{"id":22732,"date":"2026-08-07T00:00:13","date_gmt":"2026-08-07T03:00:13","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=22732"},"modified":"2026-05-15T16:02:34","modified_gmt":"2026-05-15T19:02:34","slug":"sao-caetano-de-thiene","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-caetano-de-thiene\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Caetano de Thiene"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"style18\">C<\/span>aetano nasceu em Vic\u00eancia, na It\u00e1lia, em outubro de 1480. Filho do conde Gaspar de Thiene e de Maria do Porto, desde muito jovem mostrava grande preocupa\u00e7\u00e3o e zelo pelos pobres, abrindo asilos para os idosos e muitos hospitais para os doentes, especialmente para os incur\u00e1veis.<\/p>\n<p>Estudou em P\u00e1dua, onde se diplomou nas mat\u00e9rias jur\u00eddicas, aos vinte e quatro anos de idade. Dedicava-se ao estado eclesi\u00e1stico, mas sem ordenar-se, por considerar-se indigno. Nesse meio tempo, fundou, na propriedade da fam\u00edlia, em Rampazzo, uma igreja dedicada a Santa Maria Madalena, que ainda hoje \u00e9 a par\u00f3quia desta localidade.<\/p>\n<p>Em 1506, estava em Roma, exercendo a fun\u00e7\u00e3o de secret\u00e1rio particular do papa J\u00falio II. Na qualidade de escritor das cartas apost\u00f3licas, fez contato e conviveu com cardeais famosos, aprendendo muito com todos eles. Mas a principal virtude que Caetano cultivava era a humildade para observar muito bem antes de reprovar o mal alheio. Para melhor compreender, basta lembrar que ele viveu no per\u00edodo do esplendor renascentista, no qual o pr\u00f3prio Vaticano n\u00e3o primava pelo exemplo de moralidade e nem brilhava pela santidade dos costumes.<\/p>\n<p>Assim sendo, como homem inteligente e preparado, n\u00e3o se retirou para um ermo; ao contr\u00e1rio, encorajou-se para uma a\u00e7\u00e3o reformadora, come\u00e7ando por si mesmo. Costumava dizer que &#8220;Cristo espera e ningu\u00e9m se mexe&#8221;. Participou do movimento laical Orat\u00f3rio do Divino Amor, que procurava estudar e praticar as Sagradas Escrituras. S\u00f3 ent\u00e3o, depois de muita reflex\u00e3o, decidiu-se pela ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal, em 1516.<\/p>\n<p>Tinha trinta e seis anos de idade quando celebrou sua primeira missa na bas\u00edlica de Santa Maria Maior. Nesta ocasi\u00e3o, ele mesmo relatou depois, Nossa Senhora apareceu-lhe e colocou-lhe nos bra\u00e7os o Menino Jesus. Foi para Veneza em 1520, onde colaborou na funda\u00e7\u00e3o do hospital dos incur\u00e1veis. Tr\u00eas anos depois, incans\u00e1vel, voltou para Roma, onde, na companhia dos companheiros do Orat\u00f3rio &#8211; Bonif\u00e1cio Colli, Paulo Consiglieri e Jo\u00e3o Pedro Carafa, bispo de Chiete -, fundou a Ordem dos Teatinos Regulares, que tinha como objetivo a renova\u00e7\u00e3o do clero.<\/p>\n<p>Quando o papa Clemente VII aprovou a congrega\u00e7\u00e3o, Caetano renunciou a todos os seus bens para dedicar-se \u00fanica e exclusivamente \u00e0 vida comum. O mesmo ocorreu com o bispo Carafa, que abdicou tamb\u00e9m da sua vida episcopal. Anos mais tarde, ele veio a tornar-se o papa Paulo IV, um dos grandes reformadores da Igreja.<\/p>\n<p>A nova congrega\u00e7\u00e3o come\u00e7ou somente com os quatro, depois passaram para doze e esse n\u00famero aumentou bastante em pouco tempo. S\u00e3o os primeiros cl\u00e9rigos regulares. N\u00e3o s\u00e3o monges, pois s\u00e3o de vida ativa, por\u00e9m vivendo em obedi\u00eancia: sob uma regra de vida comum, como religiosos, cujos membros renunciam a todos os seus bens terrenos, devendo viver de seu trabalho apost\u00f3lico e de ofertas espont\u00e2neas dadas pelos fi\u00e9is, contando, apenas, com a Provid\u00eancia divina. Carafa foi o primeiro superior geral, embora a id\u00e9ia da funda\u00e7\u00e3o fosse de Caetano de Thiene, que, na sua humildade, sempre se manteve de lado.<\/p>\n<p>Caetano morreu de fadiga, ap\u00f3s uma vida de muito trabalho e sofrimento, aos sessenta e seis anos de idade, em N\u00e1poles, no dia 7 de agosto de 1547. Foi canonizado em 1671. O seu corpo \u00e9 venerado no dia de sua morte, na bel\u00edssima bas\u00edlica de S\u00e3o Paulo Maior, mas que \u00e9 chamada por todos os fieis e peregrinos de bas\u00edlica de S\u00e3o Caetano, localizada na pra\u00e7a principal da cidade.<\/p>\n<p>S\u00e3o Caetano de Thiene, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outros Santos do mesmo dia:<\/strong> Santos Sisto II, Felic\u00edsimo, Agapito e companheiros, Santa Claudia, Santo Donato de Arezzo, Santo Dom\u00e9cio o Persa, Santo Victr\u00edcio, S\u00e3o Alberto de Trapani, Beatos Agat\u00e2ngelo e Cassiano, Beato Edmundo Bojanowski, Beato Jord\u00e3o Forzat\u00e9, Santo Fausto, Beato Vicente de \u00c1quila.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caetano nasceu em Vic\u00eancia, na It\u00e1lia, em outubro de 1480. Filho do conde Gaspar de Thiene e de Maria do Porto, desde muito jovem mostrava grande preocupa\u00e7\u00e3o e zelo pelos pobres, abrindo asilos para os idosos e muitos hospitais para os doentes, especialmente para os incur\u00e1veis. Estudou em P\u00e1dua, onde se diplomou nas mat\u00e9rias jur\u00eddicas, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":22733,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[],"class_list":["post-22732","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-santo-do-dia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22732","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22732"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22732\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22734,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22732\/revisions\/22734"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22733"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22732"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22732"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22732"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}