{"id":29997,"date":"2017-05-15T19:55:32","date_gmt":"2017-05-15T22:55:32","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/05\/15\/mae-e-tudo-igual-so-muda-o-endereco-sera\/"},"modified":"2017-06-08T11:17:58","modified_gmt":"2017-06-08T14:17:58","slug":"mae-e-tudo-igual-so-muda-o-endereco-sera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/mae-e-tudo-igual-so-muda-o-endereco-sera\/","title":{"rendered":"\u201cM\u00e3e \u00e9 tudo igual, s\u00f3 muda o endere\u00e7o\u201d: ser\u00e1?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias2017\/126 ilustracao opiniao mae.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Magna Celi Mendes da Rocha \u00e9 doutora em Educa\u00e7\u00e3o: Psicologia da Educa\u00e7\u00e3o pela PUC-SP, \u00e9 assessora da Pastoral Universit\u00e1ria da PUC-SP e membro da comunidade cat\u00f3lica Shalom. \u00c9 m\u00e3e de quatro filhos. <\/p>\n<p>Estere\u00f3tipos, r\u00f3tulos, f\u00f4rmas s\u00e3o, na melhor das hip\u00f3teses, tentativas de simplificar e compreender a realidade que nos cerca.\u00a0 Quando conseguimos caracterizar, categorizar, definir, classificar parece que a complexidade torna-se menos assustadora e assim, adquirimos certo dom\u00ednio sobre os fen\u00f4menos.<br \/>Quando o assunto \u00e9 maternidade, ao menos em um primeiro momento, trata-se de um tema menos complexo. Afinal, no mundo ideal, \u201cM\u00e3e \u00e9 tudo igual, s\u00f3 muda o endere\u00e7o\u201d. Adjetivos relacionados \u00e0 maternidade n\u00e3o faltam: ternura, bondade, desprendimento, amor, dedica\u00e7\u00e3o, confian\u00e7a. No mundo real, podem existir ainda outros: medo, inseguran\u00e7a, culpa, abandono, rejei\u00e7\u00e3o, maus-tratos, indiferen\u00e7a, revolta.<br \/>Em geral, compreendemos com tranquilidade que cada filho \u00e9 \u00fanico. Por\u00e9m, ainda resistimos em aceitar que cada m\u00e3e \u00e9 igualmente \u00fanica. Uma mulher, situada em um tempo e um espa\u00e7o, com hist\u00f3ria pessoal pr\u00f3pria e uma gama de potencialidades e limites que s\u00e3o postos em cheque a cada instante.\u00a0 A maternidade \u00e9, portanto, uma experi\u00eancia \u00fanica, situada no aqui e no agora.\u00a0 Nunca uma viv\u00eancia a-hist\u00f3rica.<br \/>Se em outros tempos, por exemplo, as mulheres eram reconhecidas, sobretudo, pela sua capacidade reprodutiva, hoje estamos diante de um quadro em que parece uma ofensa romper a barreira do segundo filho, de modo que as novas gera\u00e7\u00f5es sentir\u00e3o dificuldade em compreender a express\u00e3o \u201cIgual cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e: sempre cabe mais um.\u201d<br \/>Mulher n\u00e3o \u00e9 tudo igual. M\u00e3e n\u00e3o \u00e9 tudo igual! Viver a maternidade conscientemente requer tomar parte daquilo que nos constitui, tanto no \u00e2mbito pessoal como comunit\u00e1rio. Compreender aquilo que nos constitui n\u00e3o apenas para\u00a0 conformar-se com\u00a0 ele, nem para justificar-se e esconder-se, mas tamb\u00e9m para avaliar o que realmente nos edifica. Decidir sobre o tipo de m\u00e3e que queremos ser, ainda que alguns duvidem,\u00a0 est\u00e1 ao nosso alcance.<br \/>A maternidade \u00e9 inevitavelmente uma via de dores e alegrias, cruz e ressurrei\u00e7\u00e3o. O mesmo filho que nos faz rir, tamb\u00e9m nos faz chorar &#8211; quase sempre n\u00e3o intencionalmente &#8211; mas essa \u00e9 uma via da qual dificilmente escapamos.<br \/>A via da reconcilia\u00e7\u00e3o faz-se, portanto, tamb\u00e9m necess\u00e1ria. Reconciliar-se com a pr\u00f3pria hist\u00f3ria de vida e, a partir dela, al\u00e7ar novos horizontes \u00e9 uma possibilidade humana que n\u00e3o devemos desperdi\u00e7ar. Uma reconcilia\u00e7\u00e3o que consiste em admitir falhas e erros de outros e os pr\u00f3prios. Da m\u00e3e que tivemos e da que somos ou seremos.<br \/>Reconcilia\u00e7\u00e3o que significa, ainda, substituir as lentes da (auto)cr\u00edtica e do (auto)julgamento, pelas lentes da gratid\u00e3o e do reconhecimento, sob a pena de sermos esmagados pelo fardo da busca de uma perfei\u00e7\u00e3o inalcan\u00e7\u00e1vel aos humanos.<br \/>Mesmo Aquela que muitos temos como referencial de M\u00e3e tamb\u00e9m era \u00fanica. Podemos nos espelhar, admirar, desejar suas virtudes, mas, ainda assim, nos apropriaremos delas de maneira original e nunca da mesma forma.<br \/>Portanto, ousemos ser mais n\u00f3s mesmas, com nossas fraquezas, limita\u00e7\u00f5es, alegrias, medos e esperan\u00e7as. Ousemos amar nossos filhos com um amor livre, desinteressado, grato e feliz. Renunciemos ao fardo de acertar sempre, sendo sempre mais originais e aut\u00eanticas, renunciando aos r\u00f3tulos ou estere\u00f3tipos.\u00a0 Afinal, \u201cM\u00e3e s\u00f3 tem uma!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: N\u00facleo F\u00e9 e Cultura<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Magna Celi Mendes da Rocha \u00e9 doutora em Educa\u00e7\u00e3o: Psicologia da Educa\u00e7\u00e3o pela PUC-SP, \u00e9 assessora da Pastoral Universit\u00e1ria da PUC-SP e membro da comunidade cat\u00f3lica Shalom. \u00c9 m\u00e3e de quatro filhos. 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