{"id":22831,"date":"2026-09-14T00:00:34","date_gmt":"2026-09-14T03:00:34","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=22831"},"modified":"2026-05-15T16:13:10","modified_gmt":"2026-05-15T19:13:10","slug":"exaltacao-da-santa-cruz-sao-materno-de-colonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/exaltacao-da-santa-cruz-sao-materno-de-colonia\/","title":{"rendered":"Exalta\u00e7\u00e3o da Santa Cruz \/ S\u00e3o Materno de Col\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A festa em honra da Santa Cruz foi celebrada pela primeira vez em 335, por ocasi\u00e3o da dedica\u00e7\u00e3o de duas bas\u00edlicas constantinianas de Jerusal\u00e9m, a do Martyrium ou Ad Crucem sobre o G\u00f3lgota, e a do An\u00e1stasis, isto \u00e9, da Ressurrei\u00e7\u00e3o. A dedica\u00e7\u00e3o aconteceu a 13 de dezembro. Com o termo exalta\u00e7\u00e3o, a festa passou tamb\u00e9m para o Ocidente, e a partir do s\u00e9culo VII comemora-se a recupera\u00e7\u00e3o da preciosa rel\u00edquia por parte do imperador Her\u00e1clio em 628. Da Cruz, roubada 14 anos antes pelo rei persa Cosroe Parviz, durante a conquista da cidade Santa, perderam-se definitivamente todas as pistas em 1187, quando foi tirada do bispo de Bel\u00e9m que a havia levado a batalha de Hattin. A celebra\u00e7\u00e3o atual tem um significado bem maior do que o lend\u00e1rio encontro por parte da piedosa m\u00e3e do imperador Constantino, Helena. A glorifica\u00e7\u00e3o de Cristo passa atrav\u00e9s do supl\u00edcio da Cruz e a ant\u00edtese sofrimento-glorifica\u00e7\u00e3o se torna fundamental na hist\u00f3ria da Reden\u00e7\u00e3o. Cristo, encarnado na sua realidade concreta humano-divina, se submete voluntariamente \u00e0 humilde condi\u00e7\u00e3o de escravo (a cruz era o tormento reservado para os escravos) e o supl\u00edcio infame transformou-se em gl\u00f3ria perene. Assim a cruz torna-se o s\u00edmbolo e o comp\u00eandio da religi\u00e3o crist\u00e3. A pr\u00f3pria evangeliza\u00e7\u00e3o, efetuada pelos ap\u00f3stolos \u00e9 a simples apresenta\u00e7\u00e3o de Cristo Crucificado. O crist\u00e3o, aceitando esta verdade, \u00e9 crucificado com Jesus Cristo, isto \u00e9, deve carregar diariamente a sua cruz, suportando inj\u00farias e sofrimentos, como Cristo. Este, oprimido pelo peso do pat\u00edbulo (\u201cpat\u00edbulo\u201d \u00e9 o bra\u00e7o transversal da cruz, que o condenado levava nas costas at\u00e9 o lugar do supl\u00edcio onde era encaixado estavelmente com a parte vertical), foi constrangido a expor-se aos insultos do povo no caminho que levava ao G\u00f3lgata. Os sofrimentos que reproduzem no corpo m\u00edstico da Igreja o estado de morte de Cristo s\u00e3o um contributo \u00e0 reden\u00e7\u00e3o dos homens, e garantem a participa\u00e7\u00e3o na gl\u00f3ria do Ressuscitado. Esta \u00e9 a raz\u00e3o que fez os m\u00e1rtires crist\u00e3os suportarem t\u00e3o grande sofrimentos: \u201cA minha paix\u00e3o est\u00e1 crucificada \u2013 escreve santo In\u00e1cio de Antioquia antes de sofrer o mart\u00edrio \u2013 n\u00e3o existe mais em mim o fogo da carne. Agora come\u00e7o a ser disc\u00edpulo\u2026 Prefiro morrer em Cristo Jesus a reinar de uma extremidade \u00e0 outra da terra. Procuro-o, ele que morreu por n\u00f3s; quero-o, ele que ressuscitou por n\u00f3s\u2026 Concedei-me que eu seja imitador da paix\u00e3o do meu Deus.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">_____________________________________________________________________<\/p>\n<p class=\"style19\" style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><strong>S\u00e3o Materno de Col\u00f4nia<\/strong><\/p>\n<p class=\"style19\" style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><span class=\"style18\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.arquisp.org.br\/sites\/default\/files\/santo\/foto\/09-14-sao-materno-de-colonia.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para S\u00e3o Materno de Col\u00f4nia\" width=\"174\" height=\"218\" \/>\u00c9<\/span> conhecido apenas como o primeiro bispo da hist\u00f3ria crist\u00e3 da cidade de Col\u00f4nia, na Alemanha. Desde o s\u00e9culo IV, criou-se uma tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, na cidade de Trier, na Alemanha, segundo a qual Materno teria vindo da Palestina. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso: o pr\u00f3prio ap\u00f3stolo Pedro \u00e9 que o teria enviado para divulgar o Evangelho ao mundo germ\u00e2nico.<br \/>\nEssa tradi\u00e7\u00e3o fazia de Trier a primeira sede episcopal crist\u00e3 da Alemanha, portanto dotada de jurisprud\u00eancia sobre as demais, por uma quest\u00e3o de antig\u00fcidade.<\/p>\n<p>A figura de Materno, o bispo de Col\u00f4nia, \u00e9, de fato, muito importante para a hist\u00f3ria da Igreja, que j\u00e1 estava liberta das persegui\u00e7\u00f5es externas, gra\u00e7as ao imperador Constantino. Mas a Igreja continuava exposta \u00e0s divis\u00f5es internas dos crist\u00e3os, que, insistentemente, prejudicavam a si pr\u00f3prios.<\/p>\n<p>Materno \u00e9 um de seus pacificadores, convocado a deixar a Alemanha para resolver um grande conflito nascido no norte da \u00c1frica: o cisma donatista. Liderados pelo bispo Donato, esse grupo de radicais tinha uma vis\u00e3o extremamente elitista, era totalmente contr\u00e1rio \u00e0s indulg\u00eancias e pregava a segrega\u00e7\u00e3o dos bons crist\u00e3os daqueles infi\u00e9is e traidores. Os donatistas consideravam traidores os crist\u00e3os que, por medo, durante a persegui\u00e7\u00e3o do imperador Diocleciano, haviam renegado a f\u00e9 e entregado os livros sagrados \u00e0s autoridades romanas. At\u00e9 mesmo negavam-se a aceitar a re-inclus\u00e3o dos sacerdotes que haviam agido dessa maneira, bom como a inclus\u00e3o de novos sacerdotes, caso tamb\u00e9m tivessem sido considerados, anteriormente, indignos. E por isso os donatistas de Cartago n\u00e3o reconheciam o novo bispo, Ceciliano, porque um dos bispos que o consagraram havia renegado \u00e0 f\u00e9, durante as persegui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Chamado para arbitrar, o imperador Constantino, em 313, escreve ao papa Melquior, de origem africana, para convocar o bispo Ceciliano, bem como outros, favor\u00e1veis ou n\u00e3o \u00e0 sua quest\u00e3o, para uma decis\u00e3o final, imparcial. E ainda o informa que os bispos Materno, da Alemanha, Ret\u00edcio e Martino, da Fran\u00e7a, j\u00e1 estavam a caminho de Roma. O imperador Constantino, obedecendo \u00e0s suas conveni\u00eancias pol\u00edticas, promoveu um ato incisivo no colegiado eclesi\u00e1stico, afian\u00e7ando o caso africano tamb\u00e9m aos bispos da Alemanha e da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Mais nada se sabe de Materno depois dessa importante miss\u00e3o em Roma, que se concluiu com a senten\u00e7a favor\u00e1vel ao bispo Ceciliano. Mas o cisma n\u00e3o terminou, mesmo contando, tamb\u00e9m, com a not\u00e1vel presen\u00e7a de santo Agostinho, bispo de Hipona.<\/p>\n<p>Entretanto, em Trier, a fama de santidade de seu primeiro bispo fez a figura de Materno tomar vulto e a popula\u00e7\u00e3o come\u00e7a a vener\u00e1-lo. Ao longo dos s\u00e9culos, a catedral de Trier, que abriga as rel\u00edquias de s\u00e3o Materno, foi reconstru\u00edda e, hoje, podemos ver o grau de devo\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is estampado nos vitrais desse templo. Seu culto foi autorizado pelo Vaticano, em conseq\u00fc\u00eancia dessa devo\u00e7\u00e3o secular e ainda presente nos fi\u00e9is. A data de sua tradicional festa lit\u00fargica, no dia 14 de setembro, foi mantida.<\/p>\n<p class=\"style19\" style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">S\u00e3o Materno de Col\u00f4nia, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outros Santos do mesmo dia:<\/strong>\u00a0Santo Nodeburga, Santa Palcila, Santo Gabriel Taurin DufresseBeato Claudio Laplace.<\/p>\n<div class=\"nr_related_placeholder\" data-permalink=\"http:\/\/cleofas.com.br\/1409-exaltacao-da-santa-cruz\/\" data-title=\"14\/09 \u2013 Exalta\u00e7\u00e3o da Santa Cruz\"><\/div>\n<div class=\"share-to-whatsapp-wrapper\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A festa em honra da Santa Cruz foi celebrada pela primeira vez em 335, por ocasi\u00e3o da dedica\u00e7\u00e3o de duas bas\u00edlicas constantinianas de Jerusal\u00e9m, a do Martyrium ou Ad Crucem sobre o G\u00f3lgota, e a do An\u00e1stasis, isto \u00e9, da Ressurrei\u00e7\u00e3o. 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