{"id":22618,"date":"2023-07-09T00:00:55","date_gmt":"2023-07-09T03:00:55","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=22618"},"modified":"2023-01-02T17:02:31","modified_gmt":"2023-01-02T20:02:31","slug":"santa-madre-paulina-do-coracao-agonizante-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/santa-madre-paulina-do-coracao-agonizante-de-jesus\/","title":{"rendered":"Santa Madre Paulina do Cora\u00e7\u00e3o Agonizante de Jesus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"style30\">A<\/span>m\u00e1bile L\u00facia Visintainer nasceu no dia 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, prov\u00edncia de Trento, no norte da It\u00e1lia. Foi a segunda filha do casal Napole\u00e3o e Anna, que eram \u00f3timos crist\u00e3os, mas muito pobres.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, come\u00e7ava a emigra\u00e7\u00e3o dos italianos, movida pela doen\u00e7a e carestia que assolava a regi\u00e3o. Foi o caso da fam\u00edlia de Am\u00e1bile, que em setembro de 1875 escolheu o Brasil e o local onde muitos outros trentinos j\u00e1 haviam se estabelecido no estado de Santa Catarina, em Nova Trento, na pequena localidade de Vigolo.<\/p>\n<p>Assim que chegou, Am\u00e1bile conheceu Virg\u00ednia Rosa Nicolodi e tornaram-se grandes amigas. As duas se confessam apaixonadas pelo Senhor Jesus e n\u00e3o era raro encontr\u00e1-las, juntas, rezando fervorosamente. Fizeram a primeira comunh\u00e3o no mesmo dia, quando Am\u00e1bile j\u00e1 tinha completado doze anos de idade.<\/p>\n<p>Logo em seguida, o padre Servanzi a iniciou no apostolado paroquial, encarregando-a da catequese das crian\u00e7as, da assist\u00eancia aos doentes e da limpeza da capela de seu vilarejo, Vigolo, dedicada a s\u00e3o Jorge. Mas mal sabia o padre que estaria confirmando a voca\u00e7\u00e3o da jovem Am\u00e1bile para o servi\u00e7o do Senhor.<\/p>\n<p>Am\u00e1bile inclu\u00eda, sempre, Virg\u00ednia nas atividades para ampliar o campo de a\u00e7\u00e3o. Dedicava-se de corpo e alma \u00e0 caridade, servia consolando e ajudando os necessitados, os idosos, os abandonados, os doentes e as crian\u00e7as. As obras j\u00e1 eram reconhecidas e notadas por todos, embora n\u00e3o soubesse que j\u00e1 se consagrava a Deus.<\/p>\n<p>Com a permiss\u00e3o de seu pai, Am\u00e1bile construiu um pequeno casebre, num terreno doado por um bar\u00e3o, pr\u00f3ximo \u00e0 capela, para l\u00e1 rezar, cuidar dos doentes, instruir as crian\u00e7as. A primeira paciente foi uma mulher portadora de c\u00e2ncer terminal, a qual n\u00e3o tinha quem lhe cuidasse. Era o dia 12 de julho de 1890, data considerada como o dia da funda\u00e7\u00e3o da Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3zinhas da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, que iniciou com Am\u00e1bile e Virg\u00ednia atuando como enfermeiras.<\/p>\n<p>Essa tamb\u00e9m foi a primeira congrega\u00e7\u00e3o religiosa feminina fundada em solo brasileiro, tendo sido aprovada pelo bispo de Curitiba, em agosto 1895. Quatro meses depois, Am\u00e1bile, Virg\u00ednia e Teresa Anna Maule, outra jovem que se juntou a elas, fizeram os votos religiosos; e Am\u00e1bile recebeu o nome de irm\u00e3 Paulina do Cora\u00e7\u00e3o Agonizante de Jesus. Tamb\u00e9m foi nomeada superiora, passando a ser chamada de madre Paulina.<\/p>\n<p>A santidade e a vida apost\u00f3lica de madre Paulina e de suas irm\u00e3zinhas atra\u00edram muitas voca\u00e7\u00f5es, apesar da pobreza e das dificuldades em que viviam. Al\u00e9m do cuidado dos doentes, das crian\u00e7as \u00f3rf\u00e3s, dos trabalhos da par\u00f3quia, trabalhavam tamb\u00e9m na pequena ind\u00fastria da seda para poderem sobreviver.<\/p>\n<p>Em 1903, com o reconhecimento de sua obra, madre Paulina foi convidada a transferir-se para S\u00e3o Paulo. Fixando-se junto a uma capela no bairro do Ipiranga, iniciou a obra da &#8220;Sagrada Fam\u00edlia&#8221; para abrigar os ex-escravos e seus filhos depois da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, ocorrida em 1888. Em 1918, madre Paulina foi chamada \u00e0 Casa-geral, em S\u00e3o Paulo, com o reconhecimento de suas virtudes, para servir de exemplo \u00e0s jovens voca\u00e7\u00f5es da sua congrega\u00e7\u00e3o. Nesse per\u00edodo, destacou-se pela ora\u00e7\u00e3o constante e pela caridosa e cont\u00ednua assist\u00eancia \u00e0s irm\u00e3zinhas doentes.<\/p>\n<p>Em 1938, acometida pelo diabetes, iniciava um per\u00edodo de grande sofrimento, iniciando com a amputa\u00e7\u00e3o do bra\u00e7o direito, at\u00e9 a cegueira total. Madre Paulina morreu serenamente no dia 9 de julho de 1942, na Casa-geral de sua congrega\u00e7\u00e3o, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Ela foi beatificada pelo papa Jo\u00e3o Paulo II em 1991, quando o papa visitou, oficialmente, o Brasil. Depois, o mesmo pont\u00edfice canonizou-a em 2002, tornando-se, assim, a primeira santa do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santa Madre Paulina do Cora\u00e7\u00e3o Agonizante de Jesus, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outros Santos do mesmo dia:<\/strong> S\u00e3o Agosttinho Zhao Rong e 119 companheiros, Santa Everilda, Santa Ver\u00f4nica Giuliani, Beata Joana de Reggio, Beato Adriano Fortescue, Santa Faustina de Roma, Santa Faustina, Santa Everilda, Santa Floriana de Roma, Beata Maria de Jesus Crucifixo Petkovic, S\u00e3o Nicolau Pick, S\u00e3o Jer\u00f4nimo van Weert, Santo Teodoro van der Eem e Nic\u00e1sio Janssen van Heeze.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Am\u00e1bile L\u00facia Visintainer nasceu no dia 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, prov\u00edncia de Trento, no norte da It\u00e1lia. Foi a segunda filha do casal Napole\u00e3o e Anna, que eram \u00f3timos crist\u00e3os, mas muito pobres. 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