{"id":28966,"date":"2017-03-21T16:51:39","date_gmt":"2017-03-21T19:51:39","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/03\/21\/jesus-a-luz-que-ilumina-o-mundo\/"},"modified":"2017-06-12T10:37:46","modified_gmt":"2017-06-12T13:37:46","slug":"jesus-a-luz-que-ilumina-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/jesus-a-luz-que-ilumina-o-mundo\/","title":{"rendered":"Jesus, a luz que ilumina o mundo."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A extraordin\u00e1ria cura de um cego de nascen\u00e7a mostra como Deus n\u00e3o julga o exterior, mas olha dentro do cora\u00e7\u00e3o humano (Jo 9,1-41). Aquele que \u00e9 humilde, fraco, sofredor tem a prefer\u00eancia divina ao contrario dos que julgam pelos crit\u00e9rios humanos os quais valorizam os poderosos. Jesus viu algu\u00e9m que n\u00e3o enxergava desde seu nascimento, desprezado, considerado pecador ou filho daqueles que haviam pecado e logo dele se compadeceu. Ante um julgamento t\u00e3o negativo, Ele, que era luz do mundo, se encheu de compaix\u00e3o perante a cegueira daquele homem. Fez um gesto surpreendente. Antes de simplesmente abrir os olhos do cego cuspiu no ch\u00e3o e fez barro com a saliva e aplicou-o aos olhos daquele sofredor. Cumpre penetrar no significado daquele sinal de Cristo que a primeira vista poderia parecer estranho. H\u00e1 nele um duplo sentido. No in\u00edcio da B\u00edblia o G\u00eanesis relata no cap\u00edtulo segundo que Deus modelou o ser humano com o barro da terra. Era o aparecimento do homem. Pelo gesto de Jesus agora era um homem novo que ele entranhava no cego. Surgia uma nova vida deste encontro com o poderoso taumaturgo e tanto isto \u00e9 verdade que, mais tarde, no reencontro com Cristo o cego curado fez um ato salv\u00edfico de f\u00e9: \u201cEu creio, Senhor. E O adorou\u201d. Jesus lhe restitu\u00edra a vis\u00e3o corporal e espiritual. Aquele lodo de que se serviu Cristo era o s\u00edmbolo do barro do pecado que deforma o olhar humano. S\u00e3o as faltas que impedem de ver a Deus como Pai e o pr\u00f3ximo como irm\u00e3o. Entretanto, Jesus, o taumaturgo, sana tamb\u00e9m o olhar err\u00f4neo que cada um tem sobre si mesmo. Muitos se julgam santos, quando na verdade o mal est\u00e1 enraizado na sua vida pela pr\u00e1tica do desprezo dos mandamentos da Lei do Senhor. Jesus ent\u00e3o manda ir n\u00e3o j\u00e1 \u00e0 piscina de Silo\u00e9, mas ao sacramento da Confiss\u00e3o, fonte onde se lavam todas as maldades, todos os erros. Depara-se ent\u00e3o com Aquele que \u00e9 a luz que ilumina o mundo. A cura do cego de nascen\u00e7a suscitou in\u00fameras d\u00favidas entre seus conhecidos e os fariseus. Quantos incr\u00e9dulos ainda hoje h\u00e1 no mundo que n\u00e3o creem no poder miraculoso de Jesus para si, para os outros, para quantos nele confiam! N\u00e3o percebem que \u00e9 poss\u00edvel a convers\u00e3o dos que se extraviam e n\u00e3o s\u00e3o capazes tamb\u00e9m de perdoar os outros. A quaresma, mais do que um tempo de penit\u00eancia, deve ser um contexto de acolhimento aos outros e a si mesmo. Recep\u00e7\u00e3o generosa da Luz de Deus, esta Luz que \u00e9 Jesus e que deve aclarar a vida de seus seguidores, aumentando-lhes a f\u00e9 nos mist\u00e9rios revelados. O cego de nascen\u00e7a n\u00e3o havia nada pedido a Jesus, mas foi Jesus que tomou a iniciativa. Cristo est\u00e1, sobretudo na Quaresma, \u00e0 porta de cada cora\u00e7\u00e3o e bate. Ele quer iluminar todos os recantos deste cora\u00e7\u00e3o para que seu disc\u00edpulo possa contempl\u00e1-lo na Eucaristia, na pessoa do pr\u00f3ximo, nas belezas da natureza. Ele veio ao mundo como luz para restabelecer inteiramente a dignidade humana. O cego de nascimento que reconheceu a divindade de Cristo se tornou seu seguidor e sublinha a necessidade de que haja um apostolado devotado para que outros cegos passem a enxergar as maravilhas de Deus em seu derredor. A cura do cego fez surgir controv\u00e9rsias e tomadas de posi\u00e7\u00e3o. Isto faz lembrar o ilogismo daqueles que se op\u00f5em ao bom senso e \u00e0 f\u00e9 que se deve ter em Jesus e na sua verdadeira Igreja cat\u00f3lica. Muitos s\u00e3o aqueles que como os pais do cego se esquivam para n\u00e3o se comprometer e at\u00e9 traem sua cren\u00e7a religiosa por interesses muitas vezes irris\u00f3rios. N\u00e3o querem complicar sua vida, mas abandonam a luminosidade de Jesus. O encontro pessoal com Cristo deve levar a uma profiss\u00e3o completa de f\u00e9, porque sen\u00e3o, como disse Jesus, o pecado permanece. Jesus oferece sempre oportunidade para uma escolha s\u00e1bia entre as trevas e a luz. Aquele que prefere sua cegueira espiritual, por\u00e9m, n\u00e3o tem escusas, dado que Deus, como aconteceu com o cego do Evangelho, oferece oportunidade para uma cura total. Ele, contudo, n\u00e3o for\u00e7a a liberdade humana. Os fariseus continuaram os verdadeiros cegos e foram repreendidos pelo Mestre divino. Felizes, contudo, os que acolhem o dom da f\u00e9 e vivem na luz de Cristo dentro da Igreja que guia, conduz e salva. \u00c9 preciso enxergar a evid\u00eancia da presen\u00e7a de Deus no decorrer de todas as horas, tendo com Ele uma amizade pessoal, \u00edntima. Solicitar a Jesus para guardar junto de seu cora\u00e7\u00e3o amoroso todos os passos cotidianos. Assim outros tamb\u00e9m descobrir\u00e3o como \u00e9 doce e suave uma exist\u00eancia sob a luminosidade divina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A extraordin\u00e1ria cura de um cego de nascen\u00e7a mostra como Deus n\u00e3o julga o exterior, mas olha dentro do cora\u00e7\u00e3o humano (Jo 9,1-41). Aquele que \u00e9 humilde, fraco, sofredor tem a prefer\u00eancia divina ao contrario dos que julgam pelos crit\u00e9rios humanos os quais valorizam os poderosos. Jesus viu algu\u00e9m que n\u00e3o enxergava desde seu nascimento, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-28966","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28966","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28966"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28966\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31308,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28966\/revisions\/31308"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28966"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28966"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28966"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}