{"id":20746,"date":"2017-02-21T03:00:00","date_gmt":"2017-02-21T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/02\/21\/buscai-o-reino-ea-justica\/"},"modified":"2017-05-05T09:46:48","modified_gmt":"2017-05-05T12:46:48","slug":"buscai-o-reino-ea-justica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/buscai-o-reino-ea-justica\/","title":{"rendered":"Buscai o Reino ea Justi\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Queiramos ou n\u00e3o, este mundo \u00e9 um lugar dif\u00edcil. Para muitas pessoas, viver \u00e9, antes de tudo sobreviver. Encontrar o alimento de cada dia n\u00e3o \u00e9 um problema menor para muitos. Encontrar o p\u00e3o para a mesa da fam\u00edlia \u00e9, \u00e0s vezes, um grave e urgente problema que ocupa todo o tempo, a aten\u00e7\u00e3o e a energia da maioria de seus membros. Como sempre foi, ao longo da hist\u00f3ria, hoje s\u00e3o muitos os que deixam seus pa\u00edses e suas fam\u00edlias para encontrar um trabalho que lhes proporcione o p\u00e3o que, no lugar de origem, n\u00e3o encontram. Os que ficam n\u00e3o est\u00e3o melhores do que aqueles que partem. Em muitos casos, dependem da volta regular do familiar \u2013 pai, m\u00e3e, irm\u00e3o, filho \u2013 que partiu para um lugar distante e que precisa lidar com outra l\u00edngua e cultura para poder atender \u00e0s necessidades b\u00e1sicas daqueles que deixou para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Ler nessas circunst\u00e2ncias o Evangelho do oitavo domingo do Tempo Comum(cf. Mt 6,24-34) pode ser, no m\u00ednimo, ir\u00f4nico e, at\u00e9 mesmo, cruel. Podemos dizer aos pobres, \u00e0queles que nada t\u00eam, que confiem na Provid\u00eancia de Deus? Olhar\u00e3o para n\u00f3s com express\u00f5es incr\u00e9dulas e dir\u00e3o que esse tipo de espiritualidade \u00e9 para os que t\u00eam tudo, para aqueles que tiveram o privil\u00e9gio de nascerem em pa\u00edses com supermercados abarrotados de comida e com bastante dinheiro para comprar aquilo que desejarem. N\u00f3s somos aqueles que podemos renunciar a isto ou \u00e0quilo. E dizemos em um momento de ora\u00e7\u00e3o, que precisamos confiar mais na Provid\u00eancia de Deus; que n\u00e3o devemos ficar obcecados com o dinheiro nem com o trabalho e devemos confiar que o Pai de todos n\u00f3s dar\u00e1 o que nos faz falta.<\/p>\n<p>O curioso \u00e9 que, na pr\u00e1tica, s\u00e3o muitas vezes os pobres que n\u00e3o ficam nervosos, nem chocados; que gozam e aproveitam do que t\u00eam com uma simplicidade e uma alegria vital que gostar\u00edamos de possuir \u2013 n\u00f3s que temos tantas coisas. Porque a verdade \u00e9 que n\u00f3s, que temos muito, \u00e0s vezes, nem sequer aproveitamos o que temos, pois estamos muito preocupados em ter mais ainda. E apenas na proximidade com os pobres podemos experimentar \u2013 de longe \u2013 o que significa confiar em Deus para al\u00e9m das nossas possibilidades. E descobrir, com uma sabedoria superior, que aquilo que para uns parece sorte e casualidade n\u00e3o \u00e9 nada mais que a presen\u00e7a de Deus cuidando da vida.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s, para todos, deve permanecer uma ideia fixa: centralizemo-nos na busca do Reino de Deus e da sua justi\u00e7a \u2013 feita de fraternidade e solidariedade \u2013 e tudo o mais nos ser\u00e1 dado por acr\u00e9scimo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Queiramos ou n\u00e3o, este mundo \u00e9 um lugar dif\u00edcil. Para muitas pessoas, viver \u00e9, antes de tudo sobreviver. Encontrar o alimento de cada dia n\u00e3o \u00e9 um problema menor para muitos. 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