{"id":3127,"date":"2013-10-16T16:23:57","date_gmt":"2013-10-16T19:23:57","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/jose-de-anchieta-patrimonio-do-povo-brasileiro\/"},"modified":"2017-03-23T15:40:02","modified_gmt":"2017-03-23T18:40:02","slug":"jose-de-anchieta-patrimonio-do-povo-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/jose-de-anchieta-patrimonio-do-povo-brasileiro\/","title":{"rendered":"Jos\u00e9 de Anchieta, patrim\u00f4nio do povo brasileiro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/pegeovani1.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Na din\u00e2mica do Reino de Deus, cujos alicerces Jesus estabeleceu h\u00e1 2 mil anos, constatamos ainda hoje um mundo profundamente conturbado, marcado por sinais de morte e viol\u00eancia de toda natureza. \u00c9 a partir do projeto inexprim\u00edvel e indiz\u00edvel de Deus Pai, que gostaria de apresentar aos queridos leitores uma figura humana, considerada imprescind\u00edvel, no seu inflamado zelo e amor, querendo \u201ctudo para a maior gl\u00f3ria Deus\u201d. Pessoa profundamente marcada pela m\u00edstica redentora, a ponto de se consumir em vida, indo ao encontro dos ind\u00edgenas e demais pessoas do tempo por ele vivido, atrav\u00e9s da catequese, do an\u00fancio e da instru\u00e7\u00e3o, por meio do Evangelho. T\u00ea-lo como uma figura exemplar e referencial, pela sua lavra liter\u00e1ria, pelo ardor genu\u00edno e garra na miss\u00e3o, a ponto de transform\u00e1-lo numa pessoa emblem\u00e1tica e patrim\u00f4nio do povo brasileiro, em todas as ocasi\u00f5es e circunst\u00e2ncias, no decorrer da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Trata-se do bem-aventurado Jos\u00e9 de Anchieta, o qual em condi\u00e7\u00f5es sine qua non, abriu as portas do nosso imenso Brasil para que a semente do Evangelho fosse lan\u00e7ada, como a maravilhosa proposta do Reino de Deus, ofertada ao povo brasileiro, no in\u00edcio de sua hist\u00f3ria e civiliza\u00e7\u00e3o. Dos seus 63 anos vividos, e bem vividos, 46 foram na vida religiosa, com ingresso em Coimbra na Companhia de Jesus (Padres Jesu\u00edtas) e destes, 44 consagrados como mission\u00e1rio no Brasil (1553-1597).<\/p>\n<p>Nascido na Ilha de Tenerife, no Arquip\u00e9lago das Can\u00e1rias, aos 19 de mar\u00e7o de 1534, recebeu no batismo o nome de Jos\u00e9, porque nasceu no dia deste glorioso santo. Coincidentemente, no ano de seu nascimento, Santo In\u00e1cio de Loyola fundara em Paris a Companhia de Jesus. Jos\u00e9 viveu com a fam\u00edlia at\u00e9 os 14 anos, quando se mudou para Coimbra, Portugal, lugar muito importante em sua vida, onde estudou Filosofia no Real Col\u00e9gio das Artes e Humanidades, um anexo da universidade, destacando-se por seus talentos, intelig\u00eancia e mem\u00f3ria rar\u00edssima e privilegiada. Foi a\u00ed que pediu para ingressar, aos 16 anos (1551), na Companhia de Jesus, sendo enviado dois anos depois \u00e0s miss\u00f5es do Brasil. Sua vida religiosa foi exemplar, distinguindo-se nas virtudes da humildade, obedi\u00eancia e, sobretudo, numa grande devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora.<\/p>\n<p>Ordenado sacerdote em 1566, foi escolhido para superior da comunidade de S\u00e3o Vicente e depois de S\u00e3o Paulo. Dez anos mais tarde, foi nomeado provincial de toda a miss\u00e3o no Brasil, revelando-se um superior de decis\u00f5es s\u00e1bias e seguras. Inteligente, altivo e dotado das melhores qualidades, do ponto de vista liter\u00e1rio, dominava o tupi, l\u00edngua dos ind\u00edgenas, a ponto de arrancar-lhes aplausos, seja ao dialogar ou escrever. Ele ainda escreveu uma gram\u00e1tica e depois um catecismo na l\u00edngua dos abor\u00edgenes, os quais lhe agraciaram com cognome de \u201cap\u00f3stolo do Brasil\u201d.<\/p>\n<p>Dele se contam maravilhas e prod\u00edgios, atrav\u00e9s de milagres, profecias, curas e at\u00e9 mesmo sua proximidade e familiaridade com os p\u00e1ssaros e animais ferozes, o que nos faz lembrar Francisco de Assis ou Santo Ant\u00f4nio. Deste extraordin\u00e1rio homem de Deus, sabe-se que escrevia com uma vara na areia da praia e a \u00e1gua do mar n\u00e3o apagava e ainda levitava em \u00eaxtase. Por fim, suas virtudes, qualidades, contribui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e liter\u00e1rias o qualificaram, de tal forma, que se tornou o mais popular e venerado dos seguidores de In\u00e1cio de Loyola no s\u00e9culo XVI.<\/p>\n<p>A vinda de Jos\u00e9 de Anchieta para o Brasil foi quase casual, porque se recuperava de uma grave enfermidade que o deixou abatido e com for\u00e7as prec\u00e1rias. Ele tinha o receio de n\u00e3o continuar os estudos exigidos a um aluno e disc\u00edpulo de In\u00e1cio de Loyola. Padre Manuel da N\u00f3brega, superior provincial dos Jesu\u00edtas no Brasil, desejando homens de bra\u00e7os e m\u00e3os corajosas para a atividade apost\u00f3lica e mission\u00e1ria na Terra de Santa Cruz, solicita do provincial da Companhia de Jesus em Portugal, que enviasse mission\u00e1rios com muita disposi\u00e7\u00e3o para catequizar e anunciar o Evangelho. Entre outros, a sorte caiu no jovem Jos\u00e9 de Anchieta, que foi confortado por seu superior, e por conselho do seu m\u00e9dico, oferecendo-lhe a possibilidade de viajar para o Brasil, onde o clima podia favorec\u00ea-lo, chegando \u00e0 sua nova p\u00e1tria aos 13 de junho de 1553, com menos de 20 anos de idade.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que, com palavras inauditas, encantava e atra\u00eda o povo, convertia os inimigos e pacificava advers\u00e1rios. Apesar do seu f\u00edsico franzino, apresentava-se sempre com semblante alegre e af\u00e1vel, com for\u00e7a e coragem inabal\u00e1veis, que com tenacidade soube enfrentar os desafios, os quais a miss\u00e3o o exigia.<\/p>\n<p>Sempre dava demonstra\u00e7\u00e3o de preocupa\u00e7\u00e3o, diante das ang\u00fastias, dos sofrimentos e das necessidades da humanidade de seu tempo. A exemplo de Jesus, o Bom Pastor, ofereceu seus dons, talentos e a pr\u00f3pria vida, desejoso de realizar na Igreja o projeto do Pai:\u00a0 plantar a semente do Evangelho em nossas terras, mostrando a ternura e a face amorosa de Deus, atrav\u00e9s do exerc\u00edcio da caridade, alimentado pela f\u00e9 e esperan\u00e7a. N\u00e3o procurava alienar as pessoas, pelo contr\u00e1rio, quando anunciava que os crist\u00e3os deveriam viver o novo mandamento: \u201cQue vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amais uns aos outros. Nisto conhecer\u00e3o todos que sois meus disc\u00edpulos, se tiverdes amor uns pelos outros\u201d (Jo 13, 34-35). Jos\u00e9 de Anchieta faleceu aos nove de junho 1597. O papa Jo\u00e3o Paulo II o declarou bem-aventurado em 22 de junho 1980.<\/p>\n<p>Suplicamos ao bom Deus as gra\u00e7as necess\u00e1rias para o povo brasileiro, a exemplo do bem-aventurado Jos\u00e9 de Anchieta, nos admir\u00e1veis dons e talentos, traduzidos nas profundas marcas no campo liter\u00e1rio, na catequese e na santidade, possa viver a mesma f\u00e9 por ele vivida e anunciada, com a mesma esperan\u00e7a de vos servir fielmente, sem jamais esquecer nossa miss\u00e3o: \u201cTudo para a maior gl\u00f3ria de Deus\u201d, na realiza\u00e7\u00e3o do projeto do Pai.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na din\u00e2mica do Reino de Deus, cujos alicerces Jesus estabeleceu h\u00e1 2 mil anos, constatamos ainda hoje um mundo profundamente conturbado, marcado por sinais de morte e viol\u00eancia de toda natureza. \u00c9 a partir do projeto inexprim\u00edvel e indiz\u00edvel de Deus Pai, que gostaria de apresentar aos queridos leitores uma figura humana, considerada imprescind\u00edvel, no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-3127","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3127","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3127"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3127\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7727,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3127\/revisions\/7727"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3127"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3127"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3127"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}