{"id":29215,"date":"2017-03-30T20:10:52","date_gmt":"2017-03-30T23:10:52","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/03\/30\/a-depressao-e-a-religiosidade\/"},"modified":"2017-06-09T16:05:19","modified_gmt":"2017-06-09T19:05:19","slug":"a-depressao-e-a-religiosidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-depressao-e-a-religiosidade\/","title":{"rendered":"A depress\u00e3o e a religiosidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias2017\/2015-04-life-of-pix-free-990x660.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>75% das pessoas com depress\u00e3o n\u00e3o sabem que est\u00e3o doentes e por isso sofrem sem tratamento adequado<\/p>\n<p>Uma silenciosa epidemia est\u00e1 assustando cientistas do mundo todo. Estima-se que s\u00f3 no Brasil 10 milh\u00f5es de indiv\u00edduos sofrem com a doen\u00e7a j\u00e1 considerada o \u201cMal do S\u00e9culo XXI\u201d.<\/p>\n<p>Estamos falando da \u201cdepress\u00e3o\u201d, uma mol\u00e9stia que, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, \u00e9 avaliada como uma das doen\u00e7as mais caras para a sociedade, pois o consumo de antidepressivos no Pa\u00eds movimenta cerca de 140 milh\u00f5es de d\u00f3lares por ano, al\u00e9m dos preju\u00edzos decorrentes da perda de produtividade e dos afastamentos no trabalho, sem contar os custos do sofrimento humano que n\u00e3o podem ser mensurados.<\/p>\n<p>Estima-se que devido ao desconhecimento das pessoas sobre o tema, somente 1 em cada 4 indiv\u00edduos com depress\u00e3o tem conhecimento do transtorno que o aflige e consegue buscar aux\u00edlio. Ou seja, 75% das pessoas com depress\u00e3o n\u00e3o sabem que est\u00e3o doentes e por isso sofrem sem tratamento adequado, apresentando perda da autoestima e da capacidade de se concentrar, o que leva a dificuldades profissionais e familiares.<\/p>\n<p>\u00c9 natural que as atribula\u00e7\u00f5es do dia a dia, os acertos e erros, os problemas comuns no trabalho e nos relacionamentos causem varia\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias no humor de um indiv\u00edduo. \u00c9 tamb\u00e9m normal e at\u00e9 esperado que um indiv\u00edduo fique alguns dias sem \u00e2nimo e triste ap\u00f3s perder um ente querido ou ir mal em uma prova. Isso, por\u00e9m, n\u00e3o significa que a pessoa est\u00e1 com depress\u00e3o. Vivenciar e lidar com esses per\u00edodos de tristeza ou de luto fazem parte do desenvolvimento da personalidade humana.<\/p>\n<p>Entretanto, em certos indiv\u00edduos ocorrem algumas altera\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas no c\u00e9rebro \u2013 subst\u00e2ncias respons\u00e1veis pela alegria e equil\u00edbrio do humor \u2013, pois a serotonina, a noradrenalina e a dopamina est\u00e3o em desequil\u00edbrio e isso desencadeia a depress\u00e3o: um estado de humor acabrunhado e de tristeza, que n\u00e3o est\u00e3o diretamente relacionados a experi\u00eancias tristes.<\/p>\n<p>Pessoas com depress\u00e3o se sentem infelizes a maior parte do tempo, apresentam interesse diminu\u00eddo ou perda de prazer para realizar as atividades de rotina (estado conhecido como aned\u00f4nia), sensa\u00e7\u00e3o de inutilidade ou culpa excessiva, dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o, fadiga ou perda de energia, dist\u00farbios do sono (tanto pode ocorrer ins\u00f4nia como sono excessivo), perda ou ganho significativo de peso, mesmo em altera\u00e7\u00e3o na alimenta\u00e7\u00e3o, bem como ideias recorrentes de morte ou suic\u00eddio. <\/p>\n<p>Conhecer esses sintomas \u00e9 importante para que o indiv\u00edduo possa sair do grupo dos 75% desconhecedores da doen\u00e7a e consiga buscar tratamento que consiste em psicoterapia e, nos casos graves, no uso de medicamentos conhecidos como antidepressivos.<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar, por fim, que diversos estudos e pesquisas cient\u00edficas est\u00e3o evidenciando a import\u00e2ncia da religiosidade na preven\u00e7\u00e3o da depress\u00e3o. Um interessante trabalho publicado no Journal of Adolescent Health, em 2005, demonstrou o seguinte: indiv\u00edduos que relatam ter uma religi\u00e3o e frequentam servi\u00e7os religiosos (como a Santa Missa) apresentam menos depress\u00e3o e menos comportamentos de risco \u00e0 sa\u00fade (como consumo de subst\u00e2ncias il\u00edcitas). Tais estudos sugerem que a religiosidade promove a resili\u00eancia (capacidade de lidar com situa\u00e7\u00f5es adversas) e h\u00e1bitos de vida mais seguros, o que interfere positivamente na sa\u00fade mental da pessoa.\u00a0 <\/p>\n<p>Mais: um estudo publicado no peri\u00f3dico Jama Psychiatry, em 2013, realizado na Universidade de Columbia (EUA), com 103 pessoas com idades entre 18 e 54 anos, demonstrou que os indiv\u00edduos com chances de desenvolver depress\u00e3o t\u00eam a espessura do c\u00f3rtex cerebral mais fina, ao passo que as religiosas, por isso com menor risco de depress\u00e3o, t\u00eam uma espessura mais grossa.<\/p>\n<p>Trabalhos anteriores a esse j\u00e1 haviam demonstrado que entre pessoas com predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica \u00e0 depress\u00e3o aquelas que s\u00e3o religiosas podem ter um risco at\u00e9 90% menor de desenvolver o transtorno do que as que n\u00e3o s\u00e3o religiosas.<\/p>\n<p>Note-se que s\u00e3o dados oferecidos pela ci\u00eancia experimental e n\u00e3o pela f\u00e9.<\/p>\n<p>Vanderlei de Lima \u00e9 fil\u00f3sofo; Igor Precinoti \u00e9 m\u00e9dico, p\u00f3s-graduado em Medicina Intensiva (UTI), especialista em Infectologia e doutorando em Cl\u00ednica M\u00e9dica pela USP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>75% das pessoas com depress\u00e3o n\u00e3o sabem que est\u00e3o doentes e por isso sofrem sem tratamento adequado Uma silenciosa epidemia est\u00e1 assustando cientistas do mundo todo. 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