{"id":22957,"date":"2023-10-13T00:00:27","date_gmt":"2023-10-13T03:00:27","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=22957"},"modified":"2023-01-02T17:24:14","modified_gmt":"2023-01-02T20:24:14","slug":"sao-daniel-e-companheiros-santo-eduardo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-daniel-e-companheiros-santo-eduardo\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Daniel e companheiros \/ Santo Eduardo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"style30\">O<\/span>s esclarecimentos que se tem sobre o ocorrido com estes mission\u00e1rios franciscanos s\u00e3o devidos a duas cartas encontradas nas suas resid\u00eancias. Os estudiosos consideraram tamb\u00e9m aut\u00eantica a carta de um certo Mariano de G\u00eanova, que escrevera ao irm\u00e3o Elias de Cortona comunicando o destino glorioso dos mission\u00e1rios. Esse documento teria sido escrito poucos dias ap\u00f3s os acontecimentos, e faz parte dos arquivos da Igreja.<\/p>\n<p>O irm\u00e3o Elias de Cortona era o superior da Ordem, em 1227, quando os sete franciscanos viajaram da It\u00e1lia para a Espanha, desejosos de transferirem-se para o Marrocos, na \u00c1frica, onde pretendiam converter os mu\u00e7ulmanos. Era um per\u00edodo de grande entusiasmo mission\u00e1rio nas jovens ordens franciscanas, fortalecidas pela mem\u00f3ria de s\u00e3o Francisco, que morrera no ano anterior.<\/p>\n<p>O chefe do grupo era Daniel, nascido em Belvedere, na Cal\u00e1bria, que tamb\u00e9m ocupava o cargo de ministro provincial da Ordem naquela regi\u00e3o; os outros se chamavam Samuel, \u00c2ngelo, Donulo, Le\u00e3o, Nicolas e Hugolino. Ap\u00f3s uma breve perman\u00eancia na Espanha, transferiram-se para a cidade de Ceuta, no Marrocos.<\/p>\n<p>Era um ato verdadeiramente corajoso, porque as autoridades marroquinas haviam proibido qualquer forma de propaganda da f\u00e9 crist\u00e3. No in\u00edcio, e por pouco tempo, trabalharam nos in\u00fameros mercados de Pisa, G\u00eanova e Marsiglia, enquanto residiam em Ceuta. Depois, nos primeiros dias de outubro de 1227, decidiram iniciar as prega\u00e7\u00f5es entre os infi\u00e9is.<\/p>\n<p>Nas estradas de Ceuta, falando em latim e em italiano, pois n\u00e3o conheciam o idioma local, anunciaram Cristo, contestando com palavras rudes a religi\u00e3o de Maom\u00e9. As autoridades mandaram que fossem capturados. Levados \u00e0 presen\u00e7a do sult\u00e3o, foram classificados como loucos, devendo permanecer na pris\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois de sete dias, todos eles voltaram \u00e0 presen\u00e7a do sult\u00e3o, que se esfor\u00e7ou de todas as maneiras para que negassem a religi\u00e3o crist\u00e3. Mas n\u00e3o conseguiu. Ent\u00e3o, condenou \u00e0 morte os sete franciscanos, que se mantiveram firmes no cristianismo. No dia 10 de outubro, foram decapitados em pra\u00e7a p\u00fablica e seus corpos, destro\u00e7ados.<\/p>\n<p>Todavia os comerciantes crist\u00e3os ocidentais recuperaram os pobres restos, que sepultaram nos cemit\u00e9rios dos sub\u00farbios de Ceuta. Em seguida, os ossos foram transferidos para a Espanha. Hoje, as rel\u00edquias s\u00e3o conservadas em diversas igrejas de v\u00e1rias cidades da Espanha, de Portugal e da It\u00e1lia.<\/p>\n<p>O papa Le\u00e3o X, em 1516, canonizou como santos Daniel e cada um dos seis companheiros, autorizando o culto para o dia 13 de outubro, tr\u00eas dias ap\u00f3s suas mortes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Daniel e companheiros, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">_____________________________________________________________________<\/p>\n<p class=\"entry-title\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Santo Eduardo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/cleofas.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/eduardo.jpg\" alt=\"eduardo\" \/>A despeito dos insucessos pol\u00edticos do seu governo, Eduardo, rei da Inglaterra de 1043 a 1066, deixou uma fort\u00edssima lembran\u00e7a no seu povo. A raz\u00e3o dessa venera\u00e7\u00e3o, que atravessou os s\u00e9culos, deve ser procurada n\u00e3o s\u00f3 em algumas s\u00e1bias provid\u00eancias administrativas, como a aboli\u00e7\u00e3o de uma pesada taxa militar que oprimia a na\u00e7\u00e3o inteira, mas sobretudo no seu temperamento manso e generoso (nunca uma indelicadeza ou uma palavra de repreens\u00e3o ou um gesto de ira nem para com os mais humildes s\u00faditos) e na sua vida particular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tinha se casado, um ano antes de ser coroado, com a filha do seu mais terr\u00edvel advers\u00e1rio, a cult\u00edssima Edith Godwin. Essa tinha sido outra grande manobra pol\u00edtica do bar\u00e3o Godwin de Wessex, que renegando aparentemente suas simpatias para com o partido a favor dos anglo-sax\u00f5es, havia apoiado a candidatura de Eduardo ao trono da Inglaterra; este, entretanto, era favor\u00e1vel ao partido pr\u00f3-normandos. Godwin levava vantagem, pois Eduardo, desde ent\u00e3o chamado o Confessor, lhe confiava todos os cuidados do governo para poder dedicar-se com maior liberdade a ora\u00e7\u00e3o e a medita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O plano, ali\u00e1s demasiado sutil, s\u00f3 em parte teve \u00eaxito, pois por volta de 1051 o bar\u00e3o foi afastado e a pr\u00f3pria rainha foi para um convento. Mas foi s\u00f3 por breve per\u00edodo, porque era muito profundo o entendimento entre Eduardo e a rainha, que segundo os bi\u00f3grafos, teriam feito de comum acordo voto de virgindade. Eduardo, neto de santo Eduardo, chamado o M\u00e1rtir, nasceu em 1004, em Islip, pr\u00f3ximo a Oxford, filho do rei Ettelredo II. Ainda menino teve de tomar o caminho do ex\u00edlio e viveu de 1014 a 1041 na Normandia, com os parentes maternos. Neste per\u00edodo, diz-se que teria feito um voto de ir a Roma em peregrina\u00e7\u00e3o, se a Divina Provid\u00eancia o reconduzisse a p\u00e1tria. Quando isso aconteceu, Eduardo teria cumprido piedosamente a promessa, mas foi dispensado pelo papa. A soma necess\u00e1ria a longa viagem foi distribu\u00edda uma parte aos pobres e outra a restaura\u00e7\u00e3o do mosteiro a oeste de Londres (hoje Wastminster).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A 28 de dezembro de 1065 foi feita a solene inaugura\u00e7\u00e3o do c\u00e9lebre coro. Mas o rei j\u00e1 estava gravemente enfermo. Morreu a 5 de janeiro de 1066 e foi sepultado na igreja da abadia, apenas restaurada. Ao seu sepulcro come\u00e7aram logo as devotas peregrina\u00e7\u00f5es. No reconhecimento de 1102, o seu corpo estava intacto. A 7 de fevereiro de 1161 o papa Alexandre III o incluiu no elenco dos santos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santo Eduardo, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outros Santos do mesmo dia:\u00a0<\/strong>Ss. Fausto, Janu\u00e1rio e Mar\u00e7al, S. Congano, S. Colmano, S. Maur\u00edcio de Carnoet, B. Madalena Panattieri, B. Alexandrina Maria da Costa, S. Bento, S. Celid\u00f4nia de Subiaco e B. Honorato Kozminski.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os esclarecimentos que se tem sobre o ocorrido com estes mission\u00e1rios franciscanos s\u00e3o devidos a duas cartas encontradas nas suas resid\u00eancias. Os estudiosos consideraram tamb\u00e9m aut\u00eantica a carta de um certo Mariano de G\u00eanova, que escrevera ao irm\u00e3o Elias de Cortona comunicando o destino glorioso dos mission\u00e1rios. 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