{"id":3099,"date":"2026-10-14T00:00:00","date_gmt":"2026-10-14T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-calisto-i\/"},"modified":"2026-05-15T16:20:36","modified_gmt":"2026-05-15T19:20:36","slug":"sao-calisto-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-calisto-i\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Calisto I"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Romano de Trastevere (est\u00e1 sepultado com efeito na igreja de Santa Maria, em Trastevere, e n\u00e3o nas catacumbas que levam seu nome), filho de escravos, Calisto n\u00e3o teve vida f\u00e1cil.<\/p>\n<p>O crist\u00e3o Carp\u00f3foro, da fam\u00edlia do imperador C\u00f4modo, havia-lhe confiado a administra\u00e7\u00e3o dos bens da comunidade crist\u00e3. N\u00e3o foi um h\u00e1bil administrador e, descoberto um grande desfalque, Calisto fugiu.<br \/>\nCapturado em \u00d3stia, a ponto de zarpar, foi condenado a girar a roda de um moinho. Carp\u00f3foro mostrou-se generoso, condenando-o a pagar o d\u00e9bito; mas a justi\u00e7a seguiu seu curso. Foi condenado \u00e0 flagela\u00e7\u00e3o, depois deportado para as minas da Sardenha.<\/p>\n<p>Libertado, o papa V\u00edtor ocupou-se pessoalmente dele \u2014 sinal de que Calisto desfrutava certa fama, furto \u00e0 parte. Para desvi\u00e1-lo da tenta\u00e7\u00e3o, fixou-lhe um ordenado. O sucessor Zeferino foi igualmente generoso: ordenou-o di\u00e1cono e confiou-lhe a guarda do cemit\u00e9rio crist\u00e3o na via \u00c1pia Antiga (as c\u00e9lebres catacumbas conhecidas em todo o mundo com seu nome).<\/p>\n<p>Numa \u00e1rea de 400 por 300 metros, em quatro pavimentos sobrepostos, com 20 quil\u00f4metros de corredores, est\u00e3o guardados os corpos de numerosos crist\u00e3os, de santa Cec\u00edlia a s\u00e3o Fabiano.<br \/>\nQuando em 217 o di\u00e1cono Calisto foi eleito papa, explodiu a primeira rebeli\u00e3o aberta de um grupo de crist\u00e3os \u201crigoristas\u201d, por causa n\u00e3o s\u00f3 das precedentes e bem not\u00f3rias desventuras de Calisto, mas sobretudo em virtude de sua atitude conciliadora para com os pecadores arrependidos \u2014 ou melhor, para com aqueles crist\u00e3os pouco dispostos ao mart\u00edrio, que se tinham munido do libellum de fidelidade aos deuses de Roma, e que, uma vez passada a tempestade, pediam para voltar ao redil.<br \/>\nEntre os rigoristas, hostis ao novo papa, destacavam-se Tertuliano, Novaciano e o sangu\u00edneo Hip\u00f3lito que, com seus Philosophumena, atacou violentamente Calisto, depois conseguiu fazer-se consagrar bispo; posteriormente um grupo de padres romanos dissidentes elegeram-no papa.<\/p>\n<p>Foi o primeiro anti papa da hist\u00f3ria e \u00e9, caso \u00fanico, tamb\u00e9m santo, gra\u00e7as a seu arrependimento e ao mart\u00edrio sofrido em 235 na Sardenha. Tamb\u00e9m Calisto parece ter sofrido o mart\u00edrio, n\u00e3o pela m\u00e3o do imperador romano, mas durante uma convuls\u00e3o em Todi. Os crist\u00e3os, n\u00e3o conseguindo chegar at\u00e9 as catacumbas da \u00c1pia Antiga, sepultaram-no na via Aur\u00e9lia; desta, Greg\u00f3rio III o transferiu para a bas\u00edlica de Santa Maria, em Trastevere.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Calisto I, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Romano de Trastevere (est\u00e1 sepultado com efeito na igreja de Santa Maria, em Trastevere, e n\u00e3o nas catacumbas que levam seu nome), filho de escravos, Calisto n\u00e3o teve vida f\u00e1cil. O crist\u00e3o Carp\u00f3foro, da fam\u00edlia do imperador C\u00f4modo, havia-lhe confiado a administra\u00e7\u00e3o dos bens da comunidade crist\u00e3. 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