{"id":22485,"date":"2026-06-09T00:00:16","date_gmt":"2026-06-09T03:00:16","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=22485"},"modified":"2026-05-15T15:42:04","modified_gmt":"2026-05-15T18:42:04","slug":"sao-jose-de-anchieta-santo-efrem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-jose-de-anchieta-santo-efrem\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Jos\u00e9 de Anchieta \/ Santo Efr\u00e9m"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"style18\">J<\/span>os\u00e9 de Anchieta nasceu no dia 19 de mar\u00e7o de 1534, na cidade de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o da Laguna, na ilha de Tenerife, do arquip\u00e9lago das Can\u00e1rias, Espanha. Foi educado na ilha at\u00e9 os quatorze anos de idade. Depois, seus pais, descendentes de nobres, decidiram que ele continuaria sua forma\u00e7\u00e3o na Universidade de Coimbra, em Portugal. Era um jovem inteligente, alegre, estimado e querido por todos. Ex\u00edmio escritor, sempre se confessou influenciado pelos escritos de s\u00e3o Francisco Xavier. Amava a poesia e mais ainda, gostava de declamar. Por causa da voz doce e melodiosa, era chamado pelos companheiros de &#8220;canarinho&#8221;.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m tinha forte inclina\u00e7\u00e3o para a solid\u00e3o. Tinha o h\u00e1bito de recolher-se na sua cela ou de retirar-se para um local ermo a fim de dedicar-se \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o. Certa vez, isolou-se na catedral de Coimbra e, quando rezava no altar de Nossa Senhora, compreendeu a miss\u00e3o que o aguardava. Naquele mesmo instante, sentiu o chamado para dedicar sua vida ao servi\u00e7o de Deus. Tinha dezessete anos e fez o voto de consagrar-se \u00e0 Virgem Maria.<\/p>\n<p>Ingressou na Companhia de Jesus e, quando se tornou jesu\u00edta, seguiu para o Brasil, em 1553, como mission\u00e1rio. Chegou na Bahia junto com mais seis jesu\u00edtas, todos doentes, inclusive ele, que nunca mais se recuperou. Em 1554, chegou \u00e0 capitania de S\u00e3o Vicente, onde, junto com o provincial do Brasil, padre Manoel da N\u00f3brega, fundou, no planalto de Piratininga, aquela que seria a cidade de S\u00e3o Paulo, a maior da Am\u00e9rica do Sul. No local foi instalado um col\u00e9gio e seu trabalho mission\u00e1rio come\u00e7ou.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 de Anchieta n\u00e3o apenas catequizava os \u00edndios. Dava condi\u00e7\u00f5es para que se adaptassem \u00e0 chegada dos colonizadores, fortalecendo, assim, a resist\u00eancia cultural. Foi o primeiro a escrever uma &#8220;gram\u00e1tica tupi-guarani&#8221;, mas, ao mesmo tempo, ensinava aos silv\u00edcolas no\u00e7\u00f5es de higiene, medicina, m\u00fasica e literatura. Por outro lado, fazia quest\u00e3o de aprender com eles, desenvolvendo diversos estudos da fauna, da flora e do idioma.<\/p>\n<p>Anchieta era tamb\u00e9m um poeta, al\u00e9m de escritor. \u00c9 c\u00e9lebre o dia em que, estando sem papel e l\u00e1pis \u00e0 m\u00e3o, escreveu nas areias da praia o c\u00e9lebre &#8220;Poema \u00e0 Virgem&#8221;, que decorou antes que o mar apagasse seus versos. A profundidade do seu trabalho mission\u00e1rio, de toda a sua vida dedicada ao bem do pr\u00f3ximo aqui no Brasil, foi exclusivamente em favor do futuro e da sobreviv\u00eancia dos \u00edndios, bem como para preservar sua influ\u00eancia na cultura geral de um novo povo.<\/p>\n<p>Com a morte do padre Manoel da N\u00f3brega em 1567, o cargo de provincial do Brasil passou a ser ocupado pelo padre Jos\u00e9 de Anchieta. Neste posto mais alto da Companhia de Jesus, viajou por todo o pa\u00eds orientando os trabalhos mission\u00e1rios.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 de Anchieta morreu no dia 9 de junho de 1597, na pequena vila de Reritiba, atual cidade de Anchieta, no Esp\u00edrito Santo, sendo reconhecido como o &#8220;Ap\u00f3stolo do Brasil&#8221;. Foi beatificado pelo papa Jo\u00e3o Paulo II em 1980. A festa lit\u00fargica foi institu\u00edda no dia de sua morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Jos\u00e9 de Anchieta, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">_____________________________________________________________________<\/p>\n<p class=\"entry-title\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Santo Efr\u00e9m<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabemos muito <img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/cleofas.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/santo-efrem.jpg\" alt=\"santo efrem\" \/>pouco sobre a vida de santo Efr\u00e9m. Nasceu em Nisibi na Mesopot\u00e2mia setentrional, no in\u00edcio do s\u00e9culo IV, provavelmente em 306. Ele tinha sete anos quando Constantino emanou o edito de Mil\u00e3o. Ao que parece Efr\u00e9m n\u00e3o tinha muita liberdade de culto no \u00e2mbito da pr\u00f3pria fam\u00edlia, pois o seu pai era sacerdote pag\u00e3o, naturalmente pouco propenso a aceitar a forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 que a piedosa m\u00e3e procurava dar ao filho. Efr\u00e9m foi expulso de casa. Aos 18 anos recebia o batismo e viveu do pr\u00f3prio trabalho, em Edessa, como servidor num balne\u00e1rio p\u00fablico. Em 338, Nisibi foi atacada pelos persas e Efr\u00e9m correu ajud\u00e1-la. Quando Nisibi caiu sob o dom\u00ednio dos persas, Efr\u00e9m, feito di\u00e1cono, se estabeleceu definitivamente em Edessa, onde dirigiu uma escola. A\u00ed morreu a 9 de junho de 373. Bento XV o declarou doutor da Igreja em 1920. A tradi\u00e7\u00e3o no-lo apresenta como homem austero. N\u00e3o sabia grego e provavelmente foi esta a raz\u00e3o pelo qual n\u00e3o encontramos na sua obra liter\u00e1ria aquela influ\u00eancia teol\u00f3gica contempor\u00e2nea, caracterizada pelas controv\u00e9rsias trinit\u00e1rias. Ele \u00e9 um transmissor genu\u00edno da doutrina crist\u00e3 antiga. O meio usado por santo Efr\u00e9m para a divulga\u00e7\u00e3o da verdade crist\u00e3 \u00e9 provavelmente a poesia, raz\u00e3o porque foi chamado de \u201ca harpa do Esp\u00edrito Santo.\u201d Na sua \u00e9poca estava-se organizando o canto religioso alternado nas igrejas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os iniciadores foram santo Ambr\u00f3sio em Mil\u00e3o e Diodoro em Antioquia. O di\u00e1cono de Nisibi, nas fronteiras da cristandade e do mundo romano, comp\u00f4s na l\u00edngua nativa poesias de conte\u00fado did\u00e1tico ou exortativo, de natureza l\u00edrica e pr\u00f3pria para o canto coletivo. O car\u00e1ter popular de suas poesias propiciou logo uma vasta divulga\u00e7\u00e3o. Da S\u00edria chegaram ao Oriente mediterr\u00e2neo, gra\u00e7as tamb\u00e9m a uma cuidadosa tradu\u00e7\u00e3o em grego. Efr\u00e9m n\u00e3o escrevia pela gl\u00f3ria liter\u00e1ria: servia-se da poesia como de um excelente meio pastoral, mesmo nas hom\u00edlias e nos serm\u00f5es. O profundo conhecimento da Sagrada Escritura oferecia \u00e0 sua rica veia po\u00e9tica o elemento mais prop\u00edcio para imergir-se nos mist\u00e9rios da verdade e extrair \u00fateis ensinamentos para o povo de Deus. Ele \u00e9 tamb\u00e9m o poeta da Nossa Senhora, \u00e0 qual endere\u00e7ou 20 hinos e para com ela teve express\u00f5es de terna devo\u00e7\u00e3o. Invocava Maria como a \u201cmais resplandecente que o sol, conciliadora do c\u00e9u e da terra, paz, alegria e salva\u00e7\u00e3o do mundo, honra das virgens, toda pura, imaculada, incorrupta, sant\u00edssima, inviolada, vener\u00e1vel, honor\u00edfica\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santo Efr\u00e9m, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outros Santos do mesmo dia:<\/strong>\u00a0S\u00e3o Columba, Santos Primo e Feliciano, S\u00e3o Vicente de Agen, S\u00e3o Pel\u00e1gia de Antioquia, S\u00e3o Ricardo de Andria, Beato Silvestre de Valdiseve, Beato Henrique o Sapateiro, Beato Ana Maria Taigi, Beato Jos\u00e9 Imbert, Beato Luiz Boccardo e Beato Roberto Salt.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 de Anchieta nasceu no dia 19 de mar\u00e7o de 1534, na cidade de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o da Laguna, na ilha de Tenerife, do arquip\u00e9lago das Can\u00e1rias, Espanha. 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