{"id":20799,"date":"2017-03-03T13:22:04","date_gmt":"2017-03-03T16:22:04","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/03\/03\/as-tentacoes-de-jesus-2\/"},"modified":"2017-05-04T16:51:00","modified_gmt":"2017-05-04T19:51:00","slug":"as-tentacoes-de-jesus-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/as-tentacoes-de-jesus-2\/","title":{"rendered":"As tenta\u00e7\u00f5es de Jesus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">No limiar da quaresma, tempo de convers\u00e3o, Jesus se apresenta como modelo, ensinando a vencer as tenta\u00e7\u00f5es diab\u00f3licas (Mt 4,1-11). Em duas c\u00e9lebres passagens o Evangelho mostra um combate de Jesus, a saber, um antes de inaugurar sua vida p\u00fablica e outro antes de entrar na sua Paix\u00e3o. As tenta\u00e7\u00f5es do deserto e a aceita\u00e7\u00e3o da cruz no Horto das Oliveiras s\u00e3o dois marcos significativos que patenteiam Cristo vitorioso. Este concita seus seguidores a trilharem o caminho da salva\u00e7\u00e3o. As tenta\u00e7\u00f5es do deserto foram precedidas por uma proclama\u00e7\u00e3o clara de sua identidade divina ap\u00f3s seu batismo no Jord\u00e3o. O Esp\u00edrito Santo descera sobre Ele em forma de pomba e ouviu-se a voz do Pai a anunciar que Ele era o seu Filho bem-amado. Foi, portanto assim confortado que Jesus se dirigiu para o deserto, lugar prop\u00edcio de comunica\u00e7\u00e3o com o Pai e o Esp\u00edrito Santo e onde se daria seu singular triunfo sobre satan\u00e1s. Este, por sinal, duas vezes repetiria: \u201cSi tu \u00e9s o Filho de Deus\u201d, desejando uma prova da teofania descrita pelos Evangelistas.\u00a0 Tratava-se de uma demonstra\u00e7\u00e3o de poder divino, transformando as pedras em p\u00e3o e se projetando do pin\u00e1culo do templo, pois do c\u00e9u viriam os anjos para ampar\u00e1-lo. Jesus era, de fato, o Filho de Deus e nisto o dem\u00f4nio tinha raz\u00e3o, mas as consequ\u00eancias eram incorretas e eram o cerne das tenta\u00e7\u00f5es. O esp\u00edrito do mal queria que Cristo usasse de maneira err\u00f4nea sua divindade. Deste modo, atrav\u00e9s de prod\u00edgios espetaculares o Redentor demonstraria sua independ\u00eancia pessoal indo contra os planos eternos tra\u00e7ados desde toda a eternidade. Seria uma viola\u00e7\u00e3o in\u00fatil da ordem natural das coisas e, na verdade, para satisfazer satan\u00e1s. Uma domina\u00e7\u00e3o sem nexo das leis naturais. O orgulho humano prevaleceria. Jesus, contudo, foi claro: \u201cNem s\u00f3 de p\u00e3o vive o homem, mas de toda coisa ordenada por Deus\u201d. e na insinua\u00e7\u00e3o seguinte: \u201cN\u00e3o tentar\u00e1s o Senhor teu Deus\u201d.\u00a0 Estava, assim, superada uma subvers\u00e3o das leis estabelecidas pelo projeto divino, recusando milagres sem motivo plaus\u00edvel. Na terceira tenta\u00e7\u00e3o ambi\u00e7\u00e3o, poder e riqueza, numa vis\u00e3o fantasiosa dos reinos do mundo, foram os artif\u00edcios do maligno, ali\u00e1s, confirmando que o dem\u00f4nio \u00e9 \u201cmentiroso e o pai da mentira\u201d (Jo 8,44). O objetivo final era evidente, ou seja, levar Jesus a um ato de idolatria. A pronta atitude do Mestre divino foi taxativa numa mensagem a ser seguida por todos os seus disc\u00edpulos: \u201cVai-te, satan\u00e1s, pois est\u00e1 escrito: \u201dAdorar\u00e1s ao Senhor teu Deus e a Ele s\u00f3 prestar\u00e1s culto\u201d. Era uma ordem ao advers\u00e1rio e uma li\u00e7\u00e3o para todos os homens. De fato, somente ao Ser supremo se deve render toda honra e toda gl\u00f3ria, mas, infelizmente, muitos cairiam nas garras do inimigo de Deus a se curvariam perante as imposi\u00e7\u00f5es mundanas adorando os prazeres terrenos e se entregando tantas formas de idolatria. Atrav\u00e9s dos tempos o ser humano querendo ser um rival do Criador de tudo. Jesus, contudo, ensinou como se pode sair vitorioso contra as tenta\u00e7\u00f5es e o ponto de partida \u00e9 querer sempre fazer a vontade do Pai, expressa nos dez mandamentos. Cada um dos batizados teria seu calcanhar de Aquiles a ser explorado pelo diabo. O desrespeito \u00e0 vida, ou o desprez\u00e3o das pr\u00e1ticas religiosas, as paix\u00f5es desenfreadas, o menoscabo dos deveres familiares, ou os ataques \u00e0 reputa\u00e7\u00e3o do pr\u00f3ximo e a falta justi\u00e7a, enfim a transgress\u00e3o de tantos preceitos do Dec\u00e1logo seria a vit\u00f3ria de satan\u00e1s. Na verdade, por\u00e9m, haveria tamb\u00e9m milh\u00f5es de batizados que, na alheta de Jesus, multiplicariam triunfos contra o esp\u00edrito das trevas. Quaresma \u00e9 um tempo de revis\u00e3o de vida, quando cada um deve verificar quem est\u00e1 sendo vitorioso na sua exist\u00eancia: Deus ou o diabo. Trata-se uma convers\u00e3o completa e de uma resolu\u00e7\u00e3o decidida da fuga de todo mal para que n\u00e3o se caia nas malhas do inimigo de Deus. Para isto \u00e9 preciso saber sempre interpretar corretamente a B\u00edblia e coloc\u00e1-la em pr\u00e1tica. O diabo invocava as Escrituras ardilosamente e foi repelido atrav\u00e9s das mesmas por Jesus. Este ent\u00e3o afrontou a fome, o orgulho o desejo de poder e saiu triunfante. Com Jesus e como Jesus o crist\u00e3o deve vencer as tenta\u00e7\u00f5es do dem\u00f4nio, procurando se identificar ao m\u00e1ximo com o Mestre divino.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No limiar da quaresma, tempo de convers\u00e3o, Jesus se apresenta como modelo, ensinando a vencer as tenta\u00e7\u00f5es diab\u00f3licas (Mt 4,1-11). Em duas c\u00e9lebres passagens o Evangelho mostra um combate de Jesus, a saber, um antes de inaugurar sua vida p\u00fablica e outro antes de entrar na sua Paix\u00e3o. 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