{"id":29027,"date":"2017-03-23T11:37:11","date_gmt":"2017-03-23T14:37:11","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/03\/23\/da-confusao-a-luz\/"},"modified":"2017-06-12T10:11:22","modified_gmt":"2017-06-12T13:11:22","slug":"da-confusao-a-luz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/da-confusao-a-luz\/","title":{"rendered":"Da confus\u00e3o \u00e0 luz"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Evangelho do quarto domingo da Quaresma(cf. Jo 9,1-41) \u00e9 uma longa e preciosa hist\u00f3ria. \u00c9 poss\u00edvel falar sobre ele e coment\u00e1-lo de muitas formas: as atitudes dos v\u00e1rios personagens, identificando-nos com uns e com outros. Entretanto, vamos nos centrar na rela\u00e7\u00e3o entre o cego e Jesus. Se deixarmos de lado todas as discuss\u00f5es e di\u00e1logos posteriores ao milagre, o relato do milagre como tal \u00e9 muito breve. Jesus se aproxima do cego \u2013 n\u00e3o \u00e9 dito que o cego tenha pedido sua cura, simplesmente estava ali e Jesus o viu \u2013 cospe na terra, faz barro com a saliva, com ele, unta os olhos do cego e lhe diz que v\u00e1 se lavar. O cego obedece e recobra a vista. A seguir, vem toda a discuss\u00e3o entre os conhecidos \u2013 a fam\u00edlia, os fariseus e o cego. Jesus praticamente desaparece do relato. At\u00e9 que, no final, se encontra uma vez mais com o cego, que fora expulso da sinagoga simplesmente por contar o que lhe havia acontecido, e o convida a acreditar nele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devemos prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 maneira da cura. Jesus passa barro nos olhos do cego. \u00c9 como se Jesus levasse o cego a uma confus\u00e3o ainda maior. De fato, o cego vivia tranq\u00fcilo e contente com sua situa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o pede a Jesus que o cure. Simplesmente estava ali quando Jesus passou. Podemos pensar que, se era cego de nascen\u00e7a, n\u00e3o sentiria nenhuma necessidade de enxergar. Para qu\u00ea? Seu mundo sempre fora escuro. N\u00e3o conhecia a luz nem sentia sua falta. Talvez nem sequer tivesse consci\u00eancia de que tinha olhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus o faz tomar consci\u00eancia de sua realidade. O barro nos olhos fez o cego sentir dor. Fez com que ele sentisse que tinha olhos. N\u00e3o \u00e9 verdade que a dor nos faz sentir o pr\u00f3prio corpo de uma forma especial? Algo dessa natureza aconteceu com o cego. Logo veio a instru\u00e7\u00e3o: \u201cV\u00e1 se lavar\u201d. \u201cLavar o qu\u00ea?\u201d, pensaria o cego. Mas foi e, ao se lavar, descobriu pela primeira vez o que era a vis\u00e3o. Descobriu o mundo. Descobriu a si mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua exist\u00eancia tranq\u00fcila complicou-se muit\u00edssimo. De repente, viu-se em confronto com seus conhecidos e com seu mundo. Os fariseus acabaram por expuls\u00e1-lo da sinagoga e seus\u00a0 pr\u00f3prios familiares n\u00e3o queriam muito saber dele. No final, encontra-se com Jesus e, com a vis\u00e3o que acabara de ganhar, reconhece o Salvador: \u201dCreio, Senhor\u201d. E se prostra diante dele.<br \/>Na metade da Quaresma, o Evangelho nos diz que Jesus \u00e9 a luz do mundo. \u00c9 a nossa luz. Faz-nos ver a realidade de nossas vidas. Tira-nos da escurid\u00e3o em que nos sentimos acomodados. Descobre-nos o que gostar\u00edamos que ficasse oculto. Faz-nos enfrentar nossa pr\u00f3pria realidade. Tornam-se vis\u00edveis as nossas atitudes miser\u00e1veis, ego\u00edsticas e nos desafia a dar uma resposta: quem se anima a abrir os olhos?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Evangelho do quarto domingo da Quaresma(cf. 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