ean\u00e7\u00e3o celeste. Cumpre, sobretudo, formar Jesus dentro do pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o. No cap\u00edtulo 12 de seu Evangelho S\u00e3o Mateus tra\u00e7a o retrato do \u201cServidor de Deus\u201d que n\u00e3o querela nunca, n\u00e3o procura alterca\u00e7\u00f5es, n\u00e3o clama, n\u00e3o apaga uma mecha fumegante at\u00e9 fazer triunfar a justi\u00e7a (Mt 12, 15-21). Esta justi\u00e7a significa que a do\u00e7ura de Jesus n\u00e3o \u00e9 covardia, mas fortaleza, firmeza, que levam a n\u00e3o agredir o pr\u00f3ximo ofensor e produzem a serenidade diante das irrita\u00e7\u00f5es alheias. Exemplo magn\u00edfico deixou Jesus perante as impertin\u00eancias de seus opositores e durante todos os epis\u00f3dios de sua Paix\u00e3o No Horto das Oliveiras n\u00e3o admitira nenhuma brutalidade e curou mediamente a Malco que teve a orelha direita cortada por Sim\u00e3o Pedro, a quem\u00a0 Ele deu esta ordem: \u201cMete a espada na bainha\u201d (Jo 18, 10-11). Cristo foi um arauto da n\u00e3o-viol\u00eancia, ensinando a conter os instintos da agressividade, a ter o autocontrole. Na carta a Tito, S\u00e3o Paulo entre os deveres dos crist\u00e3os recorda: \u201cN\u00e3o sejam amantes das contendas, mas remissivos, mostrando a todos os homens a maior mansid\u00e3o\u201d (Tt 3,2). Aos Cor\u00edntios ele havia proclamado que \u201ca caridade n\u00e3o se irrita\u201d (1 Cor 13,5). Do\u00e7ura e toler\u00e2ncia deve ser, de fato, o lema do verdadeiro seguidor de Jesus. Tiago e Jo\u00e3o que n\u00e3o tinham sido recebidos num povoado, indagaram a Cristo se deveriam ordenar que descesse fogo do c\u00e9u para consumir seus moradores. Foram logo repreendidos pelo Mestre da mansid\u00e3o que lhes disse: \u201cV\u00f3s n\u00e3o sabeis de que esp\u00edrito sois animados, porque o Filho do homem n\u00e3o veio para perder as almas dos homens, mas para os salvar\u201d (Lc 9,53-55). A mansid\u00e3o leva sempre a um grande respeito para com o pr\u00f3ximo, sobretudo, nos momentos os quais ele esteja envolvido em profunda irrita\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que se l\u00ea na Primeira Carta de S\u00e3o Pedro que ensina a tratar os outros \u201ccom maneiras suaves e respeitosas\u201d (1 Pd 3,16). \u00c9 desta maneira que o crist\u00e3o se reveste da mansid\u00e3o do Mestre divino, vestimenta obtida por seus m\u00e9ritos infinitos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A terceira beatitude oferece a chave da mansid\u00e3o (Mt 5,5). Esta se situa entre o discernimento daquele que sofre uma a\u00e7\u00e3o agressiva do pr\u00f3ximo e a amabilidade que se deve ter mesmo em situa\u00e7\u00f5es conflitantes. 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