{"id":2938,"date":"2023-08-14T00:00:00","date_gmt":"2023-08-14T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-maximiliano-maria-kolbe\/"},"modified":"2023-01-02T17:10:11","modified_gmt":"2023-01-02T20:10:11","slug":"sao-maximiliano-maria-kolbe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-maximiliano-maria-kolbe\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Maximiliano Maria Kolbe"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Raimundo Kolbe nasceu no dia 8 de janeiro de 1894, em Zdunska Wola, na Pol\u00f4nia, numa fam\u00edlia de oper\u00e1rios profundamente religiosos, que lhe deram pouco conforto material, mas proporcionaram-lhe um ambiente de f\u00e9 e acolhida da vontade de Deus.<\/p>\n<p>Por volta dos nove anos, ajoelhado diante do orat\u00f3rio na modesta casa de seus pais, apareceu-lhe a Virgem Maria, segurando uma flor branca \u0096 representando a virgindade \u0096 e uma vermelha \u0096 simbolizando o mart\u00edrio \u0096 e perguntou-lhe qual preferia; ele, angustiado pela dif\u00edcil escolha, respondeu: \u0093As duas\u0094.<\/p>\n<p>Aos 13 anos, entrou no semin\u00e1rio dos Frades Menores Conventuais e, emitindo sua profiss\u00e3o religiosa, recebeu o nome de Maximiliano Maria. Concluindo os estudos preliminares, foi enviado a Roma para obter doutorado em filosofia e teologia.<br \/>\nEm 1917, movido por um incondicional amor a Maria, fundou o movimento de apostolado mariano \u0093Mil\u00edcia da Imaculada\u0094. A mil\u00edcia seria uma ferramenta nas m\u00e3os da Medianeira Imaculada para a convers\u00e3o e santifica\u00e7\u00e3o de muitos. No ano seguinte, 1918, foi ordenado sacerdote e voltou \u00e0 sua p\u00e1tria, onde foi designado para lecionar no Semin\u00e1rio Franciscano, em Crac\u00f3via. Ent\u00e3o, organizou o primeiro grupo da mil\u00edcia fora da It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Recebendo a permiss\u00e3o de seus superiores para dedicar-se mais \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da mil\u00edcia e desejoso de que muitas almas conhecessem a Deus e amassem a Nossa Senhora, come\u00e7ou a evangelizar atrav\u00e9s da imprensa escrita. Em 1922, mesmo sem dispor de recursos financeiros, fundou uma revista mensal intitulada \u0093Cavaleiro da Imaculada\u0094, que poucos anos depois chegava \u00e0 elevada tiragem de um milh\u00e3o de exemplares. A esta revista seguiram-se outras iniciativas editoriais: uma revista para crian\u00e7as, \u0093Pequeno Cavaleiro da Imaculada\u0094; uma revista latina para sacerdotes, \u0093Miles Immaculatae\u0094, e um di\u00e1rio que chamou de \u0093Pequeno Jornal\u0094, com 200 mil exemplares. O apostolado da imprensa era seu carisma.<\/p>\n<p>Em 1929, fundou o convento chamado \u0093Niepokalanow\u0094, que significa cidade de Maria. Era um verdadeiro recanto de ora\u00e7\u00e3o e caloroso posto de trabalho para aqueles franciscanos engajados na evangeliza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da imprensa. Dois anos depois, atendendo ao pedido do Santo Padre aos religiosos para auxiliar os esfor\u00e7os mission\u00e1rios da Igreja, foi para o Jap\u00e3o e fundou outra cidade da Imaculada, a \u0093Mugenzai no Sono\u0094. Em Nagasaki fundou tamb\u00e9m a revista \u0093Cavaleiro da Imaculada\u0094, que, apesar do restrito meio cat\u00f3lico, alcan\u00e7ou a tiragem de 50 mil exemplares.<\/p>\n<p>Desejava ir para a \u00cdndia e para os pa\u00edses \u00e1rabes e, tamb\u00e9m l\u00e1, fundar revistas e jornais que propagassem a devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Imaculada, como instrumento de divulga\u00e7\u00e3o do Reino. No entanto, teve de retornar \u00e0 Pol\u00f4nia, como diretor espiritual de Niepokalanow, em 1936.<br \/>\nDe 1936 a 1939, in\u00edcio da Segunda Grande Guerra, Maximiliano Kolbe redobrou seu zelo no apostolado da imprensa, enquanto se ocupava tamb\u00e9m da dire\u00e7\u00e3o do convento e da forma\u00e7\u00e3o de 200 jovens. No dia 1\u00ba de setembro de 1939, as tropas nazistas tomaram a Pol\u00f4nia de surpresa, destruindo qualquer resist\u00eancia. Os frades foram dispersos e Niepokalanow foi saqueada. Frei Maximiliano e cerca de 40 outros frades foram levados para os campos de concentra\u00e7\u00e3o. Na celebra\u00e7\u00e3o da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o do mesmo ano foram libertos.<\/p>\n<p>Para incriminar Frei Maximiliano Maria Kolbe, a Gestapo permitiu uma impress\u00e3o final do \u0093Cavaleiro da Imaculada\u0094, em dezembro de 1940. No dia 17 de fevereiro de 1941, foi preso e levado \u00e0 pris\u00e3o Pawiak, na Vars\u00f3via, e, ao fim de maio do mesmo ano, foi transferido para o campo de exterm\u00ednio de Auschwitz, perto de Crac\u00f3via. Era um campo de horrores. L\u00e1 foram mortos, depois de incr\u00edveis sofrimentos, quatro milh\u00f5es de seres humanos. Os judeus e os padres eram os mais perseguidos. Os judeus tinham o direito de viver duas semanas, e os padres cat\u00f3licos, um m\u00eas.<\/p>\n<p>Em resposta ao \u00f3dio dos guardas da pris\u00e3o, Frei Maximiliano era obediente e sempre pronto a perdoar. E aconselhava os colegas prisioneiros a confiar na Imaculada, a perdoar, a amar os inimigos e orar pelos perseguidores: \u0093O \u00f3dio n\u00e3o \u00e9 a for\u00e7a criativa; a for\u00e7a criativa \u00e9 o amor\u0094. Era notado pela generosidade em dar o seu alimento aos outros, apesar dos preju\u00edzos da desnutri\u00e7\u00e3o que sofria, e por ir sempre ao fim da fila da enfermaria, apesar da tuberculose aguda que o afligia.<\/p>\n<p>Na noite de 3 de agosto de 1941, um prisioneiro escapou com sucesso da mesma se\u00e7\u00e3o onde Frei Maximiliano estava detido. Em repres\u00e1lia, o comandante ordenou a morte por inani\u00e7\u00e3o de 10 prisioneiros, escolhidos aleatoriamente. O sargento Franciszek Gajowniczek, que fora escolhido para morrer, gritou lamentando que nunca mais veria a esposa e os filhos. Ent\u00e3o, saiu da fila o prisioneiro n\u00ba 16670, pedindo ao comandante o favor de poder substituir aquele pai de fam\u00edlia. O comandante perguntou, aos berros, quem era aquele \u0093louco\u0094, e, ao ouvir ser um padre cat\u00f3lico, aquiesceu ao pedido.<\/p>\n<p>Os 10 prisioneiros, despidos, foram empurrados numa pequena, \u00famida e totalmente escura cela dos subterr\u00e2neos, para morrer de fome. Durante 10 dias Frei Maximiliano conduziu os outros prisioneiros com c\u00e2nticos e ora\u00e7\u00f5es, e os consolou um a um na hora da morte. Ap\u00f3s esses dias, como ainda estava vivo, recebeu uma inje\u00e7\u00e3o letal e partiu para o para\u00edso. Era o dia 14 de agosto de 1941.<\/p>\n<p>O corpo de Maximiliano Kolbe foi cremado e suas cinzas atiradas ao vento. Numa carta, quase prevendo seu fim, escrevera: \u0093Quero ser reduzido a p\u00f3 pela Imaculada e espalhado pelo vento do mundo\u0094.<br \/>\nAo final da Guerra, come\u00e7ou um movimento pela beatifica\u00e7\u00e3o do Frei Maximiliano Maria Kolbe, que ocorreu em 17 de outubro de 1971, pelo Papa Paulo VI. Em 1982, na presen\u00e7a de Franciszek Gajowniczek, que sobreviveu aos horrores do campo de concentra\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Maximiliano foi canonizado pelo Papa Jo\u00e3o Paulo II, como m\u00e1rtir da caridade. Por seu intenso apostolado, \u00e9 considerado o patrono da imprensa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Maximiliano Maria Kolbe, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Raimundo Kolbe nasceu no dia 8 de janeiro de 1894, em Zdunska Wola, na Pol\u00f4nia, numa fam\u00edlia de oper\u00e1rios profundamente religiosos, que lhe deram pouco conforto material, mas proporcionaram-lhe um ambiente de f\u00e9 e acolhida da vontade de Deus. 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