{"id":29107,"date":"2017-03-27T18:35:34","date_gmt":"2017-03-27T21:35:34","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/03\/27\/amor-onde-nao-ha-amor\/"},"modified":"2017-06-12T09:20:01","modified_gmt":"2017-06-12T12:20:01","slug":"amor-onde-nao-ha-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/amor-onde-nao-ha-amor\/","title":{"rendered":"Amor onde n\u00e3o h\u00e1 amor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Como aprender do cego de nascen\u00e7a, homem exclu\u00eddo pela sociedade de seu tempo, quando todos o asseguravam que seria tamb\u00e9m esquecido por Deus? Quando experimentamos o sofrimento, mesmo desiludidos e desencorajados com nossa f\u00e9 colocada \u00e0 prova, surgem, providencialmente, muitas vezes, pessoas como se fossem a pr\u00f3pria m\u00e3o de Deus, com palavras de \u00e2nimo, consolo e esperan\u00e7a. Como o povo de Deus de outrora, devemos acolh\u00ea-las, confiantes de que \u00e9 o mesmo Deus presente e escondido na dor e no sofrimento, revelando-se a seu povo. Jesus foi chamado por Deus para defender, acolher e curar precisamente aquela pessoa que fora exclu\u00edda e humilhada. A luminosidade de Jesus faz de verdade a diferen\u00e7a naquele pobre homem, a ponto de resgat\u00e1-lo, tirando-o do h\u00e1bito vergonhoso de mendigar.<br \/>Pe\u00e7amos a Nosso Senhor Jesus Cristo que nos cure de nossas cegueiras f\u00edsicas, sociais e espirituais, dando-nos a gra\u00e7a, sempre e cada vez maior, de aceitar e reconhecer, sem nunca excluir, o nosso irm\u00e3o como um filho de Deus que merece respeito e dignidade. A profiss\u00e3o de f\u00e9 do cego &#8211; &#8220;Senhor, eu creio&#8221; &#8211; \u00e9 para que se compreenda que Jesus n\u00e3o abandona quem sinceramente O procura e O ama. Mesmo que seja exclu\u00eddo e sofra repreens\u00e3o e grito de autoridades, comunidades e institui\u00e7\u00f5es religiosas, aquele que \u00e9 contado como louco, n\u00e3o estando de acordo com muitas normas e leis; ele participa, com certeza, do privil\u00e9gio de estar em um bom lugar, de experimentar a presen\u00e7a amorosa de Jesus.<br \/>Reflitamos sobre o texto do cego de nascen\u00e7a, profundamente marcado pela exclus\u00e3o e marginaliza\u00e7\u00e3o religiosa e social, na dor da sua enfermidade, com a concep\u00e7\u00e3o da \u00e9poca, de que pessoas com tais enfermidades carregavam consigo um castigo de Deus. Essas pessoas eram eliminadas do conv\u00edvio humano e social, n\u00e3o podendo se aproximar de seus semelhantes, causando-lhes grande dor e terr\u00edvel sofrimento. O milagre de Jesus naquele cego de nascen\u00e7a, no gesto de misturar Sua saliva com a terra e fazer lama, rompe e ultrapassa barreiras, indicando-nos a saliva como uma energia que, ao se encontrar com a m\u00e3e terra, dom sagrado de Deus, percebe-se a manifesta\u00e7\u00e3o de Sua generosa bondade.<br \/>O encontro com Jesus muda por completo sua vida, numa luminosidade tal que o leva a desfrutar de uma nova vida, tendo por base a dignidade de filho de Deus. Em Jesus, poder e vontade andam juntos e confundem-se. Na cura do cego de nascen\u00e7a, o Filho de Deus mostra e revela ao mundo, de um modo pedag\u00f3gico, seu poder salvador. \u00c9 a realiza\u00e7\u00e3o da vontade do Pai ensinando \u00e0 humanidade o verdadeiro sentido da vida, ao nos assegurar que tudo foi feito por amor e para a felicidade de todos, e n\u00e3o para alguns. Jesus anuncia que o reino de Deus j\u00e1 chegou, manifestando-se nos mais distantes, exclu\u00eddos e necessitados. Am\u00e9m!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como aprender do cego de nascen\u00e7a, homem exclu\u00eddo pela sociedade de seu tempo, quando todos o asseguravam que seria tamb\u00e9m esquecido por Deus? 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