{"id":28801,"date":"2017-03-11T03:00:00","date_gmt":"2017-03-11T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/03\/11\/a-alegria-da-transfiguracao\/"},"modified":"2017-06-12T13:17:37","modified_gmt":"2017-06-12T16:17:37","slug":"a-alegria-da-transfiguracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-alegria-da-transfiguracao\/","title":{"rendered":"A Alegria da Transfigura\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">No I Domingo da Quaresma, meditamos sobre as tenta\u00e7\u00f5es de Jesus. O Senhor no deserto, lutando contra o diabo, convidava-nos ao combate espiritual, pr\u00f3prio do deserto quaresmal. Sim, porque \u00e9 isso que o tempo santo que estamos vivendo deseja ser: tempo de retiro no deserto do cora\u00e7\u00e3o para combater nossos dem\u00f4nios interiores e, pela ora\u00e7\u00e3o, a penit\u00eancia, a caridade fraterna, a escuta da Palavra de Deus e a reconcilia\u00e7\u00e3o sacramental, caminharmos para a santa P\u00e1scoa.<br \/> Na liturgia do II Domingo da Quaresma (Mt 17,1-9), ladeado por Mois\u00e9s e Elias, que tamb\u00e9m enfrentaram durante quarenta dias e quarenta noites o combate no deserto para experimentarem o fulgor da gl\u00f3ria de Deus, Jesus nos mostra qual a finalidade do nosso caminho quaresmal. Jesus nos revela aonde nos leva nosso combate espiritual. <br \/> Ao olharmos um pouco o contexto do Evangelho da Transfigura\u00e7\u00e3o, observamos que Jesus tinha anunciado aos seus que \u201c\u00e9 necess\u00e1rio que o Filho do homem pade\u00e7a muitas coisas, seja rejeitado pelos anci\u00e3os, pelos pr\u00edncipes dos sacerdotes e pelos escribas. \u00c9 necess\u00e1rio que seja levado \u00e0 morte e ressuscite ao terceiro dia\u201d (Lc 9,22; cf. Mt 16,21); que Ele tinha falado tamb\u00e9m que se algu\u00e9m O quisesse seguir que tomasse a cruz (cf. Mt 16,24); por outro lado, alguns disc\u00edpulos esperavam um messias pol\u00edtico que vencesse pela for\u00e7a de um ex\u00e9rcito dominador o poder dos romanos, de cujo jugo desejavam ver-se livres.<br \/> Detenhamo-nos um pouco no Tabor do Evangelho hodierno. Ele \u00e9 pren\u00fancio, uma misteriosa antecipa\u00e7\u00e3o da ressurrei\u00e7\u00e3o. Com sua bendita Transfigura\u00e7\u00e3o, Jesus deseja preparar os seus para as dores da paix\u00e3o \u2013 do mesmo modo que a Igreja nos deseja alentar e motivar para as ren\u00fancias e observ\u00e2ncias quaresmais. Por isso mesmo, Pedro, Tiago e Jo\u00e3o, os tr\u00eas que est\u00e3o no Tabor, s\u00e3o os mesmos que estar\u00e3o no Jardim das Oliveiras. Por isso tamb\u00e9m o Evangelho de hoje termina com uma alus\u00e3o \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus dentre os mortos e, o relato da transfigura\u00e7\u00e3o em Lucas afirma que \u201cJesus falava de sua partida que iria consumar-se em Jerusal\u00e9m\u201d (9,30). Eis: Mois\u00e9s e Elias, a Lei e os Profetas d\u00e3o testemunho da paix\u00e3o do Senhor. Ap\u00f3s a ressurrei\u00e7\u00e3o, isso ficar\u00e1 claro: \u201cN\u00e3o era preciso que o Cristo sofresse tudo isso e entrasse em sua gl\u00f3ria\u201d? \u201cE come\u00e7ando por Mois\u00e9s e por todos os Profetas, interpretou-lhes em todas as Escrituras o que a Ele dizia respeito\u201d (Lc 34,26-27). Eis que mist\u00e9rio: a Lei (Mois\u00e9s) e os Profetas (Elias) d\u00e3o testemunho de Jesus e aparecem iluminados por Ele. Somente Nele, na luz da sua cruz e ressurrei\u00e7\u00e3o, o Antigo Testamento encontra sua plenitude e sua luz!<br \/> A transfigura\u00e7\u00e3o do Senhor \u00e9 um consolo. De fato, dizia S\u00e3o Le\u00e3o Magno que \u201co fim principal da transfigura\u00e7\u00e3o foi desterrar das almas dos disc\u00edpulos o esc\u00e2ndalo da Cruz\u201d; trata-se de uma \u201cgota de mel\u201d no meio dos sofrimentos. A transfigura\u00e7\u00e3o ficou t\u00e3o gravada na mente dos tr\u00eas ap\u00f3stolos que estavam com Jesus, que anos mais tarde S\u00e3o Pedro lembrar-se-ia desse fato na sua segunda ep\u00edstola: \u201cEste \u00e9 o meu filho muito amado, em quem tenho posto todo o meu afeto\u201d. \u201cEsta mesma voz que vinha do c\u00e9u n\u00f3s a ouvimos quando est\u00e1vamos com Ele no monte santo\u201d (2 Ped 1,17-18).\u00a0 Ele, Jesus, continua dando-nos o consolo \u2013 quando necess\u00e1rio \u2013 para podermos continuar caminhando e para que nunca desistamos. \u00c9 preciso que fa\u00e7amos muitos atos de esperan\u00e7a, uma virtude muito importante para todos os membros desse estado da Igreja, que n\u00f3s chamamos de \u201cmilitante\u201d. Somos os que combatem e somos combatidos, a nossa for\u00e7a vem do Senhor, nele n\u00f3s esperamos.<br \/> Os disc\u00edpulos da transfigura\u00e7\u00e3o s\u00e3o os mesmos do Monte das Oliveiras, os da alegria s\u00e3o tamb\u00e9m os da agonia. \u00c9 preciso acompanhar o Senhor em suas alegrias e em suas dores. As alegrias preparam-nos para o sofrimento e o sofrimento por e com Jesus d\u00e1-nos alegria. Os disc\u00edpulos, que estavam desanimados diante do Mist\u00e9rio da Cruz, s\u00e3o consolados por Jesus na transfigura\u00e7\u00e3o e preparados para os acontecimentos vindouros, como, por exemplo, o terr\u00edvel sofrimento que Ele padecer\u00e1 no Gets\u00eamani. Vale a pena segui-Lo\uf03f Certamente.<br \/> Portanto, o Evangelho da Transfigura\u00e7\u00e3o nos diz que temos que viver \u201ctotalmente no c\u00e9u e totalmente na terra\u201d. Isso significa que enquanto temos a cabe\u00e7a e o cora\u00e7\u00e3o totalmente em Deus, os nossos p\u00e9s est\u00e3o bem apoiados na terra, e tendo os p\u00e9s em terra firme, em meio das nossas ocupa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o nos esquecemos do Senhor. \u201cCora\u00e7\u00f5es ao alto\u201d, diz o sacerdote em cada Santa Missa. N\u00f3s respondemos dizendo que \u201co nosso cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 em Deus\u201d. Mas, o nosso cora\u00e7\u00e3o deve estar realmente em Deus n\u00e3o somente durante a Missa, mas tamb\u00e9m noutros momentos, nas vinte e quatro horas do dia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No I Domingo da Quaresma, meditamos sobre as tenta\u00e7\u00f5es de Jesus. O Senhor no deserto, lutando contra o diabo, convidava-nos ao combate espiritual, pr\u00f3prio do deserto quaresmal. 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