{"id":31573,"date":"2017-06-08T11:37:37","date_gmt":"2017-06-08T14:37:37","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=31573"},"modified":"2017-06-13T15:22:18","modified_gmt":"2017-06-13T18:22:18","slug":"museus-vaticanos-ampliam-acesso-digital-a-manuscritos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/museus-vaticanos-ampliam-acesso-digital-a-manuscritos\/","title":{"rendered":"Museus Vaticanos ampliam acesso digital a manuscritos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Cidade do Vaticano (RV) &#8211;\u00a0 Os diversos projetos de digitaliza\u00e7\u00e3o que muitas bibliotecas est\u00e3o implementando, possibilitam cada vez mais o acesso aos manuscritos por parte de estudiosos em todas as partes do mundo.<\/p>\n<p>A Biblioteca Apost\u00f3lica vaticana j\u00e1 disponibilizou online mais de 4 mil de seus 80 mil manuscritos, mas n\u00e3o pretende parar por a\u00ed. Para responder \u00e0s sempre maiores exig\u00eancias dos estudiosos, era necess\u00e1rio dar um ulterior passo, como a possibilidade de ter acesso a um manuscrito a partir da pr\u00f3pria casa ou do local de estudo, folhe\u00e1-lo, ampliando seus detalhes, analisando o texto e as miniaturas, interpretando os coment\u00e1rios, entre outras atividades.<\/p>\n<p>Ademais, muitas vezes \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia em um estudo, fazer a compara\u00e7\u00e3o entre dois manuscritos, para perceber com maior facilidade as diferen\u00e7as e as particularidades do texto, individuar a grafia do copista, comparar as formata\u00e7\u00f5es e os estilos decorativos, assim como acompanhar o tipo de coment\u00e1rios que\u00a0 acompanha determinado texto.<\/p>\n<p>Neste sentido, recentemente foi introduzida a express\u00e3o \u201cInteroperabilidade&#8221;, para expressar a possibilidade de trocar informa\u00e7\u00f5es ou servi\u00e7os entre sistemas inform\u00e1ticos, facilitando a sua rec\u00edproca intera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No que tange aos manuscritos, esta pesquisa foi iniciada em 2012 na Universidade de Stanford, quando um grupo de especialistas da \u2018Digital Library Systems and Services\u2019 debateu o problema sobre como tornar utiliz\u00e1veis na web as imagens digitais dos manuscritos, junto a todo o material document\u00e1rio de arquivo que pudesse acompanh\u00e1-las, superando ao mesmo tempo as barreiras existentes entre as bases de dados: cada uma destas bases de dados, de fato, administra o pr\u00f3prio patrim\u00f4nio informativo segundo modalidades pr\u00f3prias, que devem se tornar &#8220;interoperabilidades&#8221; com outras bases de dados.<\/p>\n<p>Desta pesquisa nasceu um &#8220;protocolo de Interoperabilidade&#8221; para a livre circula\u00e7\u00e3o na rede de dados e imagens digitais, diretamente rastre\u00e1veis por meio dos motores de busca e independentes dos softwares de arquivamento de cada biblioteca.<\/p>\n<p>Este padr\u00e3o \u00e9 conhecido como IIIF &#8211; sigla que cont\u00e9m precisamente o termo Interoperabilidade: \u2018International Image Interoperability Framework\u2019.<\/p>\n<p>Concretamente, utilizando uma espec\u00edfica tecnologia aplicativa desenvolvida, tamb\u00e9m ela em Stanford, \u00e9 poss\u00edvel mostrar online na tela do pr\u00f3prio computador um manuscrito digitalizado, simplesmente mencionando o endere\u00e7o eletr\u00f4nico a ele associado (o URI: Uniform Resource Identifier) e coloc\u00e1-lo ao lado de outro manuscrito (ou mais de um) para todas as compara\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o do protocolo de interoperabilidade no mundo dos manuscritos mostrou-se imediatamente de grande interesse para os estudos de filologia, de bibliologia, de paleografia, com particular rela\u00e7\u00e3o \u00e0s edi\u00e7\u00f5es cr\u00edticas e \u00e0 possibilidade de efetuar reconstru\u00e7\u00f5es virtuais de cole\u00e7\u00f5es espalhadas pelas v\u00e1rias bibliotecas ou simplesmente de materiais fragment\u00e1rios conservados em diferentes lugares.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a Biblioteca vaticana que inserir-se neste mundo de compartilhamento e de integra\u00e7\u00e3o e, com a colabora\u00e7\u00e3o do parceiro tecnol\u00f3gico NTT Data, nestes meses aplicou no site da Biblioteca o protocolo de interoperabilidades na nova biblioteca digital (http:\/\/digi.vatlib.it).<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo ingressou como membro fundador no Cons\u00f3rcio internacional de IIIF, que agrupa cerca de quarenta, entre as mais importantes bibliotecas nacionais e de pesquisa no mundo.<\/p>\n<p>O Cons\u00f3rcio realiza anualmente encontros que este ano assumiram uma consider\u00e1vel dimens\u00e3o, dando lugar a uma s\u00e9rie de confer\u00eancias e semin\u00e1rios (2017 IIIF Conference &#8211; The Vatican), que realiza-se esta semana (de 5 a 9), no centro de Congressos do Instituto Patr\u00edstico Augustinianum.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a Biblioteca Apost\u00f3lica vaticana promoveu uma atividade especial de pesquisa sobre alguns grupos especiais de manuscritos, cujos resultados ser\u00e3o disponibilizados justamente na modalidade IIIF, anotando nas folhas dos manuscritos transcri\u00e7\u00f5es, coment\u00e1rios aos textos, aos gloss\u00e1rios, \u00e0s miniaturas, \u00e0s escrituras \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o dos copistas, miniaturas, etc.<\/p>\n<p>Trata-se de v\u00e1rios percursos tem\u00e1ticos concernentes: a evolu\u00e7\u00e3o e a transmiss\u00e3o dos textos em algumas l\u00ednguas latinas cl\u00e1ssicas, a biblioteca de um pr\u00edncipe humanista exemplificada naquela de Federico da Montefeltro, um curso de paleografia grega e outro de paleografia latina da antiguidade ao renascimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidade do Vaticano (RV) &#8211;\u00a0 Os diversos projetos de digitaliza\u00e7\u00e3o que muitas bibliotecas est\u00e3o implementando, possibilitam cada vez mais o acesso aos manuscritos por parte de estudiosos em todas as partes do mundo. 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