{"id":29698,"date":"2017-04-30T03:00:00","date_gmt":"2017-04-30T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/04\/30\/terceiro-domingo-de-pascoa\/"},"modified":"2017-06-08T16:01:32","modified_gmt":"2017-06-08T19:01:32","slug":"terceiro-domingo-de-pascoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/terceiro-domingo-de-pascoa\/","title":{"rendered":"Terceiro domingo de P\u00e1scoa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Os primeiros tempos da Igreja, depois da P\u00e1scoa, foram tempos para o reconhecimento. \u201cNesse mesmo dia, dois disc\u00edpulos caminhavam para uma aldeia chamada Ema\u00fas, distante de Jerusal\u00e9m sessenta est\u00e1dios\u201d. Um deles chamava-se Cl\u00e9ofas. Do outro disc\u00edpulo n\u00e3o sabemos a identidade.<br \/>Jesus ressuscitado vai-lhes ao encontro. Eles n\u00e3o o reconhecem. No princ\u00edpio, est\u00e3o fechados em si mesmos, em seu problema: est\u00e3o desolados. A f\u00e9 n\u00e3o mais os anima. Nem mesmo acreditam nos ind\u00edcios que poderiam fazer suspeitar a chegada de algo novo. N\u00e3o acreditam nas mulheres, nem mesmo procuram verificar o porqu\u00ea do t\u00famulo vazio. A descren\u00e7a n\u00e3o tem paci\u00eancia. Os dois disc\u00edpulos entram em uma esp\u00e9cie de atordoamento e fogem, escapam.<br \/>Jesus parece-lhes um estranho. A desconfian\u00e7a impede o verdadeiro encontro. Por isso, o Senhor tem de empenhar a fundo. Explica-lhes as Escrituras e vai lhes dando as chaves para o reconhecimento.<br \/>As grandes chaves que Jesus oferece permitem entender de alguma forma o mist\u00e9rio da dor e da morte: \u201cPorventura n\u00e3o era necess\u00e1rio que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse em sua gl\u00f3ria?\u201d<br \/>A chegada a Ema\u00fas e a oferta de hospitalidade faz que os dois disc\u00edpulos possam reconhecer Jesus. Reconhecem-no quando Jesus se entrega sem reservas, quando faz o maior gesto de amor. Esse gesto de partir o p\u00e3o os fez entender a trag\u00e9dia do Calv\u00e1rio. O que parecia uma trag\u00e9dia havia sido o gesto de amor mais sublime e mais intenso.<br \/>No caminho da vida, Jesus nos vem ao encontro. Bom \u00e9 que n\u00e3o nos fechemos a quem nos visita, mesmo que, a princ\u00edpio n\u00e3o o reconhe\u00e7amos. Se formos hospitaleiros, acolhedores&#8230; no final, o reconheceremos. N\u00e3o somos n\u00f3s que visitamos o Sant\u00edssimo Sacramento. \u00c9 o Sant\u00edssimo Sacramento quem nos visita.<br \/>As palavras das Escrituras sempre s\u00e3o uma li\u00e7\u00e3o para n\u00f3s. H\u00e1 em todos n\u00f3s sempre uma inseguran\u00e7a, uma descren\u00e7a e, ent\u00e3o, nos fechamos e n\u00e3o enxergamos o que pode acontecer de bom. A figura dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas pode ser a nossa pr\u00f3pria individualidade. Se dermos hospitalidade a Jesus, nas nossas dificuldades e incertezas, sem d\u00favida vamos reconhec\u00ea-lo diante de n\u00f3s e poderemos usufruir da sua paz, dos seus gestos de amor, da sua alegria plena.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os primeiros tempos da Igreja, depois da P\u00e1scoa, foram tempos para o reconhecimento. \u201cNesse mesmo dia, dois disc\u00edpulos caminhavam para uma aldeia chamada Ema\u00fas, distante de Jerusal\u00e9m sessenta est\u00e1dios\u201d. Um deles chamava-se Cl\u00e9ofas. Do outro disc\u00edpulo n\u00e3o sabemos a identidade.Jesus ressuscitado vai-lhes ao encontro. Eles n\u00e3o o reconhecem. 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