{"id":20813,"date":"2017-03-03T18:09:20","date_gmt":"2017-03-03T21:09:20","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/03\/03\/novamente-as-tentacoes\/"},"modified":"2017-05-04T16:39:03","modified_gmt":"2017-05-04T19:39:03","slug":"novamente-as-tentacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/novamente-as-tentacoes\/","title":{"rendered":"Novamente as tenta\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio da Quaresma, a Igreja sempre nos prop\u00f5e a leitura do relato das tenta\u00e7\u00f5es de Jesus. Poder\u00edamos aproveitar a oportunidade para falar das tenta\u00e7\u00f5es e da\u00ed passar\u00edamos a falar do pecado. Mas \u00e9 certo que esse Evangelho(cf. Mt 4,1-11) nos orienta para outro ponto: as tenta\u00e7\u00f5es foram para Jesus a oportunidade para que descobrisse ou reafirmasse sua pr\u00f3pria identidade.<br \/>Qual era sua rela\u00e7\u00e3o com Deus, a quem chamava de Pai? De que maneira deveria realizar sua miss\u00e3o de anunciar o Reino? Deveria se servir do poder da for\u00e7a para levar as massas a acreditarem nele e no Reino que anunciava? Todas essas perguntas s\u00e3o as que est\u00e3o em jogo no relato das tenta\u00e7\u00f5es. Todas essas quest\u00f5es foram cruciais para Jesus. Foi um momento chave em sua vida. Jesus compreendeu que o seu futuro n\u00e3o era ser carpinteiro em Nazar\u00e9. Percebeu que sua voca\u00e7\u00e3o era tornar presente no mundo, em seu mundo, o amor de Deus, desse Deus que era para Ele Pai de Amor e Miseric\u00f3rdia. Mas como? Sem d\u00favida, Jesus refletiu de maneira muito s\u00e9ria a respeito desse ponto. Era o sentido mesmo de sua vida, seu pr\u00f3prio futuro que estava em jogo. <br \/>Essa reflex\u00e3o, com certeza, n\u00e3o aconteceu em uma noite \u2013 os evangelistas nos relataram em um estilo novelesco, falando das tenta\u00e7\u00f5es sofridas por Jesus.<br \/>Ao final dos seus trinta anos de vida escondida em Nazar\u00e9, ele chegou a uma conclus\u00e3o clara: n\u00e3o se tratava de usar o poder que Deus lhe havia conferido e nem mesmo de abusar do seu nome. Aquele a quem Jesus havia reconhecido como Pai reconhece e respeita a liberdade humana. O Deus de Jesus n\u00e3o manipula a consci\u00eancia de ningu\u00e9m. Deseja ser aceito de maneira livre como Deus e Pai de todos. A partir desse momento, a miss\u00e3o de Jesus foi caracterizada pela simplicidade do an\u00fancio, pela proximidade com todos, pelo encontro humano, cheio de miseric\u00f3rdia e compaix\u00e3o para com todos os homens e mulheres, em especial, aqueles que sofriam. Por isso, Jesus acabou por revelar Deus muito mais por seu estilo de vida, por seu comportamento que por seus discursos. Estes n\u00e3o s\u00e3o mais do que o reflexo de sua vida e de sua experi\u00eancia de Deus.<br \/>N\u00f3s tamb\u00e9m podemos compreender, assim, as tenta\u00e7\u00f5es que padecemos a partir dessa perspectiva. S\u00e3o a oportunidade para nos esclarecer sobre quem somos, sobre o sentido de nossa vida e sobre o que desejamos ser. S\u00e3o momentos chave nos quais nos encontramos em uma encruzilhada. Precisamos tomar uma decis\u00e3o que marcar\u00e1 nossas vidas, nosso futuro e nossa maneira de ser. Ao sermos tentados, nos damos conta de que n\u00f3s somos livres, de que h\u00e1 outras possibilidades pelas quais podemos optar. Trata-se de um momento em que nos tornamos donos de nossas vidas. Em nossas m\u00e3os est\u00e1 a decis\u00e3o e somos respons\u00e1veis por ela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No in\u00edcio da Quaresma, a Igreja sempre nos prop\u00f5e a leitura do relato das tenta\u00e7\u00f5es de Jesus. Poder\u00edamos aproveitar a oportunidade para falar das tenta\u00e7\u00f5es e da\u00ed passar\u00edamos a falar do pecado. Mas \u00e9 certo que esse Evangelho(cf. 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