{"id":20909,"date":"2017-03-08T13:25:22","date_gmt":"2017-03-08T16:25:22","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/03\/08\/exercicios-espirituais-reencontrar-a-unidade-em-torno-da-ceia-do-senhor\/"},"modified":"2017-06-02T10:31:23","modified_gmt":"2017-06-02T13:31:23","slug":"exercicios-espirituais-reencontrar-a-unidade-em-torno-da-ceia-do-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/exercicios-espirituais-reencontrar-a-unidade-em-torno-da-ceia-do-senhor\/","title":{"rendered":"Exerc\u00edcios espirituais: reencontrar a unidade em torno da Ceia do Senhor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/papas\/1912922_articolo.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Ariccia &#8211; (RV) &#8211; \u201cO p\u00e3o e o corpo, o vinho e o sangue\u201d foi o tema que o padre franciscano Giulio Michelini desenvolveu na terceira medita\u00e7\u00e3o proposta na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira ao Papa e \u00e0 C\u00faria Romana, durante os Exerc\u00edcios espirituais em andamento em Ariccia, nas proximidades de Roma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/media02.radiovaticana.va\/audio\/audio2\/mp3\/00572868.mp3\">Clique aqui para ouvir: <\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pregador extraiu da oferta total de Jesus em corpo e sangue para a salva\u00e7\u00e3o da humanidade uma mensagem de unidade e partilha para todos os crist\u00e3os.<\/p>\n<p>Na \u00daltima Ceia: festa e comunh\u00e3o, mas tamb\u00e9m pecado e fragilidade<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o antropol\u00f3gica, teol\u00f3gica e existencial do cear juntos. Da\u00ed partiu a medita\u00e7\u00e3o do frade menor. \u201cColocou-se \u00e0 mesa com os Doze\u201d \u2013 est\u00e1 escrito no Evangelho segundo S\u00e3o Mateus \u2013, neste cear juntos est\u00e1 a beleza da partilha, explicou o pregador, mas tamb\u00e9m a nossa humanidade, o pecado e a fragilidade simbolizados no alimento, como narram muitos epis\u00f3dios b\u00edblicos, at\u00e9 a enc\u00edclica \u201cLaudato si\u201d do Papa Francisco, quando\u00a0 fala de ego\u00edsmo em rela\u00e7\u00e3o ao alimento:<\/p>\n<p>\u201cPodemos imaginar o que deve ter acontecido naquela ceia. Era uma festa: naturalmente os te\u00f3logos e os exegetas discutem muito sobre o car\u00e1cter pascal ou n\u00e3o dessa ceia. Mas \u00e9 claro que era belo para eles estar juntos. Estar juntos evidencia tamb\u00e9m a nossa humanidade. E esses elementos est\u00e3o presentes na ceia de Jesus: o primeiro, o do amor, com o qual essa ceia foi preparada, e o amor que Jesus ofereceu com o alimento que doou. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m, nessa ceia, o \u00f3dio, a fragilidade, a divis\u00e3o. Comer o alimento, se pensamos bem, tem a ver propriamente com uma dimens\u00e3o humana.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 a dimens\u00e3o da fraqueza, do reconhecer-se n\u00e3o autossuficientes, e comer juntos \u00e9 confessar aos outros essa condi\u00e7\u00e3o de criatura, \u201ccondi\u00e7\u00e3o limitada\u201d, como a que emerge tamb\u00e9m das ceias dos primeiros crist\u00e3os narradas por S\u00e3o Paulo aos Cor\u00edntios, e marcadas \u2013 observou Pe. Michelini \u2013 pelo apego de cada um ao pr\u00f3prio alimento e por uma falta de verdadeira partilha.<\/p>\n<p>E \u00e9 emblem\u00e1tico que propriamente naquele quadro de fragilidade da \u00daltima Ceia se apresente a trai\u00e7\u00e3o de Judas, que ele de h\u00e1 muito tramava.<\/p>\n<p>Jesus deixa o sinal da sua futura presen\u00e7a: doa todo seu ser em corpo e sangue<\/p>\n<p>Por\u00e9m, prosseguiu o pregador franciscano, \u00e9 igualmente emblem\u00e1tico que propriamente na noite em que foi tra\u00eddo, Jesus n\u00e3o retirou seu dom e doou tudo aquilo que tinha para dar: corpo e sangue. Justamente atrav\u00e9s do alimento comido juntos, Jesus deixa um exemplo e o sinal da sua futura presen\u00e7a:<\/p>\n<p>\u201cPara n\u00f3s que cremos em Jesus, \u00e9 justamente a Palavra que se fez carne. E portanto, tudo aquilo que Jesus, o filho, tinha oferecido de si, a sua divindade, tinha sido oferecido com a Encarna\u00e7\u00e3o. Tudo aquilo que o Filho, que o Verbo e a Palavra podia oferecer, na sua divindade, foi oferecido com a Encarna\u00e7\u00e3o. Com diz Paulo: \u2018Jesus, mesmo sendo de condi\u00e7\u00e3o divina, n\u00e3o considerou um privil\u00e9gio o ser igual a Deus\u2019. Portanto, eis que com aquele p\u00e3o agora a sua humanidade devia ser doada. \u00c9 claro, naquela humanidade tamb\u00e9m est\u00e3o o Filho de Deus e a Palavra. Mas aquele p\u00e3o \u00e9 propriamente a carne, porque \u00e9 nessa carne que aquela Palavra se tornou tal; e, portanto, o Corpo e o Sangue. Jesus \u00e9 totalmente pobre, n\u00e3o porque viveu simplesmente de forma pobre, mas porque n\u00e3o tem mais nada a defender. De fato, se pensamos bem, justamente nesta ceia doa tudo aquilo que lhe restava.\u201d<\/p>\n<p>Somente com a Paix\u00e3o se tem a remiss\u00e3o dos pecados<\/p>\n<p>Ao inv\u00e9s, \u00e9 nas palavras de Mateus sobre o c\u00e1lice, naquela \u00daltima Ceia, frisou ainda o pregador, que ressalta um elemento original, ou seja, o sangue de Jesus ligado ao perd\u00e3o dos pecados.<\/p>\n<p>\u201cSer\u00e1 derramado por muitos, para a remiss\u00e3o dos pecados. Por fim, quem l\u00ea esse Evangelho descobre o significado do nome de Jesus, \u201cDeus salvar\u00e1\u201d, e entende o modo como o far\u00e1, isto \u00e9, a Paix\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cA f\u00f3rmula que Jesus recita n\u00e3o \u00e9 uma simples f\u00f3rmula; n\u00e3o \u00e9 algo de extr\u00ednseco. Podemos tamb\u00e9m ousar dizer que \u00e9 muito f\u00e1cil: \u2018Deus lhe quer bem\u2019. \u00c9 muito f\u00e1cil dizer: \u2018Deus lhe perdoa\u2019. No fundo, n\u00e3o nos custa nada dizer: \u2018Seus pecados est\u00e3o perdoados\u2019. Mas somente a\u00ed, com o sangue derramado, finalmente ent\u00e3o emerge o modo com o qual os pecados ser\u00e3o perdoados:\u00a0 isto \u00e9, com a morte de Cristo. Porque, como diz o Salmo, somente Deus pode pagar o pre\u00e7o do pecado. O homem n\u00e3o pode resgatar a si mesmo. E como lemos no Livro do Lev\u00edtico, e Mateus conhece bem esta simb\u00f3lica judaica, o pecado \u00e9 redimido somente com o derramamento do sangue.\u201d<\/p>\n<p>Os crist\u00e3os cres\u00e7am na unidade e partilha<\/p>\n<p>Por fim, ao t\u00e9rmino da medita\u00e7\u00e3o, Pe. Michelini prop\u00f4s tr\u00eas perguntas para a reflex\u00e3o. A primeira diz respeito a nossa rela\u00e7\u00e3o com o alimento e pede para n\u00e3o se ter apegos, mas dom\u00ednio de si; a segunda \u00e9 um convite a crescer ainda na unidade entre crist\u00e3os, como disc\u00edpulos em torno da ceia com Cristo; e a \u00faltima \u00e9 uma pergunta sobre o perd\u00e3o e pede para ser verdadeiramente conscientes de que Jesus n\u00e3o somente com palavras, mas verdadeiramente, com a pr\u00f3pria vida, alcan\u00e7ou para n\u00f3s a miseric\u00f3rdia do Pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ariccia &#8211; (RV) &#8211; \u201cO p\u00e3o e o corpo, o vinho e o sangue\u201d foi o tema que o padre franciscano Giulio Michelini desenvolveu na terceira medita\u00e7\u00e3o proposta na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira ao Papa e \u00e0 C\u00faria Romana, durante os Exerc\u00edcios espirituais em andamento em Ariccia, nas proximidades de Roma. \u00a0 Clique aqui para ouvir: [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20908,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-20909","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20909","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20909"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20909\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27109,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20909\/revisions\/27109"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20908"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20909"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20909"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20909"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}