{"id":22075,"date":"2026-01-04T00:00:35","date_gmt":"2026-01-04T03:00:35","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=22075"},"modified":"2026-05-15T14:47:13","modified_gmt":"2026-05-15T17:47:13","slug":"santa-angela-de-foligno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/santa-angela-de-foligno\/","title":{"rendered":"Santa \u00c2ngela de Foligno"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"style18\">A<\/span> hist\u00f3ria de Santa \u00c2ngela, considerada uma das primeiras m\u00edsticas italianas, poderia ser o roteiro de um romance ou novela, com final feliz, \u00e9 claro. Transformou-se de mulher f\u00fatil e despreocupada em m\u00edstica e devota, depois literata, te\u00f3loga e, finalmente, santa. A data mais aceita para o nascimento de \u00c2ngela, em Foligno, perto de Assis e de Roma, \u00e9 o ano 1248. Ela pertencia \u00e0 uma fam\u00edlia relativamente rica e bem situada socialmente. Ainda muito jovem casou-se com um nobre e passou a levar uma vida ainda mais confort\u00e1vel, voltada para as vaidades, festas e recrea\u00e7\u00f5es mundanas. Assim viveu at\u00e9 os trinta e sete anos, quando uma trag\u00e9dia avassaladora mudou sua vida.<\/p>\n<p>Num curto espa\u00e7o de tempo perdeu os pais, o marido e todos os numerosos filhos, um a um. Mas, ao inv\u00e9s de esmorecer, uma mulher forte e confiante nasceu daquela seq\u00fc\u00eancia de mortes e sofrimento, cheia de f\u00e9 em Deus e no seu conforto espiritual. Como conseq\u00fc\u00eancia, em 1291 fez os votos religiosos, doando todos os seus bens para os pobres e entrando para a Ordem Terceira de S\u00e3o Francisco, trocando a futilidade por penit\u00eancias e ora\u00e7\u00f5es. O dom m\u00edstico come\u00e7ou a se manifestar quando Santa \u00c2ngela recebeu em sonho a orienta\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco para que fizesse uma peregrina\u00e7\u00e3o a Assis. Ela obedeceu, e a partir da\u00ed as manifesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o pararam mais.<\/p>\n<p>Contam seus escritos que ela chegava a sentir todo o flagelo da paix\u00e3o de Cristo, nos ossos e juntas do pr\u00f3prio corpo. Todas essas manifesta\u00e7\u00f5es, acompanhadas e testemunhadas por seu diretor espiritual, Santo Arnaldo de Foligno, foram registradas em narra\u00e7\u00f5es que ela escrevia em dialeto \u00fambrio e que eram transcritas imediatamente para o latim ensinado nas escolas, para que pudessem ser aproveitados imediatamente por toda a cristandade. Trinta e cinco dessas passagens foram editadas com o t\u00edtulo &#8220;Experi\u00eancias espirituais, revela\u00e7\u00f5es e consola\u00e7\u00f5es da Bem-Aventurada \u00c2ngela de Foligno&#8221;, livro que passou a ser b\u00e1sico para a forma\u00e7\u00e3o de religiosos e trouxe para a Santa o t\u00edtulo de &#8220;Mestra dos Te\u00f3logos&#8221;. Muitos dos quais a comparam como Santa Tereza d&#8217;\u00c1vila e Santa Catarina de Sena.<\/p>\n<p>\u00c2ngela terminou seus dias orientando espiritualmente, atrav\u00e9s de cartas, centenas de pessoas que pediam seus conselhos. Ao Santo Arnaldo, \u00e0 quem ditou sua autobiografia, disse o seguinte: &#8220;Eu, \u00c2ngela de Foligno, tive que atravessar muitas etapas no caminho da penitencia e convers\u00e3o. A primeira foi me convencer de como o pecado \u00e9 grave e danoso. A segunda foi sentir arrependimento e vergonha por ter ofendido a bondade de Deus. A terceira me confessar de todos os meus pecados. A quarta me convencer da grande miseric\u00f3rdia que Deus tem para com os pecadores que desejam ser perdoados. A quinta adquirir um grande amor e reconhecimento por tudo o que Cristo sofreu por todos n\u00f3s. A sexta sentir um profundo amor por Jesus Eucar\u00edstico. A s\u00e9tima aprender a orar, especialmente rezar com amor e aten\u00e7\u00e3o o Pai Nosso. A oitava procurar e tratar de viver em cont\u00ednua e afetuosa comunh\u00e3o com Deus&#8221;. Na Santa Missa, ela muitas vezes via Jesus Cristo na Santa H\u00f3stia. Morreu, em 04 de janeiro 1309, j\u00e1 sexagen\u00e1ria, sendo enterrada na Igreja de S\u00e3o Francisco, em Foligno, It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Seu t\u00famulo foi cen\u00e1rio de muitos prod\u00edgios e gra\u00e7as. Assim, a atribui\u00e7\u00e3o de sua santidade aconteceu naturalmente, \u00e0quela que os devotos consideram como a padroeira das vi\u00favas e protetora da morte prematura das crian\u00e7as. Foi o Papa Clemente XI que reconheceu seu culto, em 1707. Por\u00e9m ela j\u00e1 tinha sido descrita como Santa por v\u00e1rios outros pont\u00edfices, \u00e0 exemplo de Paulo III em 1547 e Inocente XII em 1693. Mais recentemente o Papa Pio XI a mencionou tamb\u00e9m como Santa em uma carta datada de 1927.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santa \u00c2ngela de Foligno, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de Santa \u00c2ngela, considerada uma das primeiras m\u00edsticas italianas, poderia ser o roteiro de um romance ou novela, com final feliz, \u00e9 claro. Transformou-se de mulher f\u00fatil e despreocupada em m\u00edstica e devota, depois literata, te\u00f3loga e, finalmente, santa. 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