{"id":29916,"date":"2017-05-11T19:29:49","date_gmt":"2017-05-11T22:29:49","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/05\/11\/prece-pelos-refugiados-em-fatima-sera-feita-por-religiosa-que-viveu-esta-realidade\/"},"modified":"2017-06-08T13:30:24","modified_gmt":"2017-06-08T16:30:24","slug":"prece-pelos-refugiados-em-fatima-sera-feita-por-religiosa-que-viveu-esta-realidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/prece-pelos-refugiados-em-fatima-sera-feita-por-religiosa-que-viveu-esta-realidade\/","title":{"rendered":"Prece pelos refugiados em F\u00e1tima ser\u00e1 feita por religiosa que viveu esta realidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias2017\/irma_gloria_maalouf.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>FATIMA, 10 Mai. 17 \/ 06:30 pm (ACI).- Durante a Missa que o Papa Francisco presidir\u00e1 no dia 13 de maio em F\u00e1tima, as preces ser\u00e3o lidas em diferentes idiomas e um deles ser\u00e1 o \u00e1rabe, quando se pedir\u00e1 pelos refugiados, sendo que esta ora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita por um religiosa que conhece tal realidade, Irm\u00e3 Gl\u00f3ria Maalouf, ela pr\u00f3pria migrante e refugiada.<\/p>\n<p>Libanesa, Irm\u00e3 Gl\u00f3ria Maalouf pertence \u00e0 Congrega\u00e7\u00e3o das Servas do Cora\u00e7\u00e3o Imaculado de Maria e est\u00e1 em F\u00e1tima desde 2000, onde gere as lojas do Santu\u00e1rio e, diariamente, tem contato com os peregrinos.<\/p>\n<p>Nascida em uma fam\u00edlia crist\u00e3, ela contou ao site oficial da viagem do Papa Francisco a F\u00e1tima sua hist\u00f3ria, como se tornou refugiada e sentiu o chamado de Deus \u00e0 vida religiosa.<\/p>\n<p>Ir. Gl\u00f3ria deixou o L\u00edbano em 1975, devido \u00e0 guerra civil, e seguiu com seus pais para o Kuwait, onde \u201cvivia num mundo mu\u00e7ulmano, com muitas restri\u00e7\u00f5es, divis\u00f5es que n\u00e3o entendia\u201d e, por isso, afastou-se de Deus.<\/p>\n<p>\u201cCorrespondeu a um per\u00edodo em que, jovem adolescente, vivi uma fase de rebeldia contra a religi\u00e3o, contra Deus\u201d, revelou.<\/p>\n<p>At\u00e9 que sua fam\u00edlia recebeu uma oportunidade de emprego no Iraque e novamente precisou se mudar de pa\u00eds. Foi quando come\u00e7ou a se interessar por Filosofia e se aproximar da religi\u00e3o e de Deus.<\/p>\n<p>Entretanto, a Guerra do Golfo gerou nova mudan\u00e7a na vida da fam\u00edlia, que ficou \u201csem trabalho, sem dinheiro, em perigo constante, em fuga\u201d.<\/p>\n<p>Foram para o deserto e, neste local, Ir. Gl\u00f3ria lembra que teve \u201ca primeira sensa\u00e7\u00e3o\u201d de que precisava mudar sua \u201cvida interior\u201d. \u201cAtr\u00e1s de mim \u2013 recorda \u2013, deixei tudo e n\u00e3o havia nada. \u00c0 minha frente n\u00e3o havia nada. Por isso, rezei e decidi que era mesmo Deus que tinha de procurar, era a Deus que tinha que me agarrar\u201d.<\/p>\n<p>\u201cE foi assim. Os meus pais decidiram emigrar para o Canad\u00e1 e eu decidi emigrar para Jesus\u201d, relata.<\/p>\n<p>Ingressou na Congrega\u00e7\u00e3o das Servas do Cora\u00e7\u00e3o Imaculado de Maria, na It\u00e1lia, e, em seguida, foi convidada a abrir a casa de sua ordem em F\u00e1tima, no ano 2000. A religiosa foi a primeira a chegar a Portugal e se deparou com in\u00fameras novidades.<\/p>\n<p>\u201cPara mim era tudo novo. N\u00e3o conhecia F\u00e1tima, n\u00e3o conhecia nada das Apari\u00e7\u00f5es, n\u00e3o conhecia a Mensagem de Nossa Senhora\u201d, explica, ressaltando que estudou e ficou \u201capaixonada por Maria, pela Mensagem\u201d. \u201cAinda hoje estou apaixonada\u201d, completa.<\/p>\n<p>Toda essa experi\u00eancia de vida ser\u00e1 relembrada quando na Missa do dia 13 de maio rezar a seguinte s\u00faplica em \u00e1rabe: \u201cPelos migrantes, pelos pobres e refugiados, para que por intercess\u00e3o de Maria, que conhece as suas dores, se sintam acolhidos por todos os que lhes oferecem dignidade e raz\u00f5es de esperan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Situa\u00e7\u00f5es embara\u00e7osas<\/p>\n<p>No Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, Irm\u00e3 Gl\u00f3ria trabalha na rede de lojas e tem contato com muitos peregrinos, inclusive de l\u00edngua \u00e1rabe, com rela\u00e7\u00e3o aos quais conta que j\u00e1 ajudou a evitar situa\u00e7\u00f5es embara\u00e7osas.<\/p>\n<p>\u201cUm dia \u2013 recorda \u2013, ao passar pela Capelinha, vi que a ora\u00e7\u00e3o estava sendo liderada em l\u00edngua \u00e1rabe por mulheres vestidas com o chador (vestes que cobrem todo o corpo, exceto a cara). Aproximei-me e verifiquei que rezavam a F\u00e1tima, mas n\u00e3o a Nossa Senhora e sim a F\u00e1tima, a filha do profeta\u201d.<\/p>\n<p>Ao notar esta situa\u00e7\u00e3o, avisou as autoridades do Santu\u00e1rio e, \u201cdesde ent\u00e3o, passou a haver mais cuidado na autoriza\u00e7\u00e3o de ora\u00e7\u00f5es em l\u00edngua \u00e1rabe\u201d.<\/p>\n<p>Ainda hoje, ao se deparar com mu\u00e7ulmanos rezando a F\u00e1tima no Santu\u00e1rio, a religiosa conversa com eles. Em um dos casos, encontrou um sheik, com o qual falou sobre as apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora de F\u00e1tima, os pastorinhos e a mensagem.<\/p>\n<p>\u201cNo final, ofereci-lhe as Mem\u00f3rias da Irm\u00e3 L\u00facia em l\u00edngua \u00e1rabe, cuja tradu\u00e7\u00e3o tinha feito, e um ter\u00e7o. Meses depois, ele voltou e trouxe-me um livro de ora\u00e7\u00f5es a F\u00e1tima, filha do profeta, e um ter\u00e7o mu\u00e7ulmano\u201d, conta.<\/p>\n<p>\u201cSe calhar estava tentando me converter e eu estava a tentar convert\u00ea-lo!\u201d, concluiu em tom de brincadeira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FATIMA, 10 Mai. 17 \/ 06:30 pm (ACI).- Durante a Missa que o Papa Francisco presidir\u00e1 no dia 13 de maio em F\u00e1tima, as preces ser\u00e3o lidas em diferentes idiomas e um deles ser\u00e1 o \u00e1rabe, quando se pedir\u00e1 pelos refugiados, sendo que esta ora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita por um religiosa que conhece tal realidade, Irm\u00e3 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":29915,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-29916","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29916","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29916"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29916\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30768,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29916\/revisions\/30768"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29915"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29916"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29916"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29916"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}