{"id":29125,"date":"2017-03-27T19:41:54","date_gmt":"2017-03-27T22:41:54","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/03\/27\/liturgia-da-igreja-e-a-exuberante-natureza\/"},"modified":"2017-06-12T09:09:03","modified_gmt":"2017-06-12T12:09:03","slug":"liturgia-da-igreja-e-a-exuberante-natureza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/liturgia-da-igreja-e-a-exuberante-natureza\/","title":{"rendered":"Liturgia da Igreja e a exuberante natureza."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias2017\/119 ilustracao opiniao liturgia e natureza.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Jos\u00e9 Ulisses Leva \u00e9 padre secular, doutor em Hist\u00f3ria Eclesi\u00e1stica pela Pontif\u00edcia Universidade Gregoriana e professor da Faculdade de Teologia da PUC-SP.<\/p>\n<p>A bel\u00edssima mistagogia da nossa Igreja \u00e9 alicer\u00e7ada sobre as Verdades dos Mist\u00e9rios da Encarna\u00e7\u00e3o e da Ressurrei\u00e7\u00e3o. Do nascer ao acaso da vida somos presenteados pela narrativa do nascimento do Verbo de Deus e Sua gloriosa P\u00e1scoa, que nos remete \u00e0 eternidade.<br \/>A natureza se manifesta exuberante no per\u00edodo. A Campanha da Fraternidade deste ano nos lembra que devemos \u201cCultivar e guardar a cria\u00e7\u00e3o\u201d (Gn 2, 15). A cria\u00e7\u00e3o \u00e9 obra maravilhosa do Alt\u00edssimo e Onipotente Deus. \u201cDeus, nosso Pai e Senhor, n\u00f3s vos louvamos e bendizemos por vossa infinita bondade. Criastes o universo com sabedoria e o entregastes em nossas fr\u00e1geis m\u00e3os pra que dele cuidemos com carinho e amor\u201d (Ora\u00e7\u00e3o da C\/F 2017). A Quaresma nos lembra o itiner\u00e1rio dos \u00faltimos momentos na Terra de Cristo Jesus e marca, profundamente, o caminho da sua Paix\u00e3o, Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o. Recorda-nos, tamb\u00e9m, sobretudo como Igreja no Brasil, que devemos cuidar e amar a bel\u00edssima obra do Criador.<br \/>As pessoas que habitam no Hemisf\u00e9rio Norte podem meditar profusamente o per\u00edodo quaresmal. Elas vivem o momento lit\u00fargico entre as Esta\u00e7\u00f5es inverno\/primavera. A P\u00e1scoa Crist\u00e3 nos indica a passagem entre o rigoroso inverno, sem vida, para a entrada da esta\u00e7\u00e3o das flores e o sentido da vida que nasce resplandecente.<br \/>Vivendo no Hemisf\u00e9rio Sul, entre as Esta\u00e7\u00f5es ver\u00e3o\/outono, somos agraciados pela natureza, quando as quaresmeiras se apresentam radiantes, combinando com o paramento roxo da Igreja. Somos convidados ao jejum, \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e \u00e0 esmola, como nos recorda a Palavra de Deus na celebra\u00e7\u00e3o da Quarta-feira de Cinzas. Saindo das Par\u00f3quias e Capelas somos lembrados pela natureza, que nos ajuda a refletirmos sobre o per\u00edodo lit\u00fargico atual.<br \/>Apreciando a natureza, especialmente a Mata Atl\u00e2ntica, que cobre boa parte do Estado de S\u00e3o Paulo, como homens e mulheres, crentes ou n\u00e3o crentes, percebemos Deus nos falando na explos\u00e3o das cores e cercando-nos de carinho na majestosa cria\u00e7\u00e3o. Como crist\u00e3os, ligamos a a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica da Igreja com o colorido das \u00e1rvores, especialmente quaresmeiras e manac\u00e1s. Quantos que n\u00e3o professam a F\u00e9 em Cristo Jesus tamb\u00e9m podem observar algo diferente nas cores emanadas das \u00e1rvores, mormente na tonalidade roxa, que enfeita nossas pra\u00e7as, parques e avenidas.<br \/>A celebra\u00e7\u00e3o da Quarta-feira de Cinzas lembrou-nos da nossa ef\u00eamera vida, sem a prote\u00e7\u00e3o e o carinho de Deus. Por isso recordou-nos: \u201cCompletou-se o tempo, e o Reino de Deus est\u00e1 pr\u00f3ximo. Convertei-vos e crede no Evangelho\u201d (Mc 1, 15).<br \/>Lemos, no Livro do G\u00eanesis, que somos feitos do barro e necessitamos do sopro divino para existirmos: \u201cO Senhor Deus formou o homem do p\u00f3 da terra, soprou-lhe nas narinas o sopro da vida e o homem tornou-se um ser vivente\u201d (Gn 2, 7). O barro \u00e9 apenas barro. Deus criou-nos do p\u00f3 da terra com o sopro divino. Somos seres viventes em Deus.<br \/>O oleiro trabalha o barro, prepara a sua obra de arte, e a entrega inanimada, enquanto Deus infla o sopro divino nas nossas narinas e n\u00f3s ganhamos a possibilidade de viver consciente e plenamente. <br \/>Deus estabeleceu a rela\u00e7\u00e3o de amor entre Ele e n\u00f3s. Soprou em nossas narinas o alento da vida para que respir\u00e1ssemos e cuid\u00e1ssemos uns dos outros e de toda a Casa comum. Em tempos como o nosso, como crist\u00e3os, somos chamados a viver e celebrar o tempo lit\u00fargico da Quaresma, que nos prepara para a bel\u00edssima Celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa. Tempo favor\u00e1vel, tamb\u00e9m, para lembrarmos e cuidarmos de toda a obra da cria\u00e7\u00e3o. Enquanto cuidamos da Terra, honramos a Deus, respeitamos os outros e passamos a amar a n\u00f3s mesmos, porque valorizamos e somos valorizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: N\u00facleo F\u00e9 e Cultura<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Ulisses Leva \u00e9 padre secular, doutor em Hist\u00f3ria Eclesi\u00e1stica pela Pontif\u00edcia Universidade Gregoriana e professor da Faculdade de Teologia da PUC-SP. A bel\u00edssima mistagogia da nossa Igreja \u00e9 alicer\u00e7ada sobre as Verdades dos Mist\u00e9rios da Encarna\u00e7\u00e3o e da Ressurrei\u00e7\u00e3o. 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