{"id":23037,"date":"2023-11-03T00:00:34","date_gmt":"2023-11-03T03:00:34","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=23037"},"modified":"2023-01-02T17:30:26","modified_gmt":"2023-01-02T20:30:26","slug":"sao-martinho-de-lima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-martinho-de-lima\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Martinho de Lima"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"style18\">E<\/span>ste humilde \u201cfilho de pai desconhecido\u201d, recusado pelo pai porque de pele escura (sua m\u00e3e era uma negra do Panam\u00e1, de origem africana), representa a desforra da santidade sobre os preconceitos humanos. Mesmo sendo filho de um fidalgo espanhol, Martinho foi criado em pobreza extrema pela m\u00e3e at\u00e9 os 8 anos, quando o pai, arrependido de o ter abandonado, levou-o consigo, ainda que por pouco tempo, para viver no Equador.<\/p>\n<p>Abandonado de novo a si mesmo, recebeu todavia do pai uma magra pens\u00e3o para poder pagar a mensalidade da escola. Aos 15 anos foi aceito no convento dominicano do Ros\u00e1rio, em Lima, mas apenas na qualidade de oblato, isto \u00e9, como terci\u00e1rio, ou melhor, como dom\u00e9stico, visto que s\u00f3 teve a miss\u00e3o de manter limpo o convento. Martinho \u00e9 de fato representado com uma vassoura. Teve ainda o encargo de cortar os cabelos dos frades e por este seu servi\u00e7o prestado \u00e0 comunidade Paulo VI o proclamou, em 1966, padroeiro dos barbeiros e cabeleireiros.<\/p>\n<p>Finalmente, seus superiores deram-se conta de que Martinho tinha outros dotes e o admitiram ao noviciado e depois \u00e0 profiss\u00e3o solene, como irm\u00e3o cooperador. N\u00e3o mudaram, entretanto, suas fun\u00e7\u00f5es, e Martinho continuou a ser a gata-borralheira do convento, at\u00e9 que o eco de sua santidade se difundiu por todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Entre os outros extraordin\u00e1rios carismas, como os \u00eaxtases e as profecias, teve o dom da biloca\u00e7\u00e3o. Foi visto na China, no Jap\u00e3o, na \u00c1frica, confortando mission\u00e1rios extenuados ou perseguidos, sem nunca, entretanto, se ter afastado de Lima. Operou aut\u00eanticos milagres durante a epidemia de peste, curando todos os que acorriam a ele pedindo ajuda. Curou os 60 confrades atingidos pelo morbo. Voltava sua aten\u00e7\u00e3o a todas as criaturas, incluindo os animais.<\/p>\n<p>Continuou, com inalterada simplicidade, a desempenhar os servi\u00e7os reservados aos irm\u00e3os leigos, mesmo quando a ele recorriam te\u00f3logos e autoridades civis, para pedir conselho. Morreu em 3 de novembro de 1639. Foi canonizado por Jo\u00e3o XXIII em 6 de maio de 1962.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Martinho de Lima, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outros Santos do mesmo dia:<\/strong> Santa Vinfreda, Santo Runvaldo, Santo Humberto, Santo Pirmino, Santo Amico, Santo Malaquias de Armagh, Santo Silvia, Beata Alp\u00e1sia, Beata Ida de Toggenburg, Beato Sim\u00e3o de Rimini, Beato Pio\u00a0Campidelli, Beato Rupert Mayer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este humilde \u201cfilho de pai desconhecido\u201d, recusado pelo pai porque de pele escura (sua m\u00e3e era uma negra do Panam\u00e1, de origem africana), representa a desforra da santidade sobre os preconceitos humanos. 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