{"id":30430,"date":"2017-06-05T11:35:08","date_gmt":"2017-06-05T14:35:08","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/06\/05\/o-milagre-da-transformacao\/"},"modified":"2017-06-07T14:07:27","modified_gmt":"2017-06-07T17:07:27","slug":"o-milagre-da-transformacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-milagre-da-transformacao\/","title":{"rendered":"O milagre da transforma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Um dos anseios mais perseguidos pelo g\u00eanero humano \u00e9 seu desejo de transforma\u00e7\u00e3o. Transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente da mat\u00e9ria, dos recursos que a natureza lhe d\u00e1, dos bens de consumo &#8211; a arte, o trabalho -, dos sabores que o alimentam \u2013 os prazeres da culin\u00e1ria -, das inven\u00e7\u00f5es que lhe facilitam a vida, como tamb\u00e9m as transforma\u00e7\u00f5es que se processam em seu estado de esp\u00edrito, personalidade e qualquer sentimento, desde o \u00f3dio at\u00e9 sua capacidade de amar. Tudo o que nossas m\u00e3os e nossas mentes tocam ou visualizam, submetem-se \u00e0 nossa capacidade de transforma\u00e7\u00e3o. Mas como transformar \u00e1gua em vinho, vinho em sangue, p\u00e3o em carne? Isso s\u00f3 Jesus foi capaz.<br \/> Mais que simples transforma\u00e7\u00e3o, esse milagre ganhou uma dimens\u00e3o maior, uma denomina\u00e7\u00e3o \u00fanica, diferencial acima dum simples milagre: transubstancia\u00e7\u00e3o. S\u00f3 a este milagre se encaixa t\u00e3o estranho substantivo. Ou seja: fez do vinho e do p\u00e3o seu pr\u00f3prio corpo, sua pessoa viva, vis\u00edvel pela f\u00e9, invis\u00edvel aos olhos. Transformou-se por inteiro, corpo e alma, mat\u00e9ria e esp\u00edrito. Deu-se como alimento, o maior, o mais substancial, completo, essencial \u00e0 vida plena, \u00e0 sa\u00fade humana. \u201cCoragem, sou eu!\u201d. \u201cEu sou Aquele que \u00e9\u201d. \u201cIsto sou eu, meu corpo, meu sangue\u201d. \u201cEu sou o p\u00e3o vivo que desceu do c\u00e9u\u201d. \u201cVinde a mim, v\u00f3s todos que estais aflitos&#8230;\u201d \u201cEu sou a verdadeira videira&#8230;\u201d. \u201cQuem comer a minha carne e beber o meu sangue, ter\u00e1 a vida eterna\u201d. Em s\u00edntese, ao se dar como alimento, Jesus complementa sua miss\u00e3o terrena, se d\u00e1 por inteiro, corpo e alma. O mist\u00e9rio da presen\u00e7a Eucar\u00edstica \u00e9 o que define o Amor pleno, sem limites, sem as amarras da finitude humana. Ele permanece entre n\u00f3s, em n\u00f3s, atrav\u00e9s dessa nova alian\u00e7a divina. \u201cEu lhes digo: de hoje em diante n\u00e3o beberei desse fruto da videira, at\u00e9 o dia em que, com voc\u00eas, beberei o vinho novo no reino do meu Pai\u201d (Mt 26, 29). Enquanto isso, fartemos nossas almas e brindemos nossas vidas com o c\u00e1lice da reden\u00e7\u00e3o e o p\u00e3o da vida que s\u00f3 a mesa eucar\u00edstica pode nos oferecer.<br \/> A presen\u00e7a eucar\u00edstica de Jesus \u00e9 o grande mist\u00e9rio da f\u00e9 cat\u00f3lica. \u00c9 seu centro, sua raz\u00e3o de ser. Tanto que a Santa Missa n\u00e3o pode nunca ser considerada uma reuni\u00e3o apenas, um culto puro e simples, mas sim a repeti\u00e7\u00e3o daquela misteriosa ceia pascal, transformada por Jesus em celebra\u00e7\u00e3o de sua mem\u00f3ria. Tanto que (aqui repito a fala de um sacerdote amigo) missa sem comunh\u00e3o \u201c\u00e9 banho sem sab\u00e3o\u201d. N\u00e3o resolve, n\u00e3o purifica, n\u00e3o refrigera a alma, n\u00e3o dessedenta o cora\u00e7\u00e3o&#8230; Mesmo assim, \u00e9 preciso respeito \u00e0s regras. Comunh\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um simples ritual, gesto mec\u00e2nico, impensado, irrefletido, de algu\u00e9m que toma a h\u00f3stia, bebe o vinho, mas n\u00e3o est\u00e1 em comunh\u00e3o com Deus. Incorre num erro maior. Profana o que lhe parece sagrado.<br \/> \u00c9 preciso melhor discernir e tomar para si a afirmativa de Zaqueu ao descer de seu pedestal (a \u00e1rvore que lhe dava a vis\u00e3o de tudo, menos de sua indignidade). \u201cSenhor eu n\u00e3o sou digno que entreis em minha casa\u201d. Assim pensando, todos deixar\u00edamos de participar dessa mesa. Mas um m\u00ednimo de car\u00eancia humana nos coloca na fila do banquete. O que mais nos purifica \u00e9 a \u201ccomunh\u00e3o\u201d. De esp\u00edrito, de concord\u00e2ncia, de abnega\u00e7\u00e3o, de ren\u00fancia, de desejo&#8230; Sim, at\u00e9 por uma situa\u00e7\u00e3o contradit\u00f3ria. Mas no cora\u00e7\u00e3o misericordioso do Pai h\u00e1 espa\u00e7o tamb\u00e9m para os \u00faltimos, aqueles que se reconhecem indignos. A esses a comunh\u00e3o do desejo os torna dignos de participa\u00e7\u00e3o, reserva a mais pura das comunh\u00f5es. Na mesa de Cristo cabem todos. At\u00e9 eu. At\u00e9 voc\u00ea!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos anseios mais perseguidos pelo g\u00eanero humano \u00e9 seu desejo de transforma\u00e7\u00e3o. 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