{"id":31439,"date":"2017-06-12T15:05:24","date_gmt":"2017-06-12T18:05:24","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=31439"},"modified":"2017-06-13T09:59:42","modified_gmt":"2017-06-13T12:59:42","slug":"a-grande-contribuicao-cientifica-de-um-sacerdote-salesiano-que-descobriu-a-patagonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-grande-contribuicao-cientifica-de-um-sacerdote-salesiano-que-descobriu-a-patagonia\/","title":{"rendered":"A grande contribui\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de um sacerdote salesiano que \u201cdescobriu\u201d a Patag\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p>SANTIAGO, 12 Jun. 17 \/ 03:00 pm (ACI).- A chegada da ordem salesiana \u00e0 Patag\u00f4nia no final do s\u00e9culo XIX, al\u00e9m de contribuir para a evangeliza\u00e7\u00e3o, entregou os primeiros e \u00fanicos registros visuais da regi\u00e3o naquela \u00e9poca, deste modo, o mundo p\u00f4de conhecer o extremo sul da Am\u00e9rica e dos seus habitantes.<\/p>\n<p>As fotografias, livros e filmes do Pe. Alberto Maria De Agostini (1883-1960) permitiram, entre outras coisas, o estudo das geleiras do extremo sul do continente americano, como tamb\u00e9m o da sua popula\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n<p>O sacerdote mission\u00e1rio, documentarista, ge\u00f3grafo e alpinista, chegou em 1910 a Punta Arenas, no extremo sul do Chile, aos 27 anos, para ajudar no trabalho mission\u00e1rio da ordem salesiana.<\/p>\n<p>\u201cAs miss\u00f5es salesianas tiveram dois prop\u00f3sitos principais: civilizar e evangelizar seguindo a ideia de Dom Bosco de guiar o homem na forma\u00e7\u00e3o de um \u2018bom crist\u00e3o e cidad\u00e3o honesto\u2019\u201d, explicou Salvatore Cirillo Dama, Diretor do Museu Salesiano Maggiorino Borgatello.<\/p>\n<p>Entretanto, pouco tempo depois, Pe. Agostini manifestou a sua paix\u00e3o pela explora\u00e7\u00e3o e, finalmente, o seu superior, Dom Fagnano, lhe deu a miss\u00e3o de investigar a Patag\u00f4nia.<\/p>\n<p>\u201cAssim foi a sua vida de religioso salesiano, vendo na sua miss\u00e3o a voca\u00e7\u00e3o de identificar nela, mais do que uma tarefa, a presen\u00e7a da grandeza e beleza de Deus\u201d, disse Cirillo ao Grupo ACI.<\/p>\n<p>Suas realiza\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Por mais de trinta anos, Pe. Agostini explorou os maci\u00e7os montanhosos da Terra do Fogo e da Patag\u00f4nia, chegando aos cantos mais afastados da regi\u00e3o, entre fiordes, rios, vales e picos.<\/p>\n<p>Para Cirillo, um dos aspectos marcantes da obra de Agostini foi o seu \u201cprop\u00f3sito de confirmar na realidade os conte\u00fados do sonho descrito por Dom Bosco em 1874, que revela a Patag\u00f4nia em suas riquezas, a sua grandeza territorial\u201d.<\/p>\n<p>No fundo, foi um esfor\u00e7o para dar \u201ctestemunho da terra escolhida para come\u00e7ar as primeiras miss\u00f5es salesianas\u201d.<\/p>\n<p>Nesta aventura, De Agostini conheceu profundamente os grupos \u00e9tnicos do sul atualmente extintos, especialmente os selknam, cujas fotografias e registros de alta qualidade constituem um testemunho \u00fanico e de grande valor documental e patrimonial.<\/p>\n<p>Quando os salesianos chegaram \u00e0 Patag\u00f4nia, em 1887, o conflito entre colonos e ind\u00edgenas pela ocupa\u00e7\u00e3o dos campos para a cria\u00e7\u00e3o de ovinos estava em pleno desenvolvimento.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 os salesianos com escritos, como foi o caso do Pe. De Agostini, e com as obras das miss\u00f5es diminu\u00edram ou atrasaram a trag\u00e9dia do seu desaparecimento (dos \u00edndios) que acabou sendo inevit\u00e1vel\u201d, disse o diretor do Museu Salesiano Maggiorino Borgatello.<\/p>\n<p>Entre as realiza\u00e7\u00f5es mais importantes deste mission\u00e1rio se destacam as suas expedi\u00e7\u00f5es na cordilheira Darwin, no sul da Terra do Fogo e a primeira travessia realizada no lado oriental do grande Campo de Gelo Sul.<\/p>\n<p>Do mesmo modo, Pe. Agostini come\u00e7ou o reconhecimento do maci\u00e7o do Paine, que atualmente \u00e9 o destino tur\u00edstico mais importante do Chile e um dos melhores lugares do mundo para realizar trilhas.<\/p>\n<p>Em 1943, o sacerdote conquistou um marco hist\u00f3rico no alpinismo subindo o Monte San Lorenzo, o segundo mais alto da Patag\u00f4nia.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 30 anos da explora\u00e7\u00e3o desta regi\u00e3o, Pe. Agostini voltou para a It\u00e1lia e levou ao velho continente todas as suas compila\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 1955, voltou \u00e0 Patag\u00f4nia e aos seus 72 anos conseguiu escalar a montanha mais alta da Terra do Fogo, o Monte Sarmiento.<\/p>\n<p>\u201cPara a ci\u00eancia, De Agostini continua sendo uma natureza intoc\u00e1vel\u201d, disse Cirillo, e \u201cpara muitos alpinistas que percorrem esta regi\u00e3o da cordilheira significa imitar as suas fa\u00e7anhas ou enfrentar o desafio de encontrar novos caminhos\u201d.<\/p>\n<p>O legado de Pe. Agostini tem um valor inestim\u00e1vel e desde 1965 ele foi reconhecido com um parque natural que leva o seu nome, o terceiro maior parque do Chile, localizado na Regi\u00e3o de Magallanes e na Ant\u00e1rtica Chilena, lugar onde viveu a sua voca\u00e7\u00e3o de sacerdote e explorador.<\/p>\n<p>Fonte: Acidigital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SANTIAGO, 12 Jun. 17 \/ 03:00 pm (ACI).- A chegada da ordem salesiana \u00e0 Patag\u00f4nia no final do s\u00e9culo XIX, al\u00e9m de contribuir para a evangeliza\u00e7\u00e3o, entregou os primeiros e \u00fanicos registros visuais da regi\u00e3o naquela \u00e9poca, deste modo, o mundo p\u00f4de conhecer o extremo sul da Am\u00e9rica e dos seus habitantes. 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