{"id":31834,"date":"2017-06-19T09:12:46","date_gmt":"2017-06-19T12:12:46","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=31834"},"modified":"2017-06-19T13:02:49","modified_gmt":"2017-06-19T16:02:49","slug":"coracao-manso-e-humilde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/coracao-manso-e-humilde\/","title":{"rendered":"Cora\u00e7\u00e3o manso e humilde"},"content":{"rendered":"<p>Um cora\u00e7\u00e3o para amar. Essa \u00e9 a maior d\u00e1diva da estrutura humana que ocupamos, seja biol\u00f3gica ou emotivamente. Do cora\u00e7\u00e3o deriva o pulsar da nossa exist\u00eancia, bem como a ele atribu\u00edmos nossos sentimentos, como s\u00edmbolo do amor entre n\u00f3s. Mais que um \u00f3rg\u00e3o vital, \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o o s\u00edmbolo maior das motiva\u00e7\u00f5es de nossos relacionamentos, que fazem do ser humano um indiv\u00edduo voltado para o outro, o companheiro, a companheira, fam\u00edlia, amigos e a pr\u00f3pria comunidade, ra\u00e7a, na\u00e7\u00e3o. Esfor\u00e7amo-nos continuamente para expandir nossos sentimentos uns para com os outros. O amor \u00e9 a corrente vital que nos une. Ensina a doarmos nossos cora\u00e7\u00f5es, nossas vidas&#8230;<\/p>\n<p>Assim deveria ser. Esse c\u00edrculo sempre crescente \u00e9 a energia mais positiva da conviv\u00eancia humana, pelo qual se atribui a harmonia familiar, comunit\u00e1ria, social e at\u00e9 entre os povos. Se amamos, constru\u00edmos a paz. Um sentimento vital para a ra\u00e7a que somos, pois que onde este se estabelece deixa de existir o individualismo, o ego\u00edsmo, a competitividade pura e simples, para se estabelecer o respeito, a toler\u00e2ncia, a compreens\u00e3o e todos os demais sentimentos de amor ao pr\u00f3ximo. O amor nunca destr\u00f3i, ao contr\u00e1rio, eleva, solidifica, harmoniza nossas conquistas. O amor \u00e9 expansivo. Afasta o ego\u00edsmo, supera as desaven\u00e7as. \u00c9 o pedestal mais s\u00f3lido e consistente da constru\u00e7\u00e3o de um mundo novo, sem guerras, sem \u00f3dio.<\/p>\n<p>Por isso, o mais contundente ensinamento de Cristo para justificar sua miss\u00e3o, dizia: \u201cMeu mandamento \u00e9 este: amem-se uns aos outros, assim como eu amei voc\u00eas. N\u00e3o existe amor maior do que dar a vida pelos amigos\u201d. E acrescentava: \u201cSe o mundo odiar voc\u00eas, saibam que odiou primeiro a mim\u201d (Jo 15, 12-13.18). E como seria esse amor sem limites? Conhecemos o \u00f3dio do mundo aos construtores da Paz. Sabemos, de antem\u00e3o, que o mal prospera, o ego\u00edsmo toma conta e as desaven\u00e7as identificam o animal humano. Neste caos \u2013 de ontem e de hoje \u2013 Jesus intercede ao Pai: \u201cEu n\u00e3o te pe\u00e7o s\u00f3 por estes, mas tamb\u00e9m por aqueles que v\u00e3o acreditar em mim por causa da palavra deles, para que todos sejam um&#8230; para que sejam perfeitos na unidade, e para que o mundo reconhe\u00e7a que tu me enviaste e que os amaste, como amaste a mim\u201d (Jo 17, 20&#8230;23). Estava estabelecida a reciprocidade e a igualdade de\u00a0 condi\u00e7\u00f5es no relacionamento Deus-homem. Jesus se colocava como um de n\u00f3s, ao mesmo tempo em que nos igualava a Ele. E consolava: \u201cN\u00e3os fique perturbado o cora\u00e7\u00e3o de voc\u00eas\u201d, anunciando sua morte pr\u00f3xima.<\/p>\n<p>Quem lhes falava tinha maiores raz\u00f5es para se perturbar. Mas seu cora\u00e7\u00e3o se mantinha manso e humilde. Angustia maior seria perder aqueles que tanto amara e pelos quais daria sua vida. Na cruz, o ato final de seu mart\u00edrio teria uma cena sem maiores consequ\u00eancias, visto que a morte j\u00e1 o dominava; teria seu cora\u00e7\u00e3o ferido por uma lan\u00e7a. E dele jorrou sangue e \u00e1gua. Hoje a ci\u00eancia nos explica que s\u00f3 um cora\u00e7\u00e3o exausto, paralisado por dores extremas e prolongado sofrimento, \u00e9 capaz de verter \u00e1gua. Produz uma bolha de prote\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea, onde a \u00e1gua acumulada anestesia um pouco o sofrimento de uma v\u00edtima submetida a ang\u00fastia suprema. \u00c9 o cl\u00edmax de uma dor prolongada. Nada mais tem a oferecer, sen\u00e3o o pouco sangue que ainda lhe resta e a \u00e1gua anestesiante. Aberto, exp\u00f5e seu sofrimento. Assim a ci\u00eancia p\u00f4de avaliar um pouco mais o sofrimento pelo qual Jesus passou&#8230; O cora\u00e7\u00e3o manso e humilde tudo suportou por amor \u00e0 humanidade! Era um cora\u00e7\u00e3o sagrado.<\/p>\n<p>Ousamos, ent\u00e3o, pedir: \u201cJesus manso e humilde de cora\u00e7\u00e3o, fazei nosso cora\u00e7\u00e3o semelhante ao vosso\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um cora\u00e7\u00e3o para amar. Essa \u00e9 a maior d\u00e1diva da estrutura humana que ocupamos, seja biol\u00f3gica ou emotivamente. Do cora\u00e7\u00e3o deriva o pulsar da nossa exist\u00eancia, bem como a ele atribu\u00edmos nossos sentimentos, como s\u00edmbolo do amor entre n\u00f3s. 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