{"id":28819,"date":"2017-03-13T12:31:50","date_gmt":"2017-03-13T15:31:50","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/03\/13\/jesus-cristo-existiu-mesmo\/"},"modified":"2017-06-12T13:13:24","modified_gmt":"2017-06-12T16:13:24","slug":"jesus-cristo-existiu-mesmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/jesus-cristo-existiu-mesmo\/","title":{"rendered":"Jesus Cristo existiu mesmo?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Uma edi\u00e7\u00e3o da \u201cEnciclop\u00e9dia Brit\u00e2nica\u201d usa 20.000 palavras para descrever a pessoa de Jesus. Essa descri\u00e7\u00e3o ocupa mais espa\u00e7o que a de Arist\u00f3teles, C\u00edcero, Alexandre, J\u00falio C\u00e9sar, Buda, Conf\u00facio, Maom\u00e9 ou Napole\u00e3o Bonaparte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele n\u00e3o era rico, n\u00e3o tinha doutorado, nem tinha influ\u00eancia pol\u00edtica. Tamb\u00e9m n\u00e3o tinha um pal\u00e1cio para morar. Mas o que ele ensinou influencia a vida de milh\u00f5es de pessoas. Ser\u00e1 que Jesus Cristo realmente existiu? O que historiadores e pessoas de destaque, no passado e no presente, disseram sobre a exist\u00eancia de Jesus?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Michael Grant, historiador americano e especialista no estudo de civiliza\u00e7\u00f5es antigas, escreveu: \u201cDevemos usar para o Novo Testamento o mesmo crit\u00e9rio que usamos para outros escritos antigos que cont\u00eam informa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas. Se fizermos isso, teremos de aceitar que Jesus realmente existiu. Se rejeitamos a exist\u00eancia de Jesus, ent\u00e3o podemos rejeitar tamb\u00e9m a exist\u00eancia de v\u00e1rios personagens hist\u00f3ricos pag\u00e3os que ningu\u00e9m duvida que existiram\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rudolf\u00a0 Bultmann, te\u00f3logo alem\u00e3o e professor universit\u00e1rio de estudos do Novo Testamento, declarou: \u201cA d\u00favida quanto \u00e0 exist\u00eancia de Jesus n\u00e3o tem base nem merece ser contestada. Ningu\u00e9m em s\u00e3 consci\u00eancia pode duvidar que Jesus foi o fundador [do cristianismo].\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Will Durant, historiador, escritor e fil\u00f3sofo americano, escreveu: \u201cSeria um milagre ainda mais incr\u00edvel [do que qualquer milagre registrado nos Evangelhos] que apenas em uma gera\u00e7\u00e3o uns tantos homens simples . . . inventassem uma personalidade t\u00e3o poderosa e atraente como a de Jesus, uma moral t\u00e3o elevada e uma t\u00e3o inspiradora ideia da fraternidade humana.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Albert Einstein, f\u00edsico alem\u00e3o, disse: \u201cSou judeu, mas fico encantado com a figura luminosa do Nazareno.\u201d Numa ocasi\u00e3o, perguntaram a ele se acreditava que Jesus tinha existido de verdade. Ele respondeu: \u201cSem d\u00favida! Ningu\u00e9m consegue ler o Evangelho sem sentir a presen\u00e7a real de Jesus. A personalidade dele pulsa em cada palavra. Nenhum mito tem tanta vida assim.\u201d \u201cNingu\u00e9m consegue ler o Evangelho sem sentir a presen\u00e7a real de Jesus\u201d, afirmou Einstein.<\/p>\n<p> O QUE A HIST\u00d3RIA REVELA<br \/>O registro mais detalhado da vida e do minist\u00e9rio de Jesus est\u00e1 nos quatro livros b\u00edblicos conhecidos como Evangelhos, que foram escritos por Mateus, Marcos, Lucas e Jo\u00e3o. Mas v\u00e1rias outras obras antigas e n\u00e3o crist\u00e3s citam o nome de Jesus.<\/p>\n<p>T\u00c1CITO (cerca de\u00a0 56-120 d.C.). T\u00e1cito \u00e9 considerado um dos maiores historiadores romanos da Antiguidade. Uma de suas obras trata do Imp\u00e9rio Romano durante os anos 14 a 68. (Jesus morreu no ano 33.) T\u00e1cito escreveu que o imperador Nero foi acusado de causar um inc\u00eandio que devastou Roma no ano 64. Depois de dizer que Nero p\u00f4s a culpa nos crist\u00e3os, T\u00e1cito escreveu: \u201cO autor do&#8230; nome [\u201ccrist\u00e3os\u201d] foi Cristo, que no governo de Tib\u00e9rio foi condenado ao \u00faltimo supl\u00edcio pelo procurador P\u00f4ncio Pilatos.\u201d (Anais, XV.)<\/p>\n<p>SUET\u00d4NIO (cerca de 69\u2013depois de 122 d.C.). Esse historiador romano registrou eventos que ocorreram durante os governos de v\u00e1rios imperadores romanos. Ao falar do imperador Cl\u00e1udio, Suet\u00f4nio mencionou conflitos que ocorreram entre os judeus em Roma, provavelmente causados por discuss\u00f5es a respeito de Jesus. (Atos 18:2) Ele escreveu que os judeus que causavam tumultos \u201cpor incitamento de Cresto [Cristo, nota], foram expulsos de Roma por ele [Cl\u00e1udio]\u201d. (A Vida dos Doze C\u00e9sares, Editora Martin Claret: 2005, p. 263.) Suet\u00f4nio estava errado ao afirmar que Jesus estava provocando tumultos, mas ele n\u00e3o negou que Jesus existia.<\/p>\n<p>PL\u00cdNIO, O MO\u00c7O (cerca de 61-113 d.C.). Esse escritor romano foi tamb\u00e9m governador da Bit\u00ednia (atual Turquia). Na \u00e9poca, ele escreveu ao imperador Trajano sobre como estava tratando os crist\u00e3os na Bit\u00ednia. Pl\u00ednio disse que tentava for\u00e7ar os crist\u00e3os a renunciar sua f\u00e9 e que executava os que n\u00e3o fizessem isso. Ele escreveu: \u201cDecidi libertar os que&#8230; repetiram comigo uma invoca\u00e7\u00e3o aos deuses [pag\u00e3os] e adoraram&#8230; sua imagem [isto \u00e9, do imperador], &#8230; e que, por fim, amaldi\u00e7oaram Cristo.\u201d (Cartas de Pl\u00ednio,\u00a0 Livro X, XCVI.)<\/p>\n<p> FL\u00c1VIO JOSEFO (cerca de 37-100 d.C.). Em uma de suas obras, esse sacerdote judeu e historiador falou sobre Ananias, um sumo sacerdote judaico com muita influ\u00eancia pol\u00edtica. Fl\u00e1vio Josefo escreveu que Ananias reuniu \u201cum conselho, diante do qual fez comparecer Tiago, irm\u00e3o de Jesus, chamado Cristo\u201d. (Antiguidades Judaicas, Livro XX.)<\/p>\n<p>O TALMUDE, Essa cole\u00e7\u00e3o de escritos religiosos judaicos foi produzida entre os anos 200 e 500. Ela deixa claro que at\u00e9 os inimigos de Jesus acreditavam na sua exist\u00eancia. Um trecho do Talmude diz que na \u201cP\u00e1scoa Yeshu [Jesus], o Nazareno, foi pendurado\u201d. A hist\u00f3ria confirma essa informa\u00e7\u00e3o. (Talmude Babil\u00f4nico, Sin\u00e9drio 43a, C\u00f3dice de Munique; veja Jo 19,14-16). Outra passagem diz: \u201cQue nenhum de nossos filhos ou alunos se envergonhe em p\u00fablico como o Nazareno.\u201d (Talmude Babil\u00f4nico, Berakoth 17b, nota, C\u00f3dice de Munique). \u201cNazareno\u201d era um t\u00edtulo dado a Jesus. \u2014 Lc 18, 37.<br \/>O QUE A B\u00cdBLIA REVELA<br \/>\u201cEm tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence \u00e0 gl\u00f3ria e o poder para todo o sempre. Am\u00e9m\u201d (1 Pd 4, 11).<br \/>Os Evangelhos cont\u00eam um relato bem abrangente da vida e do minist\u00e9rio de Jesus. Os nomes de pessoas, lugares e per\u00edodos espec\u00edficos mostram que esses relatos s\u00e3o hist\u00f3ria real. Um exemplo disso est\u00e1 em (Lc 3,1. 2). Esse texto nos ajuda, a saber, a data exata em que Jo\u00e3o Batista, que anunciou a chegada de Cristo, come\u00e7ou a sua obra.<\/p>\n<p>\u201cToda a Escritura \u00e9 inspirada por Deus.\u201d (2 Tm 3,16)<br \/>Lucas escreveu: \u201cNo d\u00e9cimo quinto ano do reinado de Tib\u00e9rio C\u00e9sar \u2014 quando P\u00f4ncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes era governador distrital da Galileia, seu irm\u00e3o Filipe era governador distrital da regi\u00e3o da Itureia e de Traconites, e Lis\u00e2nias era governador distrital de Abilene \u2014, nos dias do principal sacerdote An\u00e1s, e de Caif\u00e1s, a declara\u00e7\u00e3o de Deus chegou a Jo\u00e3o, filho de Zacarias, no deserto.\u201d Essas informa\u00e7\u00f5es detalhadas e historicamente corretas nos ajudam, a saber, que \u201ca declara\u00e7\u00e3o de Deus chegou a Jo\u00e3o\u201d no ano 29.<br \/> As sete pessoas que Lucas citou por nome s\u00e3o bem conhecidas pelos historiadores. Mas nem sempre foi assim. Por um tempo, alguns cr\u00edticos afirmaram precipitadamente que P\u00f4ncio Pilatos e Lis\u00e2nias n\u00e3o existiram. S\u00f3 que mais tarde foram descobertas inscri\u00e7\u00f5es antigas com o nome desses dois governantes. Assim, ficou claro que Lucas estava certo o tempo todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">POR QUE SABER DISSO \u00c9 IMPORTANTE<\/p>\n<p>Os ensinos de Jesus s\u00e3o importantes. Por isso, vale a pena saber se ele existiu mesmo. Por exemplo, Jesus ensinou como ser feliz e ter objetivo na vida. * Tamb\u00e9m falou de um tempo em que os humanos v\u00e3o viver em paz, seguran\u00e7a e uni\u00e3o, debaixo de um \u00fanico governo: o \u201cReino de Deus\u201d. (Lc 4,43).<br \/>O termo \u201cReino de Deus\u201d indica que Deus vai usar esse governo para exercer sua soberania, ou autoridade, em toda a Terra. (Ap 11,15) Jesus deixou isso claro quando fez a ora\u00e7\u00e3o-modelo: \u201cPai nosso, que est\u00e1s nos c\u00e9us, . . . venha o teu reino. Seja feita a tua vontade . . . na terra.\u201d (Mt 6,9. 10).<br \/>A humanidade j\u00e1 fez progressos incr\u00edveis na \u00e1rea da ci\u00eancia, da educa\u00e7\u00e3o e da tecnologia. Mesmo assim, milh\u00f5es de pessoas n\u00e3o sabem o que esperar do futuro. Somos afetados por crises pol\u00edticas e econ\u00f4micas, escravid\u00e3o\u00a0 religiosa, guerras, terrorismo, tr\u00e1fico de drogas e de pessoas, ambi\u00e7\u00e3o e corrup\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas: o governo do homem \u00e9 um fracasso!\u00a0 (Ecl 8, 9).<br \/>Assim, a exist\u00eancia de Jesus \u00e9 um assunto que merece todo o nosso conhecimento e uma profunda busca da sua sabedoria. A B\u00edblia diz em (2 Cor 1, 19. 20): \u201cN\u00e3o importa quantas sejam as promessas de Deus, elas se tornaram \u2018sim\u2019 por meio dele [Cristo].\u201d\u00a0 S\u00e3o Jo\u00e3o Ap\u00f3stolo escreveu: \u201cSem Jesus nada podemos fazer\u201d (Jo 15,5).<\/p>\n<p>10 evid\u00eancias da exist\u00eancia de Jesus Cristo<\/p>\n<p>\u201cPor trinta e cinco anos eu fui, no pleno sentido da palavra, niilista, um homem que n\u00e3o acreditava em nada. Comecei a ter f\u00e9 cinco anos atr\u00e1s. Acreditei na doutrina de Jesus Cristo e toda minha vida passou por uma transforma\u00e7\u00e3o repentina.\u201d,\u00a0 afirmou o conde Leo Tolstoi, romancista e fil\u00f3sofo russo.<\/p>\n<p>Muitas pessoas, principalmente, os ateus tem diversas d\u00favidas da exist\u00eancia de Jesus Cristo, pois alegam que tudo n\u00e3o se passa de hist\u00f3rias criadas pela Igreja para fazer com que a popula\u00e7\u00e3o creia em uma determinada coisa. Um exemplo disso \u00e9 Hildeberto Aquino que em uma mat\u00e9ria da Revista \u00c9poca escreveu que \u201cJesus \u00e9 a maior ilus\u00e3o da humanidade\u2026\u201d.<br \/>Por\u00e9m, existem diversos estudos e trabalhos que comprovam a exist\u00eancia na Terra de Jesus Cristo e v\u00e1rias evid\u00eancias s\u00e3o apontadas, as quais passamos a listar a partir de agora.<\/p>\n<p>1. A B\u00edblia Sagrada<\/p>\n<p>A B\u00edblia Sagrada \u00e9 a principal evid\u00eancia de Jesus Cristo na Terra e embora para muitos ela seja \u201cO Livro Sagrado\u201d, na realidade \u00e9 um livro hist\u00f3rico que conta v\u00e1rios momentos marcantes da popula\u00e7\u00e3o da Palestina, do Egito, da Ass\u00edria, do Imp\u00e9rio Romano e, claro, de Jesus Cristo tem o cunho da verdade.<\/p>\n<p>2. Obra Antiguidades Judaicas<\/p>\n<p>O historiador judeu Fl\u00e1vio Josefo viveu na \u00e9poca de Jesus Cristo e em sua obra \u201cAntiguidades Judaicas\u201c, mais precisamente no cap\u00edtulo terceiro do volume XVIII diz:<br \/>\u201c\u2026 entretanto existia, naquele tempo, um certo Jesus, homem s\u00e1bio\u2026 Era fazedor de milagres\u2026 ensinava de tal maneira que os homens o escutavam com prazer\u2026 Era o Cristo, e quando Pilatos o condenou a ser crucificado, esses que o amavam n\u00e3o o abandonaram e ele lhes apareceu no terceiro dia\u2026\u201d.<br \/>Este \u00e9 um relato da \u00e9poca, escrito por um Judeu que viveu a exist\u00eancia de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>3. Anais de P\u00fablio Corn\u00e9lio T\u00e1cito<\/p>\n<p>T\u00e1cito era um convicto pag\u00e3o romano (56 d.C. \u2013 120 d.C.) e foi considerado um dos maiores historiadores da Antiguidade. Em seus Anais (parte XV), escreveu:<\/p>\n<p>\u201c\u2026 Nero infligiu \u00e0s torturas mais refinadas a esses homens que sob o nome comum de crist\u00e3os, eram j\u00e1 marcados pela merecida das inf\u00e2mias. O nome deles se originava de Cristo, que sob o reinado de Tib\u00e9rio, havia sofrido a pena de morte por um decreto do procurador P\u00f4ncio Pilatos\u2026\u201d.<\/p>\n<p>4. Carta de Pl\u00ednio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pl\u00ednio (62 d.C. \u2013 114 d.C.) foi um proc\u00f4nsul em Jerusal\u00e9m e ao escrever uma carta ao imperador Trajano relatou que<br \/>\u201c\u2026 maldizer Cristo, um verdadeiro Crist\u00e3o n\u00e3o o far\u00e1 jamais\u2026 cantam (os crist\u00e3os) hinos a Cristo, como a um Deus\u2026\u201d.<\/p>\n<p>5. Obra Vitae Duodecim Caesarum (Os dozes c\u00e9sares)<\/p>\n<p>O historiador romano Suet\u00f4nio (70 d.C. \u2013 130 d.C.) escreveu em um trecho do livro quinto da obra \u201cOs doze c\u00e9sares\u201d, mais precisamente no cap\u00edtulo XXV no qual evoca o imperador Tib\u00e9rio:<br \/>\u201c\u2026 expulsou de Roma os judeus, que instigados por um tal Chrestus (Cristo), provocavam frequentes tumultos\u2026\u201d.<\/p>\n<p>6. Urna de Tiago<\/p>\n<p>A primeira prova arqueol\u00f3gica da exist\u00eancia de Jesus Cristo \u00e9 uma urna de calc\u00e1rio que era usada \u00e0 \u00e9poca para depositar os ossos na cidade de Jerusal\u00e9m. O ossu\u00e1rio data de aproximadamente 63 d.C., e nele est\u00e1 escrito \u201cTiago, filho de Jos\u00e9, irm\u00e3o de Jesus\u201d. Para estudiosos no assunto, o ossu\u00e1rio trata realmente de Tiago que era o irm\u00e3o de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>7. Pergaminhos Sagrados<\/p>\n<p>Outro grande achado da arqueologia e que trata sobre a exist\u00eancia de Jesus Cristo na Terra, s\u00e3o os Pergaminhos do Mar Morto que foram encontrados em Israel, na d\u00e9cada de 1940. Os pergaminhos e papiros encontrados foram datados atrav\u00e9s da t\u00e9cnica de carbono-14 e confirmaram que se trata da \u00e9poca de Jesus Cristo (150 a.C. \u2013 70 d.C.) e referem em v\u00e1rios pontos a um \u201cmestre da justi\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>8. Obra de Luciano de Samosata<\/p>\n<p>Luciano de Samosata foi um escritor grego que escreveu, apesar de n\u00e3o ser crist\u00e3o, durante toda a sua vida (segundo s\u00e9culo) que Jesus Cristo era adorado pelos povos crist\u00e3os, pois teria introduzido diversos novos ensinamentos e que foi por eles mesmos crucificado. Luciano de Samosata diz ainda em seus escritos que entre os principais ensinamentos de Jesus Cristo estavam a fraternidade, a import\u00e2ncia da convers\u00e3o e que todos deveriam negar outros deuses a n\u00e3o ser o seu pai. Ele ainda fala que os crist\u00e3os viviam sob as leis de Jesus, acreditam ser imortais e desdenhavam da morte.<\/p>\n<p>9. Escritos Gn\u00f3sticos<\/p>\n<p>O Evangelho da Verdade, O Ap\u00f3crifo de Jo\u00e3o, O Evangelho de Tom\u00e9, O Tratado da Ressurrei\u00e7\u00e3o, entre outros s\u00e3o considerados os escritos gn\u00f3sticos e todos eles mencionam a exist\u00eancia de Jesus Cristo na Terra.<\/p>\n<p>10. Mara Bar-Serapi\u00e3o<\/p>\n<p>Mara Bar-Serapi\u00e3o foi um escritor s\u00edrio e ficou conhecido por ter fornecida uma das maiores refer\u00eancias n\u00e3o judaica e n\u00e3o crist\u00e3 sobre a exist\u00eancia de Jesus Cristo quando escreveu uma carta 40 anos depois da crucifica\u00e7\u00e3o (73 d.C.) onde encoraja seu filho a adquirir conhecimento. Nesta carta ele usa diversos exemplos como, os fil\u00f3sofos S\u00f3crates e Pit\u00e1goras, al\u00e9m de um \u201crei s\u00e1bio\u201d que havia sido executado pelos judeus.<\/p>\n<p>CHARLES DE FOUCAULD<\/p>\n<p>\u201cJesus s\u00f3 merece ser amado apaixonadamente. Quando se ama, imita-se\u201d, exclama Charles de Foucauld.<br \/>Escreve o renomado escritor franc\u00eas, te\u00f3logo e fundador dos Irm\u00e3ozinhos de Jesus Ren\u00e9 Voillaume : \u201cO Padre Charles de Foucauld, por sua parte, sempre concebeu a sua vida religiosa consagrada como uma participa\u00e7\u00e3o da forma de vida de Cristo (\u2026)\u201d. Ele deixa tudo para entrar na vida mon\u00e1stica, porque n\u00e3o pode con\u00acceber o amor sem uma imperiosa necessidade de viver unicamente para Aquele que ama, de imi\u00act\u00e1-lo em tudo e de partilhar a sua condi\u00e7\u00e3o de vida. A regra de vida do irm\u00e3o Charles pode resumir-se na sua decis\u00e3o de imitar Jesus tal como o Evangelho lho revela. (Mensagem extra\u00edda do livro \u201cSentinelas de Deus na Cidade\u201d, de Ren\u00e9 Voillaume. S\u00e3o Paulo: Ed. Paulinas, 1976).<br \/>Charles de Foucauld nasceu no dia\u00a0 15 de Setembro de 1858 em Estrasburgo, Fran\u00e7a, e morreu no dia 1\u00a0 de Dezembro de 1916 no Saara da Arg\u00e9lia, em Tamanrasset.<br \/>A vida e os ensinamentos do ex-monge trapista, padre diocesano, mission\u00e1rio e eremita do no deserto do Saara Charles de Foucauld s\u00e3o respostas e propostas abissais para uma caminhada profunda consigo mesmo, com Deus, com o pr\u00f3ximo e contra tantas bo\u00e7alidades e superficialidades da era p\u00f3s-moderna. Sua experi\u00eancia espiritual \u00e9 algo tremendamente impactante, por isso ela tem atitude forte e grandiosa para os cora\u00e7\u00f5es desejos de fortalezas infinitas!<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o<\/p>\n<p>A Sagrada Escritura apresenta Jesus Cristo como sendo ao mesmo tempo perfeitamente humano (embora sem pecado) e perfeitamente divino (veja tamb\u00e9m (Is 9, 5-6; Jo 1,1-2; 3,16; 8,58; Cl 1,15-19; 1 Tm 3,16; Hb 13,8; 1 Jo 5,20). A carta aos Filipenses diz de Jesus: \u201cpois ele, subsistindo em forma de Deus, n\u00e3o julgou como usurpa\u00e7\u00e3o o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhan\u00e7a de homens\u201d (Fl 2, 6-7). Em outras palavras: Ele n\u00e3o agarrou-se \u00e0 Sua divindade, mas humilhou-se por amor a n\u00f3s. Em outro lugar o pr\u00f3prio Jesus disse: &#8220;Eu e o Pai somos um&#8221; (Jo 10,30).<br \/>Jesus Cristo, \u00e9 imposs\u00edvel conhec\u00ea-lo e n\u00e3o am\u00e1-lo, am\u00e1-lo e n\u00e3o segui-lo!<\/p>\n<p>Frei In\u00e1cio Jos\u00e9 do Vale<br \/>Professor de Hist\u00f3ria da Igreja<br \/>Soci\u00f3logo em Ci\u00eancia da Religi\u00e3o<br \/>Irm\u00e3ozinho da Visita\u00e7\u00e3o da Fraternidade de Charles de Foucauld<br \/>E-mail: pe.inacio.jose@gmail.com<\/p>\n<p>Fontes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">http:\/\/www.ajesus.com.br\/mensagens\/conheca_jesus\/conheca_jesus_03.html<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">https:\/\/www.jw.org\/pt\/publicacoes\/revistas\/despertai-n5-2016-outubro\/jesus-existiu-mesmo\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">http:\/\/top10mais.org\/top-10-evidencia-existencia-jesus-cristo\/#ixzz4WInVNfbW<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bultmann, Rudolf. Theology of the New Testament vol. 1, pp. 49, 81; Joachim Jeremias, The Eucharistic<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Words of Jesus translated Norman Perrin (London: SCM Press, 1966) p. 102.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma edi\u00e7\u00e3o da \u201cEnciclop\u00e9dia Brit\u00e2nica\u201d usa 20.000 palavras para descrever a pessoa de Jesus. Essa descri\u00e7\u00e3o ocupa mais espa\u00e7o que a de Arist\u00f3teles, C\u00edcero, Alexandre, J\u00falio C\u00e9sar, Buda, Conf\u00facio, Maom\u00e9 ou Napole\u00e3o Bonaparte. Ele n\u00e3o era rico, n\u00e3o tinha doutorado, nem tinha influ\u00eancia pol\u00edtica. Tamb\u00e9m n\u00e3o tinha um pal\u00e1cio para morar. 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