{"id":2644,"date":"2013-04-09T11:22:00","date_gmt":"2013-04-09T14:22:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/posse-do-bispo-de-roma\/"},"modified":"2017-03-21T14:59:56","modified_gmt":"2017-03-21T17:59:56","slug":"posse-do-bispo-de-roma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/posse-do-bispo-de-roma\/","title":{"rendered":"Posse do Bispo de Roma"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/latrao.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Na tarde deste domingo, 7 de abril, Papa Francisco tomou posse da sua C\u00e1tedra na Bas\u00edlica de S\u00e3o Jo\u00e3o de Latr\u00e3o, a Catedral de Roma, com uma solene cerim\u00f4nia na qual ressaltou a paci\u00eancia e a miseric\u00f3rdia de Deus.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegando \u00e0 Bas\u00edlica a bordo do papam\u00f3vel em meio ao entusiasmo dos fi\u00e9is e peregrinos presentes que o aguardavam, pouco antes, o Santo Padre aben\u00e7oara, na pra\u00e7a diante do vicariato, a placa toponom\u00e1stica que muda o nome do lugar para &#8220;Pra\u00e7a Jo\u00e3o Paulo II, Pont\u00edfice de 1978 a 2005&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sua homilia, comentando as leituras do dia, falou da relut\u00e2ncia de Tom\u00e9 em acreditar nos demais ap\u00f3stolos, quando lhe dizem \u00abVimos o Senhor\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E qual \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o de Jesus? A paci\u00eancia: Jesus n\u00e3o abandona Tom\u00e9, n\u00e3o fecha a porta, espera. E Tom\u00e9 acaba por reconhecer a sua pr\u00f3pria pobreza, a sua pouca f\u00e9. Tamb\u00e9m Pedro renegou por tr\u00eas vezes Jesus. Quando toca o fundo, encontra o olhar de Jesus que, com paci\u00eancia e sem palavras, lhe diz: \u00abPedro, n\u00e3o tenhas medo da tua fraqueza, confia em Mim\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u0093Como \u00e9 belo este olhar de Jesus! Quanta ternura! Irm\u00e3os e irm\u00e3s, jamais percamos a confian\u00e7a na paciente miseric\u00f3rdia de Deus!\u0094 \u0096 exortou o Pont\u00edfice.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este \u00e9 o estilo de Deus: n\u00e3o \u00e9 impaciente como n\u00f3s, que muitas vezes queremos tudo e imediatamente, mesmo quando se trata de pessoas. Ele \u00e9 paciente conosco, porque nos ama; e quem ama compreende, espera, d\u00e1 confian\u00e7a, n\u00e3o abandona, n\u00e3o corta as pontes, sabe perdoar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u0093Recordemo-lo na nossa vida de crist\u00e3os: Deus sempre espera por n\u00f3s, mesmo quando nos afastamos! Ele nunca est\u00e1 longe e, se voltarmos para Ele, est\u00e1 pronto a abra\u00e7ar-nos.\u0094<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, destacou Francisco, a paci\u00eancia de Deus deve encontrar em n\u00f3s a coragem de regressar a Ele, qualquer que seja o erro, qualquer que seja o pecado na nossa vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez algu\u00e9m possa pensar: o meu pecado \u00e9 t\u00e3o grande, o meu afastamento de Deus \u00e9 como o do filho mais novo da par\u00e1bola, a minha incredulidade \u00e9 como a de Tom\u00e9; n\u00e3o tenho coragem para voltar, para pensar que Deus me possa acolher e esteja \u00e0 espera precisamente de mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u0093Mas \u00e9 precisamente por ti que o Senhor espera!\u0094 \u0096 disse com veem\u00eancia o Papa e continuou: \u0093S\u00f3 te pede a coragem de ires ter com Ele. Ouvimos tantas propostas do mundo ao nosso redor; mas deixemo-nos conquistar pela proposta de Deus: a proposta Dele \u00e9 uma car\u00edcia de amor. Para Deus, n\u00e3o somos n\u00fameros; somos importantes, antes, somos o que Ele tem de mais importante.\u0094<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 precisamente sentindo o meu pecado, disse o Papa, olhando o meu pecado que posso ver e encontrar a miseric\u00f3rdia de Deus, o seu amor, e ir at\u00e9 Ele para receber o seu perd\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u0093Amados irm\u00e3os e irm\u00e3s, deixemo-nos envolver pela miseric\u00f3rdia de Deus; confiemos na sua paci\u00eancia, que sempre nos d\u00e1 tempo; tenhamos a coragem de voltar para sua casa, habitar nas feridas do seu amor deixando-nos amar por Ele, encontrar a sua miseric\u00f3rdia nos Sacramentos. Sentiremos a sua ternura, sentiremos o seu abra\u00e7o, e ficaremos n\u00f3s tamb\u00e9m mais capazes de miseric\u00f3rdia, paci\u00eancia, perd\u00e3o e amor.\u0094<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A posse da C\u00e1tedra foi feita logo no in\u00edcio da Missa. Depois, alguns representantes da diocese manifestaram, em nome da Igreja de Roma, a obedi\u00eancia e a filial devo\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio bispo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Missa de in\u00edcio de pontificado, a obedi\u00eancia foi prestada por seis cardeais, representando todo o Col\u00e9gio Cardinal\u00edcio. Desta vez, na Catedral da Diocese de Roma, foi prestada por representantes de v\u00e1rios membros da comunidade eclesial: o cardeal-vig\u00e1rio, um bispo auxiliar, um p\u00e1roco, um vice-p\u00e1roco, um religioso, uma religiosa, uma fam\u00edlia e dois jovens (uma mo\u00e7a e um rapaz).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Concelebraram com o Santo Padre o Vig\u00e1rio de Roma, Card. Agostino Vallini, o Vig\u00e1rio em\u00e9rito, Card. Camillo Ruini, o conselho episcopal da diocese e o conselho dos p\u00e1rocos prefeitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de deixar a Bas\u00edlica o Santo Padre assomou \u00e0 sacada da Igreja-Catedral para mais uma vez saudar os milhares de fi\u00e9is que, em clima de festa, aguardavam-no do lado de fora. Francisco pediu ora\u00e7\u00f5es dizendo precisar muito das ora\u00e7\u00f5es dos fi\u00e9is convidando-os a caminharem junto, povo e bispo. Por fim, concedeu mais uma vez a sua B\u00ean\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leia na \u00edntegra, a homilia:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Amados irm\u00e3os e irm\u00e3s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com alegria, celebro pela primeira vez a Eucaristia nesta Bas\u00edlica Lateranense, a Catedral do Bispo de Roma. Sa\u00fado a todos v\u00f3s com grande afecto: o Cardeal Vig\u00e1rio, os Bispos Auxiliares, o Presbit\u00e9rio diocesano, os Di\u00e1conos, as Religiosas e os Religiosos e todos os fi\u00e9is leigos. Caminhamos juntos na luz do Senhor Ressuscitado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.Hoje celebramos o Segundo Domingo de P\u00e1scoa, designado tamb\u00e9m \u00abDomingo da Divina Miseric\u00f3rdia\u00bb. A miseric\u00f3rdia de Deus: como \u00e9 bela esta realidade da f\u00e9 para a nossa vida! Como \u00e9 grande e profundo o amor de Deus por n\u00f3s! \u00c9 um amor que n\u00e3o falha, que sempre agarra a nossa m\u00e3o, nos sustenta, levanta e guia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.No Evangelho de hoje, o ap\u00f3stolo Tom\u00e9 experimenta precisamente a miseric\u00f3rdia de Deus, que tem um rosto concreto: o de Jesus, de Jesus Ressuscitado. Tom\u00e9 n\u00e3o se fia nos demais Ap\u00f3stolos, quando lhe dizem: \u00abVimos o Senhor\u00bb; para ele, n\u00e3o \u00e9 suficiente a promessa de Jesus que preanunciara: ao terceiro dia ressuscitarei. Tom\u00e9 quer ver, quer meter a sua m\u00e3o no sinal dos cravos e no peito. E qual \u00e9 a reac\u00e7\u00e3o de Jesus? A paci\u00eancia: Jesus n\u00e3o abandona Tom\u00e9 relutante na sua incredulidade; d\u00e1-lhe uma semana de tempo, n\u00e3o fecha a porta, espera. E Tom\u00e9 acaba por reconhecer a sua pr\u00f3pria pobreza, a sua pouca f\u00e9. \u00abMeu Senhor e meu Deus\u00bb: com esta invoca\u00e7\u00e3o simples mas cheia de f\u00e9, responde \u00e0 paci\u00eancia de Jesus. Deixa-se envolver pela miseric\u00f3rdia divina, v\u00ea-a \u00e0 sua frente, nas feridas das m\u00e3os e dos p\u00e9s, no peito aberto, e readquire a confian\u00e7a: \u00e9 um homem novo, j\u00e1 n\u00e3o incr\u00e9dulo mas crente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recordemos tamb\u00e9m o caso de Pedro: por tr\u00eas vezes renega Jesus, precisamente quando Lhe devia estar mais unido; e, quando toca o fundo, encontra o olhar de Jesus que, com paci\u00eancia e sem palavras, lhe diz: \u00abPedro, n\u00e3o tenhas medo da tua fraqueza, confia em Mim\u00bb. E Pedro compreende, sente o olhar amoroso de Jesus e chora&#8230; Como \u00e9 belo este olhar de Jesus! Quanta ternura! Irm\u00e3os e irm\u00e3s, n\u00e3o percamos jamais a confian\u00e7a na paciente miseric\u00f3rdia de Deus!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pensemos nos dois disc\u00edpulos de Ema\u00fas: o rosto triste, passos vazios, sem esperan\u00e7a. Mas Jesus n\u00e3o os abandona: percorre juntamente com eles a estrada. E n\u00e3o s\u00f3; com paci\u00eancia, explica as Escrituras que a Si se referiam e p\u00e1ra em casa deles partilhando a refei\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 o estilo de Deus: n\u00e3o \u00e9 impaciente como n\u00f3s, que muitas vezes queremos tudo e imediatamente, mesmo quando se trata de pessoas. Deus \u00e9 paciente connosco, porque nos ama; e quem ama compreende, espera, d\u00e1 confian\u00e7a, n\u00e3o abandona, n\u00e3o corta as pontes, sabe perdoar. Recordemo-lo na nossa vida de crist\u00e3os: Deus sempre espera por n\u00f3s, mesmo quando nos afastamos! Ele nunca est\u00e1 longe e, se voltarmos para Ele, est\u00e1 pronto a abra\u00e7ar-nos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sempre me causa grande impress\u00e3o a leitura da par\u00e1bola do Pai misericordioso; impressiona-me pela grande esperan\u00e7a que sempre me d\u00e1. Pensai naquele filho mais novo, que estava na casa do Pai, era amado; e todavia pretende a sua parte de heran\u00e7a; abandona a casa, gasta tudo, chega ao n\u00edvel mais baixo, mais distante do Pai; e, quando tocou o fundo, sente saudades do calor da casa paterna e regressa. E o Pai? Teria ele esquecido o filho? N\u00e3o, nunca! Est\u00e1 l\u00e1, avista-o ao longe, tinha esperado por ele todos os dias, todos os momentos: sempre esteve no seu cora\u00e7\u00e3o como filho, apesar de o ter deixado e malbaratado todo o\u00a0patrim\u00f4nio, isto \u00e9, a sua liberdade; com paci\u00eancia e amor, com esperan\u00e7a e miseric\u00f3rdia, o Pai n\u00e3o tinha cessado um instante sequer de pensar nele, e logo que o v\u00ea, ainda longe, corre ao seu encontro e abra\u00e7a-o com ternura \u0096 a ternura de Deus \u0096, sem uma palavra de censura: voltou! Deus sempre espera por n\u00f3s, n\u00e3o se cansa. Jesus mostra-nos esta paci\u00eancia misericordiosa de Deus, para sempre reencontrarmos confian\u00e7a, esperan\u00e7a! Romano Guardini dizia que Deus responde \u00e0 nossa fraqueza com a sua paci\u00eancia e isto \u00e9 o motivo da nossa confian\u00e7a, da nossa esperan\u00e7a (cf. Glabenserkenntnis, Wurzburg 1949, p. 28).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.Gostava de sublinhar outro elemento: a paci\u00eancia de Deus deve encontrar em n\u00f3s a coragem de regressar a Ele, qualquer que seja o erro, qualquer que seja o pecado na nossa vida. Jesus convida Tom\u00e9 a meter a m\u00e3o nas suas chagas das m\u00e3os e dos p\u00e9s e na ferida do peito. Tamb\u00e9m n\u00f3s podemos entrar nas chagas de Jesus, podemos toc\u00e1-Lo realmente; isto acontece todas as vezes que recebemos, com f\u00e9, os Sacramentos. S\u00e3o Bernardo diz numa bela Homilia: \u00abPor estas feridas [de Jesus], posso saborear o mel dos rochedos e o azeite da rocha dur\u00edssima (cf. Dt 32, 13), isto \u00e9, posso saborear e ver como o Senhor \u00e9 bom\u00bb (Sobre o C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos 61, 4). \u00c9 precisamente nas chagas de Jesus que vivemos seguros, nelas se manifesta o amor imenso do seu cora\u00e7\u00e3o. Tom\u00e9 compreendera-o. S\u00e3o Bernardo interroga-se: Com que poderei contar? Com os meus m\u00e9ritos? Mas \u00abo meu m\u00e9rito est\u00e1 na miseric\u00f3rdia do Senhor. Nunca serei pobre de m\u00e9ritos, enquanto Ele for rico de miseric\u00f3rdia: se s\u00e3o abundantes as miseric\u00f3rdias do Senhor, tamb\u00e9m s\u00e3o muitos os meus m\u00e9ritos\u00bb (ibid., 5). Importante \u00e9 a coragem de me entregar \u00e0 miseric\u00f3rdia de Jesus, confiar na sua paci\u00eancia, refugiar-me sempre nas feridas do seu amor. S\u00e3o Bernardo chega a afirmar: \u00abE se tenho consci\u00eancia de muitos pecados? \u0093Onde abundou o pecado, superabundou a gra\u00e7a\u0094 (Rm 5, 20)\u00bb (ibid., 5). Talvez algu\u00e9m possa pensar: o meu pecado \u00e9 t\u00e3o grande, o meu afastamento de Deus \u00e9 como o do filho mais novo da par\u00e1bola, a minha incredulidade \u00e9 como a de Tom\u00e9; n\u00e3o tenho coragem para voltar, para pensar que Deus me possa acolher e esteja \u00e0 espera precisamente de mim. Mas \u00e9 precisamente por ti que Deus espera! S\u00f3 te pede a coragem de ires ter com Ele. Quantas vezes, no meu minist\u00e9rio pastoral, ouvi repetir: \u00abPadre, tenho muitos pecados\u00bb; e o convite que sempre fazia era este: \u00abN\u00e3o temas, vai ter com Ele, que est\u00e1 a tua espera; Ele resolver\u00e1 tudo\u00bb. Ouvimos tantas propostas do mundo ao nosso redor; mas deixemo-nos conquistar pela proposta de Deus: a proposta d\u0092Ele \u00e9 uma car\u00edcia de amor. Para Deus, n\u00e3o somos n\u00fameros; somos importantes, antes, somos o que Ele tem de mais importante; apesar de pecadores, somos aquilo que Lhe est\u00e1 mais a peito.Depois do pecado, Ad\u00e3o sente vergonha, sente-se nu, sente remorso por aquilo que fez; e todavia Deus n\u00e3o o abandona: se naquele momento come\u00e7a o ex\u00edlio longe de Deus, com o pecado, tamb\u00e9m j\u00e1 existe a promessa do regresso, a possibilidade de regressar a Ele. Imediatamente Deus pergunta: \u00abAd\u00e3o, onde est\u00e1s?\u00bb Deus procura-o. Jesus ficou nu por n\u00f3s, tomou sobre Si a vergonha de Ad\u00e3o, da nudez do seu pecado, para lavar o nosso pecado: pelas suas chagas, fomos curados. Recordai-vos do que diz S\u00e3o Paulo: De que poderei eu gloriar-me sen\u00e3o da minha fraqueza, da minha pobreza? \u00c9 precisamente sentindo o meu pecado, olhando o meu pecado que posso ver e encontrar a miseric\u00f3rdia de Deus, o seu amor, e ir at\u00e9 Ele para receber o seu perd\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na minha vida pessoal, vi muitas vezes o rosto misericordioso de Deus, a sua paci\u00eancia; vi tamb\u00e9m em muitas pessoas a coragem de entrar nas chagas de Jesus, dizendo-Lhe: Senhor, aqui estou, aceita a minha pobreza, esconde nas tuas chagas o meu pecado, lava-o com o teu sangue. E sempre vi que Deus o fez: Deus acolheu, consolou, lavou e amou.Amados irm\u00e3os e irm\u00e3s, deixemo-nos envolver pela miseric\u00f3rdia de Deus; confiemos na sua paci\u00eancia, que sempre nos d\u00e1 tempo; tenhamos a coragem de voltar para sua casa, habitar nas feridas do seu amor deixando-nos amar por Ele, encontrar a sua miseric\u00f3rdia nos Sacramentos. Sentiremos a sua ternura, sentiremos o seu abra\u00e7o, e ficaremos n\u00f3s tamb\u00e9m mais capazes de miseric\u00f3rdia, paci\u00eancia, perd\u00e3o e amor.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: CNBB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Na tarde deste domingo, 7 de abril, Papa Francisco tomou posse da sua C\u00e1tedra na Bas\u00edlica de S\u00e3o Jo\u00e3o de Latr\u00e3o, a Catedral de Roma, com uma solene cerim\u00f4nia na qual ressaltou a paci\u00eancia e a miseric\u00f3rdia de Deus. \u00a0 Chegando \u00e0 Bas\u00edlica a bordo do papam\u00f3vel em meio ao entusiasmo dos fi\u00e9is e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-2644","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cnbb"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2644","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2644"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2644\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7055,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2644\/revisions\/7055"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2644"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2644"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2644"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}