{"id":2900,"date":"2013-07-31T18:16:29","date_gmt":"2013-07-31T21:16:29","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/perseveranca-e-confianca-na-oracao\/"},"modified":"2017-03-22T13:37:21","modified_gmt":"2017-03-22T16:37:21","slug":"perseveranca-e-confianca-na-oracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/perseveranca-e-confianca-na-oracao\/","title":{"rendered":"Perseveran\u00e7a e Confian\u00e7a na Ora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/convidigal3.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Jesus Cristo ministrou a seus disc\u00edpulos uma aula sobre a ora\u00e7\u00e3o. (Lc 11,1-13). Na verdade, ele atendeu a um pedido: \u0093Senhor, ensina-nos a orar\u0094. A maneira como os disc\u00edpulos viam Jesus absorvido na prece, sem d\u00favida, suscitou neles o secreto desejo de ter parte na vida profunda do Mestre. Queriam, eles tamb\u00e9m, gozar do verdadeiro repouso do contato com Deus. Aspiravam a consola\u00e7\u00e3o para seu cora\u00e7\u00e3o. Desejavam luz para suas vidas. Admir\u00e1vel a pedagogia de Cristo. Ofereceu uma f\u00f3rmula que seria repetida atrav\u00e9s dos tempos e receberia o t\u00edtulo de \u0093ora\u00e7\u00e3o dominical\u0094, porque ensinada pelo pr\u00f3prio Senhor. Duas partes bem distintas, ou seja, a glorifica\u00e7\u00e3o de Deus e a maneira de ser daquele que cr\u00ea. O ser humano precisa do p\u00e3o material e espiritual para poder subsistir; deve perdoar, imitando o Ser Supremo e nunca sucumbir \u00e0s tenta\u00e7\u00f5es. Em seguida, como se fosse um comunicador do terceiro mil\u00eanio, \u00e9 Cristo admiravelmente suscinto, pois sintetiza seu ensinamento na perseveran\u00e7a e na confian\u00e7a. Isto atrav\u00e9s de uma par\u00e1bola didaticamente exposta na qual estas duas condi\u00e7\u00f5es, que devem caracterizar o orante, claramente rebrilham. Pedir, procurar, bater insistentemente na porta daquele que \u00e9 o Todo-poderoso Senhor. Afian\u00e7a Jesus,\u00a0 ent\u00e3o, que o objetivo ser\u00e1 colimado, pois \u0093todo aquele que pede, recebe e quem procura, encontra; e ao que bate, abrir-se-\u00e1 a porta\u0094. Embora Ele centre a aten\u00e7\u00e3o na s\u00faplica, cumpre se ater que o fiel se dirige n\u00e3o a um Deus inteiramente alheio \u00e0 sua criatura, mas a um Pai extremoso que deve ser sempre o referencial primordial de aut\u00eantica prece. J\u00e1 no Antigo Testamento, ao invocar o auxilio divino nos assaltos dos inimigos assim se expressa o salmista: \u0093Elevai-vos, \u00f3 Deus, acima dos c\u00e9us, e em toda a terra derramai a vossa gl\u00f3ria!\u0094 (Sl 57,6).\u00a0 \u00c9 de todo interesse para o ser humano, criado, contingente, que a glorifica\u00e7\u00e3o divina seja uma realidade fulgente, pois somente dentro de seu reino \u00e9 que existe paz, felicidade. Longe dele apenas trevas e ignom\u00ednia. Deste modo, os pedidos t\u00eam como objetivo a liberta\u00e7\u00e3o daquele que se abre ao mist\u00e9rio mesmo da pessoa do Pai. D\u00e1-se ent\u00e3o uma verdadeira inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 rela\u00e7\u00e3o \u00edntima entre o homem e Deus, o finito e o Infinito, o que est\u00e1 no tempo e Aquele que \u00e9 Eterno. Em virtude, por\u00e9m, da repeti\u00e7\u00e3o, muitas vezes mec\u00e2nica do in\u00edcio desta prece ensinada pelo Redentor, n\u00e3o se passa a viver no interior desta afinidade filial e n\u00e3o se d\u00e1 a devida aten\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades essenciais para as quais incidem os pedidos seguintes. Perfeito, por\u00e9m, o ensinamento de Cristo, pois quem entende o sentido profundo da prece n\u00e3o se dirige a um Ente abstrato, nem anda em busca de interesses pessoais. Quer o perd\u00e3o divino, deseja viver no amor que perdoa sempre e quer estar longe, bem longe, de tudo que desagrada ao seu Senhor, porque longe dele n\u00e3o h\u00e1 ventura poss\u00edvel. Ent\u00e3o, ao se dirigir ao Todo-poderoso a alma do orante deve querer se adequar \u00e0 vontade divina e que seus pedidos\u00a0 est\u00e3o envolvidos inteiramente pela reversibilidade do amor. Desta maneira, \u0093o Pai celeste dar\u00e1 o Esp\u00edrito Santo \u00e0queles que lho pedirem\u0094. Unido a Deus que \u00e9 Pai e aos irm\u00e3os a quem se perdoa, surge, de fato, o lugar interior do encontro de cada um com o Esp\u00edrito e a alteridade se faz unidade. O modo como Jesus ensinou a orar permite o fiel entrar com tudo que ele \u00e9 e por tudo que ele faz na sinergia com o ato criador e iluminador da Sabedoria divina. Aquele que se deixa possuir pelo amor a Deus e ao pr\u00f3ximo tudo alcan\u00e7a de Deus, porque a obra mesma do Esp\u00edrito Santo se exerce por excel\u00eancia na efus\u00e3o do perd\u00e3o e da vit\u00f3ria sobre as tenta\u00e7\u00f5es do maligno. Como estas fazem parte do combate e o vitorioso \u00e9 que ser\u00e1 coroado, cumpre rezar com perseveran\u00e7a e confian\u00e7a, porque a tenta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma passagem pela crise, uma experi\u00eancia de julgamento e nunca se pode deixar que o inimigo cante vit\u00f3ria. Deste modo o que se pede a Deus \u00e9 que a\u00a0 for\u00e7a de gravita\u00e7\u00e3o ou de atra\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o do tentador seja transmutada em for\u00e7a ascensional, devido ao dinamismo que se obt\u00e9m da gra\u00e7a de Deus que deve ser assim continuamente solicitada e com aquela certeza que tinha S\u00e3o Paulo: \u0093Eu tudo posso naquele que \u00e9 a minha fortaleza\u0094 (Fp 4,13). Deste modo, a ora\u00e7\u00e3o que Jesus ensinou, levando conscientemente, a entrar no mist\u00e9rio da filia\u00e7\u00e3o divina e na realidade das verdadeiras necessidades humanas coloca o fiel em condi\u00e7\u00f5es de tudo pedir a Deus e alcan\u00e7ar, porque todo pedido estar\u00e1 enquadrado dentro do ensinamento do Mestre divino. Da\u00ed a necessidade \u00f3bvia da perserveran\u00e7a e da confian\u00e7a na ora\u00e7\u00e3o que se torna a chave que abre todos os tesouros do Pai celeste. \u00c9 assim que a prece d\u00e1 ao instante terrestre seu peso de\u00a0 um valor sem medidas. A perseveran\u00e7a e a confian\u00e7a\u00a0 n\u00e3o atravessam o tempo, mas faz o tempo parar por assim dizer perante a eternidade do Ser Supremo que tudo concede \u00e0queles que sabe pedir como Jesus ensinou.<\/p>\n<p>* Professor no Semin\u00e1rio de Mariana durante 40 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jesus Cristo ministrou a seus disc\u00edpulos uma aula sobre a ora\u00e7\u00e3o. (Lc 11,1-13). Na verdade, ele atendeu a um pedido: \u0093Senhor, ensina-nos a orar\u0094. A maneira como os disc\u00edpulos viam Jesus absorvido na prece, sem d\u00favida, suscitou neles o secreto desejo de ter parte na vida profunda do Mestre. 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