{"id":29014,"date":"2017-03-22T13:33:37","date_gmt":"2017-03-22T16:33:37","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/03\/22\/medicos-portugueses-contra-a-eutanasia-nao-somos-donos-da-vida\/"},"modified":"2017-06-12T10:17:01","modified_gmt":"2017-06-12T13:17:01","slug":"medicos-portugueses-contra-a-eutanasia-nao-somos-donos-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/medicos-portugueses-contra-a-eutanasia-nao-somos-donos-da-vida\/","title":{"rendered":"M\u00e9dicos portugueses contra a eutan\u00e1sia: N\u00e3o somos donos da vida"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias2017\/intravenous-141551_1920.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Lisboa, (ACI).- A Associa\u00e7\u00e3o dos M\u00e9dicos Cat\u00f3licos Portugueses (AMCP) publicou um comunicado no qual reafirma a \u201csua absoluta oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00e1tica da eutan\u00e1sia\u201d, que est\u00e1 prestes a ser votada na Assembleia da Rep\u00fablica de Portugal, e ressalta o valor da vida humana, o papel do m\u00e9dico e da medicina.<\/p>\n<p>O texto foi aprovado por unanimidade durante o Conselho Nacional, realizado no \u00faltimo dia 18 de mar\u00e7o, em F\u00e1tima, e vem em resposta \u00e0 \u201capresenta\u00e7\u00e3o na Assembleia da Rep\u00fablica de dois projetos de lei que visam legalizar a pr\u00e1tica da eutan\u00e1sia\u201d.<\/p>\n<p>Os m\u00e9dicos cat\u00f3licos pontuam que os debates em torno da eutan\u00e1sia introduzem \u201cideias como as da autodetermina\u00e7\u00e3o, da liberdade, da dignidade e da compaix\u00e3o\u201d. Por\u00e9m, alertam que \u201co uso destes termos pretende confundir e manipular a opini\u00e3o p\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA vida \u00e9 um direito inviol\u00e1vel e irrenunci\u00e1vel. Ningu\u00e9m dever\u00e1 ter, seja em que circunst\u00e2ncias for, o direito a ser morto\u201d, afirmam, ressaltando que \u201cn\u00e3o se elimina o sofrimento com a morte: com a morte elimina-se a pessoa que sofre\u201d.<\/p>\n<p>Ao sublinhar que acreditam que \u201ca vida \u00e9 um valor\u201d, reafirmam, \u201ccom convic\u00e7\u00e3o e fortaleza, que toda vida merece acolhimento, respeito e prote\u00e7\u00e3o\u201d e que nada, \u201cmuito menos a doen\u00e7a ou o sofrimento\u201d, a tornar\u00e1 indigna.<\/p>\n<p>O comunicado chama aten\u00e7\u00e3o ainda para as quest\u00f5es \u00e9ticas e apresentam como uma primeira raz\u00e3o para ser contra a eutan\u00e1sia o seguinte fato: \u201cSomos m\u00e9dicos\u201d. \u201cQueremos honrar e cumprir o nosso c\u00f3digo deontol\u00f3gico, que entendemos como garante do respeito pela vida humana desde o nascimento at\u00e9 \u00e0 morte natural\u201d, declaram.<\/p>\n<p>Dessa forma, recordam que \u201cos princ\u00edpios da medicina excluem a pr\u00e1tica da eutan\u00e1sia, da distan\u00e1sia e do suic\u00eddio assistido\u201d. Al\u00e9m disso, assinalam, \u201c\u00e9 fun\u00e7\u00e3o da medicina e do m\u00e9dico minorar o sofrimento do doente\u201d com compet\u00eancia t\u00e9cnica e com humanidade, sabendo tamb\u00e9m que \u201cn\u00e3o somos donos da vida dos nossos doentes, como n\u00e3o somos donos da sua morte\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 poss\u00edvel aliviar a dor f\u00edsica intensa e a ang\u00fastia\u201d, garantem, recordam que \u201cos medicamentos hoje dispon\u00edveis tornam poss\u00edvel o bem estar, sem dor\u201d.<\/p>\n<p>Nesse sentido, \u201ca AMCP defende o alargamento das redes de cuidados continuados e de cuidados paliativos\u201d, indicando que \u201c\u00e9 preciso aprofundar as quest\u00f5es relativas ao fim de vida, aos idosos, \u00e0 solid\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Por isso, \u201cs\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas p\u00fablicas que promovam a coes\u00e3o social e a prote\u00e7\u00e3o dos mais fr\u00e1geis\u201d, uma vez que \u201cquem se sente acompanhado, n\u00e3o desespera perante a morte e n\u00e3o pede a morte como solu\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s \u2013 m\u00e9dicos e cat\u00f3licos \u2013 queremos estar ao servi\u00e7o da vida e dos nossos doentes. Sabemos a import\u00e2ncia da confian\u00e7a na rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-doente e no sistema de sa\u00fade. A possibilidade da eutan\u00e1sia fere de morte esta confian\u00e7a. Manifestamos, pois, a nossa veemente oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 legaliza\u00e7\u00e3o da eutan\u00e1sia e \u00e0 viola\u00e7\u00e3o ou altera\u00e7\u00e3o do c\u00f3digo deontol\u00f3gico\u201d, acrescentam, ao concluir que \u201ca eutan\u00e1sia n\u00e3o \u00e9 um ato m\u00e9dico\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Acidigital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa, (ACI).- A Associa\u00e7\u00e3o dos M\u00e9dicos Cat\u00f3licos Portugueses (AMCP) publicou um comunicado no qual reafirma a \u201csua absoluta oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00e1tica da eutan\u00e1sia\u201d, que est\u00e1 prestes a ser votada na Assembleia da Rep\u00fablica de Portugal, e ressalta o valor da vida humana, o papel do m\u00e9dico e da medicina. 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