{"id":22723,"date":"2026-08-04T00:00:32","date_gmt":"2026-08-04T03:00:32","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=22723"},"modified":"2026-05-15T16:01:35","modified_gmt":"2026-05-15T19:01:35","slug":"sao-joao-maria-vianney","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-joao-maria-vianney\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"style18\">J<\/span>o\u00e3o Maria Batista Vianney sem d\u00favida alguma, se tornou o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo ap\u00f3stolo Paulo: &#8220;Deus escolheu os insignificantes para confundir os grandes&#8221;. Ele nasceu em 8 de maio de 1786, no povoado de Dardilly, ao norte de Lyon, Fran\u00e7a. Seus pais, Mateus e Maria, tiveram sete filhos, ele foi o quarto. Gostava de freq\u00fcentar a igreja e desde a inf\u00e2ncia dizia que desejava ser um sacerdote.<\/p>\n<p>Vianney s\u00f3 foi para a escola na adolesc\u00eancia, quando abriram uma na sua aldeia, escola que freq\u00fcentou por dois anos apenas, porque tinha de trabalhar no campo. Foi quando se alfabetizou e aprendeu a ler e falar franc\u00eas, pois em sua casa se falava um dialeto regional.<\/p>\n<p>Para seguir a vida religiosa, teve de enfrentar muita oposi\u00e7\u00e3o de seu pai. Mas com a ajuda do p\u00e1roco, aos vinte anos de idade ele foi para o Semin\u00e1rio de \u00c9cully, onde os obst\u00e1culos existiam por causa de sua falta de instru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foram poucos os que vislumbraram a sua capacidade de racioc\u00ednio. Para os professores e superiores, era considerado um rude campon\u00eas, que n\u00e3o tinha intelig\u00eancia suficiente para acompanhar os companheiros nos estudos, especialmente de filosofia e teologia. Entretanto era um verdadeiro exemplo de obedi\u00eancia, caridade, piedade e perseveran\u00e7a na f\u00e9 em Cristo.<\/p>\n<p>Em 1815, Jo\u00e3o Maria Batista Vianney foi ordenado sacerdote. Mas com um impedimento: n\u00e3o poderia ser confessor. N\u00e3o era considerado capaz de guiar consci\u00eancias. Por\u00e9m para Deus ele era um homem extraordin\u00e1rio e foi por meio desse apostolado que o dom do Esp\u00edrito Santo manifestou-se sobre ele. Transformou-se num dos mais famosos e competentes confessores que a Igreja j\u00e1 teve.<\/p>\n<p>Durante o seu aprendizado em \u00c9cully, o abade Malley havia percebido que ele era um homem especial e dotado de carismas de santidade. Assim, tr\u00eas anos depois, conseguiu a libera\u00e7\u00e3o para que pudesse exercer o apostolado plenamente. Foi ent\u00e3o designado vig\u00e1rio geral na cidade de Ars-sur-Formans. Isso porque nenhum sacerdote aceitava aquela par\u00f3quia do norte de Lyon, que possu\u00eda apenas duzentos e trinta habitantes, todos n\u00e3o-praticantes e afamados pela viol\u00eancia. Por isso a igreja ficava vazia e as tabernas lotadas.<\/p>\n<p>Ele chegou em fevereiro de 1818, numa carro\u00e7a, transportando alguns pertences e o que mais precisava, seus livros. Conta a tradi\u00e7\u00e3o que na estrada ele se dirigiu a um menino pastor dizendo: &#8220;Tu me mostraste o caminho de Ars: eu te mostrarei o caminho do c\u00e9u&#8221;. Hoje, um monumento na entrada da cidade lembra esse encontro.<\/p>\n<p>Treze anos depois, com seu exemplo e postura caridosa, mas tamb\u00e9m severa, conseguiu mudar aquela triste realidade, invertendo a situa\u00e7\u00e3o. O povo n\u00e3o ia mais para as tabernas, em vez disso lotava a igreja. Todos agora queriam confessar-se, para obter a reconcilia\u00e7\u00e3o e os conselhos daquele homem que eles consideravam um santo.<\/p>\n<p>Na par\u00f3quia, fazia de tudo, inclusive os servi\u00e7os da casa e suas refei\u00e7\u00f5es. Sempre em ora\u00e7\u00e3o, comia muito pouco e dormia no m\u00e1ximo tr\u00eas horas por dia, fazendo tudo o que podia para os seus pobres. O dinheiro herdado com a morte do pai gastou com eles.<\/p>\n<p>A fama de seus dons e de sua santidade correu entre os fi\u00e9is de todas as partes da Europa. Muitos acorriam para par\u00f3quia de Ars com um s\u00f3 objetivo: ver o cura e, acima de tudo, confessar-se com ele. Mesmo que para isto tivessem que esperar horas ou dias inteiros. Assim, o local tornou-se um centro de peregrina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O Cura de Ars, como era chamado, nunca p\u00f4de parar para descansar. Morreu serenamente, consumido pela fadiga, na noite de 4 de agosto de 1859, aos setenta e tr\u00eas anos de idade. Muito antes de ser canonizado pelo papa Pio XI, em 1925, j\u00e1 era venerado como santo. O seu corpo, incorrupto, encontra-se na igreja da par\u00f3quia de Ars, que se tornou um grande santu\u00e1rio de peregrina\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Batista Vianney foi proclamado pela Igreja Padroeiro dos Sacerdotes e o dia de sua festa, 4 de agosto, escolhido para celebrar o Dia do Padre.<\/p>\n<p>S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outros Santos do mesmo dia:<\/strong> S\u00e3o Aristarco, S\u00e3o Eleut\u00e9rio, Beato Henrique Jos\u00e9 Krysztofik, Beatos Jos\u00e9 Batalla Paramon, Jos\u00e9 Rabasa, Betanachs e Eg\u00eddio Rodicio Rodi, Beato Guilherme Horn e Beato Frederico Janssoone.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Maria Batista Vianney sem d\u00favida alguma, se tornou o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo ap\u00f3stolo Paulo: &#8220;Deus escolheu os insignificantes para confundir os grandes&#8221;. Ele nasceu em 8 de maio de 1786, no povoado de Dardilly, ao norte de Lyon, Fran\u00e7a. Seus pais, Mateus e Maria, tiveram sete filhos, ele foi o quarto. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":22724,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[],"class_list":["post-22723","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-santo-do-dia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22723","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22723"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22723\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22725,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22723\/revisions\/22725"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22724"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22723"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22723"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22723"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}